
\[Se n acreditas nas alterações climáticas, ou q a humanidade é responsável pela sua maioria, então este post n é para ti. N é possível discutir sem partir de um ponto comum.\]
Reversão, mitigação e adaptação às alterações climáticas é algo q obriga à concertação de esforços entre várias potências: China, EUA, Índia, UE, Rússia, Japão ([fonte](https://www.worldometers.info/co2-emissions/co2-emissions-by-country/))
Como vemos pelas CoP, n têm sido alcançados grandes progressos sequer ao nível da diminuição de emissões, quanto mais noutros vectores da protecção ecológica, como por exemplo a biodiversidade.
O q é preciso fazer é bastante radical: ao mesmo tempo q nos países industrializados é necessário mudar completamente as fontes de energia, nos países q ainda n o são é preciso evitar q a industrialização seja feita com base em energia fóssil.
Para além disto é preciso continuar a produzir riqueza sem o nível de extractivismo actual, uma vez q o aquecimento global n é o nosso único problema. A perda de biodiversidade tem um grande impacto no ecossistema, e é difícil prever as consequências do desaparecimento de uma espécie, pq o eco-sistema é muito complexo e as interacções entre espécies são importantes.
Isto parece obrigar a alterar completamente a economia global, desde a produção de energia, até à forma como distribuímos riqueza pelas pessoas e pelos estados ou outras entidades q façam mitigação de danos ambientais.
É também provável q neste processo de mudança a economia cresça menos ou decresça até, algo para q o nosso modelo económico actual n está claramente preparado.
Estas alterações n podem ser feitas apenas por alguns. Não basta q EUA e UE mudem as suas economias de alto a baixo (isto já é dizer muito!), se as restantes potências continuarem como até agora.
Existe ainda muito petróleo e gás passível de extracção. Os países produtores n parecem minimamente interessados em deixar de vender e os restantes têm economias dependentes.
Agora pergunto-vos. **Sentem-se optimistas, ou pessimistas?**
14 comments
Bastante optimista em verdade.
O Ser Humano é incrível. Arranjará sempre maneira de sobreviver a qualquer adversidade, disso tenho a certeza. Para bem ou para mal da Natureza. Iremos adaptar-nos ou completamente controlá-la.
A única perda que realmente sinto, é pela perda de biodiversidade. Mas mesmo nisso, tem havido inúmeros projectos (Lince Ibérico) e descobertas de espécies consideradas quasi-extintas.
A produção de CO2 tem reduzido bastante. Portugal já tem uma produção anual de 60% de energia renovável, a caminho dos 80 nos próximos 5 anos. A penetração de EV’s no mercado sobe também a um passo bastante bom. Ainda ontem foi anunciado, finalmente, produção positiva de energia em fusão nuclear!
Pode não parecer, mas da mesma forma que inventou uma vacina para a COVID num espaço recorde de um ano, nas próximas duas décadas teremos resolvido o problema ambiental (almejado para ser uma coisa de séculos e não décadas) e estaremos a enfrentar outros igualmente desafiadores (sobrevivência e expansão espacial).
tenho esperança no futuro. tenho esperança porque não tenho confiança no futuro.
as mudanças necessárias para levarmos isto a bom rumo são muitas e complexas. e é essencial uma ação coordenada a nível mundial. há muito trabalho pela frente, e é um trabalho que já devia ter começado.
mas lá diz o ditado. a esperança é a última a morrer.
Acho que estamos [no bom caminho ](https://www.ft.com/content/4b6f0fab-66ef-4e33-adec-cfc345589dc7) com esta notícia que saiu hoje mesmo sobre avanços na fusão nuclear.
Não pagas pela SMS, podes escrever corretamente.
Pessimista.
Tudo fodido, tudo a foder.
Extremamente pessimista e esta posição já nem sequer é com base em fé mas em factos e no comportamento passado. Quer enquanto indivíduos, quer enquanto sociedade global, os seres humanos não estão simplesmente capacitados para lidar com este tipo de ameaças.
O imediatismo e a vista de curto prazo, potenciadas por um sistema económico cujo incentivo e propósito é diametralmente oposto ao que se pretende, vão-nos levar ao colapso ou pré-colapso ambiental e depois o social.
Nada significativo vai ser feito a tempo. Não só porque os tipping points climáticos podem já ter começado a cair, mas também porque ninguém quer afrontar o elefante na sala: o problema é o nosso sistema económico. Até começarmos a ver migrações em massa e desastres naturais cada vez mais graves, alterações na ordem social e publica, etc., o que vai ser feito dificilmente passará do que já vimos nestas ultimas décadas:
– relatórios científicos cada vez mais negros e cada vez mais sustentados em evidencias sobre o destino dos ecossistemas planetários
– cimeiras atrás de cimeiras em que se chuta para a frente
– paliativos da treta para entreter as massas e evitar que comecem todos a pensar no que os nossos filhos e netinhos vão passar.
Aproveitem a vida enquanto podem.
E qual é a tua magica solução?
Quebrar a economia, fazer pessoas morrer a fome, revoltas, calamidades enfim. Isto não resolve-se na porrada como alguns queriam, parece muito fácil desligar toda cadeia produtiva e ver no que acontece… A solução está muito longe de acontecer pois as consequencias nenhum de vós aqui gostaria de pagar.
Disto tenho certeza, pois para cada servidor para executar Youtube, redes sociais e afins é necessário gastar energia e muita.
Estão dispostos a abrir mão de todos os confortos civilizatórios para redução de emissões? Boa sorte com isto.
A crise climática tornou-se um culto de morte e desespero.
De 10 em 10 anos, as cidades vão ficar debaixo de água e os pólos estaram derretidos na sua totalidade, quando não acontece, puxa-se o prazo mais 10 anos.
As alterações climáticas são influenciadas pelo homem, mas acho que se tem perdido muito do aspecto e observação de uma vertente científica, para adoptar antes uma de política e alarmismo.
Acho que as solução oferecidas e postas em prática não têm base lógica e científica mas sim política, como por exemplo demonizar a energia nuclear, e investir antes maioritariamente em energias renováveis ainda ineficientes para uma transiçao completa.
Também não acho que o carbono seja o demônio que fazem parecer, se houvesse preservação florestal para contrabalançar essas emissões que teriam sempre de existir a menos que planeiem voltar a um estilo de vida pré-industrial.
Porque é que escrivi isto tudo quando ninguém vai ler? Não sei.
O ser humano é incrivel para o bom e para o mau.
Se há coisa que prevalece é a nossa vontade de viver e adaptação.
Neste momento o pior tormento para a humanidade seria uma guerra mundial.
Nos últimos 15000 anos o mundo aqueceu 7 graus Celsius. Há 10000 anos atrás metade do planeta estava coberto por uma camada de gelo com quilómetros de altura. A tecnologia de fusão está a umas décadas de distância no pior dos casos e estamos a fazer grandes progressos na descarbonizacao da economia. Temos cada vez mais veículos elétricos, mas energias renováveis, mas reciclagem e reutilização. Se quisermos podemos começar a usar tecnologias de extração de carbono da atmosfera a uma escala maior. Acho uma completa parolice todo o alarmismo e achar que vamos todos morrer nas próximas décadas.
China – um país que tranca pessoas num prédio durante um mês sem comida, porque alguém testou positivo à covid.
EUA – um país cheio de fanáticos religiosos com as suas armas em casa, à espera do “rapture”
Índia – um país onde a maior parte das pessoas ainda caga na rua
UE – um antro de burocracia
Rússia – um país que não se importa de mandar um geração morrer pela pátria para satisfazer o ditador. Sendo que as alterações climáticas podem tornar partes da Rússia mais interessantes para viver.
Japão – um país a morrer em termos demográfico
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Estes são os teus candidatos a fazer alguma coisa.
Otimista.
Um dos problemas do ser humano em toda a sua existência e plenitude é a tendência sistematizada de entender os problemas do futuro com as soluções e recursos do presente.
A única solução que existe para o problema é a tecnologia. E essa é embrionária, mas vai aparecer.
E este é o paradigma otimista sobre essa problemática. O pessimista não cabe a mim discutir porque não me revejo nele.
Muito pessimista. Só aqui no sub a quantidade de negacionistas é incrível.
Ainda estou à espera para Lisboa desaparecer no ano 2010 ou lá que diziam que era.