
É crítico, e supostamente os jovens que são medicados, fazem-no, com o intuito de inibir certas emoções. Deu no jornal da noite na SIC.
Honestamente acho que é para isso que servem os Anti-Depressivos, travar emoções muito fortes, por exemplo, que dificultem a vida da pessoa na fase em que vive, quando digo emoções digo sintomas psicológicos também. Sinceramente, acho que não é um mau uso, visto que se tira das pessoas o obstáculo que as faz ficar naquele buraco depressivo ou que simplesmente as impede de viver a vida.
Acho que ao mesmo tempo também a maior parte das pessoas não são bem medicadas.
Eu mesmo sou medicado, e o meu medicamento atual (Mirtazapina) serve um pouco para isso e para dormir, e só dessa maneira é que eu me consegui sentir-me bem ao ponto de sair dum buraco mesmo muito complicado.
No meu caso, que estudo engenharia e tenho Dislexia e ADHD, acho que o stress da carga da faculdade ser excessiva e entre outros fatores, tal como estudar na mesma cidade que vivo e mesmo asssim andar no minimo 3h por dia em transportes, provocaram-me um burn-out. E penso que não estou sozinho neste barco!
Quero saber as vossas opiniões em relação ao assunto.
Acham que é um fator social? Qual?
Qualquer intervenção é bem-vinda!
As referências (nenhuma é da SIC não encontrei):
[https://www.dn.pt/sociedade/infelicidade-entre-os-adolescentes-aumentou-com-a-pandemia-15481220.html](https://www.dn.pt/sociedade/infelicidade-entre-os-adolescentes-aumentou-com-a-pandemia-15481220.html)
[https://www.sabado.pt/vida/detalhe/um-terco-dos-jovens-portugueses-esta-infeliz](https://www.sabado.pt/vida/detalhe/um-terco-dos-jovens-portugueses-esta-infeliz)
[https://www.publico.pt/2022/12/14/infografia/infelizes-nervosos-passa-adolescentes-722](https://www.publico.pt/2022/12/14/infografia/infelizes-nervosos-passa-adolescentes-722)
32 comments
[deleted]
Está muito mais perto de 1 em 4 do que 1 em 3. Aliás está ainda mais perto de 277 jovens por cada 1000.
Quase 1 em 4. Se calhar são infelizes porque não sabem relacionar fraçoes com percentagens.
Vou ficar à espera dos fundamentalistas com as retóricas do “no meu tempo” ou “faz falta é ir à tropa”.
Não é um número assim tão alto….
Quando cada vez mais vivem num país que cada vez menos os serve, a tendência é este número diminuir.
Sim, diminuir porque o número de jovens vai diminuir também.. ou emigram ou o que resta da natalidade neste país é obliterada
Eu sou infeliz porque a gaja 11/10 que eu queria não me quis. Sad. Dinheiro, deste que continue a poder beber cerveja todos os dias, já estou satisfeito.
Difícil é ser feliz
Fomos “enganados” com um padrão/trajetória de vida como sendo o certo e o seguro
E damos por nós presos em casa dos pais com um trabalho de merda
Não li nem vi,mas começares a dizer que tomar medicação para inibir emoções é bom quando na verdade é horrível. As emoções são algo que nos vai acompanhar toda a vida e que temos de aprender a lidar/conviver. Mas como tudo fica mais fácil passar um comprimidos e que se fodam as pessoas. Não é assim que vamos ter mais pessoas felizes até o oposto
Felicidade não é uma meta. Trata-se de um Estado de espírito. Confundimos tristeza, típico da natureza humana, com infelicidade. Temos momentos bons e ruins. Deferenciá-Los é o mote. E pululam pesquisas em ciências humanas com respostas matemáticas. São nulas de plenitude.
Também é quase 1 em cada 4, mais perto que 1 em 3
Acredito que haja muita gente com problemas de depressão e que nem sequer estão diagnosticados, não são acompanhados nem medicados.
Conheço alguém que me parece sofrer de depressão mas que se recusa a admitir isso, e acha que isso se cura perfeitamente com ir ao ginásio todos os dias e comer de forma saudável…
DINHEIRO. ESCRAVATURA. SOCIEDADE NOCIVA.
Com tanta infelicidade tbm começo a ficar infeliz.
É o que se chama de infelicidade por empatia.
Mas também temos os infelizes hipocondríacos – que adoram encharcar-se em tudo o que é químicos e que para achar que não são os únicos passam a vida a pensar que todos os outros estão no mesmo barco.
Numa altura em que estava de burnout devido a exames lá fui a um médico.. o gajo receitou-me desde antidepressivos a valiums para me por a dormir. Li a papelada toda da medicamentação e 5 minutos depois mandei tudo para o caixote do lixo. Queria ter o cérebro a funcionar para os exames e não o cérebro a vegetar numa 5ª dimensão.
Para me preparar para os exames no dia anterior a cada um, fui para a praia de manhã apenas para curtir o nascer do sol. Deu-me a paz de espirito que precisava e fiz tudo com uma perna às costas.
Quem que ser infeliz encontra o que quer.
As drogas não trazem a cura, atenuam o problema. Para refletir..
Anti-depressantes nunca funcionou comigo.
Quem gosta de viver num país sem perspectivas?
1 em cada 4??? Ta mais perto dos 25% do k dos 33%
Acho um excelente post.
Eu estive a refletir, depois de ver um outro post sobre o índice de felicidade em vários países, e penso que em 2023 vou tentar adoptar um estilo de vida mais baseado noutras culturas do que a sociedade portuguesa nos proporciona, mesmo vivendo em Portugal. Há algumas coisas que faço que ajudam à minha saúde mental:
1) Limitar ao máximo o consumo de notícias. Estas são feitas para vender, o ser humano tem um viés de atenção para o negativo e em geral não ajudam à felicidade.
2) Perseguir paixões que gosto. Gosto de ler livros de autores americanos, frequentar fóruns destes, ler sobre design nórdico, sobre estilo de vida Hygge. Um conjunto de práticas que não são propriamente portuguesas. Mas com o acesso à internet, consigo ter alguma imersão nesses costumes.
3) Ler sobre Budismo. Praticar. Imergir-me na meditação e frequentar fóruns de discussão do tema.
4) Ter uma rede social de apoio. Não precisam de ser muitos amigos (os nórdicos muitas vezes têm uma rede de 4 a 5 bons amigos e não muito mais)
5) Tenho um trabalho em que contacto com pessoas e isso ajuda-me a ouvir coisas novas e debater ideias, e traz calor humano. Apesar de gostar de estar no meu cantinho ao final do dia, esta atividade ajuda ao meu bem estar.
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O meu objetivo em 2023 é tentar ainda mais viver uma espécie de “realidade paralela” em que me distancio um pouco dos hábitos e sociedade em que estou inserido e procuro o lado mais positivo de sociedades mais felizes. Acho que isso me vai ajudar a re-interpretar certas situações e estar mais feliz.
Atenção que o estudo é em jovens do 6o ao 12o ano escolar. O discurso habitual de “recebo um salário miserável, não consigo sair de casa dos pais, tenho de emigrar” etc nesta faixa etária não se aplica.
Agora façam a sondagem aos adultos. 🤡
Lê crazy like us
quando era adolescente também tava infeliz, pressão para ter notas boas para ir para a uni, gajas que queria namorar que tinha repulsa de mim, net de merda que não dava para jogar o jogo online, ter que andar km para fazer alguma coisa, levar pisso dos pais por ficar fora de casa até tarde, ter de andar sempre a boleias, é o que é. Agora sou adulto e tenho outros problemas que também são uma merda e todos são validos.
Tem de haver uma causa para tanta gente estar deprimida, acredito que dos principais factores é as ruas terem sido dominadas pelos carros e pelo ruído e poluição, os jovens não podem caminhar e brincar livremente na rua e são forçados a ficar confinados de casa.
_”No meu tempo os jovens não ficavam o dia todo no computador”_… pudera! Quem quer sair para as ruas quando as ruas deixaram de pertencer às pessoas?
Não só deixam de poder exercitar como estão expostos à poluição e ao ruído constante também causa stress e desgaste mental.
Anda toda a gente chumbada em antidepressivos para conseguir tolerar o mundo de merda que criámos para nós mesmos.
As pessoas não são acompanhadas devidamente.
Estás com dificuldade em dormir? Receitam calmantes.
Enervas-te com facilidade? Dão-te relaxantes.
Estás triste? Dão-te anti-depressivos.
E depois as pessoas levam aquilo como uma obrigatoriedade porque foi o médico que indicou. Parece que não existe outra alternativa. Puta que pariu o facilitismo
Well vivendo no país em que vivemos em que as promessas e ações para os jovens são esquecidas assim como nos somos é normal isto acontecer. Em todas as votações que vejo só falam em aumentos dos ordenados mínimos e reformas os jovens que se fodam eu não voto mesmo por isso, nenhum partido fala ou da promessas ou ações de evolução a quem vai levar o País para a frente tirar as vezes uma licenciatura para que ? Ir trabalhar na área com um ordenado mínimo ?
Ainda sou apologista e digam o que disserem que quem tem Licenciaturas, Mestrados etc devia ter um ordenado mínimo especifico assim como são mantidas as taxas de nível no IEFP.
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**Obrigado e resto de uma boa semana.**
Eu tal como tu andei medicado durante vários anos com inibidores de emoções para conseguir ter aproveitamento curricular, tenho ADHD, tive depressão e fiz a minha licenciatura ao mesmo tempo que trabalhava de forma a conseguir pagar a mesma e conseguir pagar a minha habitação/comida. Os dois primeiros anos de licenciatura não tinha carta e tinha de vir para casa apenas de transportes públicos e demorava mais ou menos 3h (um resumo do que passei).
Acho que hoje em dia os jovens não têm objetivos de vida. Vivem sem ideia do que querem fazer com as suas vidas, para onde vão, em que querem trabalhar, que curso querem tirar.
A maior parte de colegas de universidade estavam ali só por estar e muitos deles tiravam inclusive melhores notas que eu. No entanto não sabiam porque estavam lá, não gostavam daquilo, mas não sabiam como o dizer aos pais.
Outros não tinham mesmo aproveitamento nenhum de todo, pois não tinham mínimo interesse naquela vida e não o sabiam dizer aos pais.
Fora do universo universitário, o problema de uma vida sem objetivos persiste. Tenho um grande amigo meu, que o adoro, somos amigos há mais de 10 anos, mas vive numa constante infelicidade, porque não tem objetivos de vida, não tem nada que lhe traga gosto fazer para viver, a única coisa que lhe traz alguma alegria é jogar Minecraft. Mas após algum tempo a jogar o mesmo mod ele farta-se e depois nem isso lhe traz alegria. Ele tem uma mulher linda, casa e um emprego estável, em que não ganha mal, no entanto ele continua infeliz. Pois diz que não sabe o que fazer da vida, o que lhe tira o prazer de a viver.
Colegas de trabalho igual e o padrão que notei é a falta de objetivos, quando digo objetivos refiro-me a objetivos profissionais, espirituais, emocionais, relacionais, etc.. Objetivos materiais também podem ser algo bom de se focar, no entanto são um pouco superficiais e enchem pouco a “barriga”.
Para além de tudo isto também é importante notar a importância dos pais/figuras parentais que tenham também eles as suas vidas como bom exemplo para influenciar de forma positiva os filhos e uma relação de amizade intima com eles, de forma a que os filhos olhem para eles à procura de alguma referência e não se sintam mal em pedir alguns conselhos.
Eu quando estive no lodo, dei uma chapada a mim mesmo e disse que tinha que me organizar – “O que eu quero fazer da minha vida? como faço para alcançar o que eu quero? como “quebro” estes passos em passos mais pequenos que me ajudem a alcançar o que quero?”
So me arrependo de nao ter emigrado mais cedo…
O estudo é sobre os jovens do 6o ao 12o ano escolar, e não me admira o cenário.
A depressão vem do quererem tudo e não poderem.
Ninguém tem tudo e ninguém pode tudo!
Mesmo que consiga é por pouco tempo e com consequências.
Excluo a depressão devido a atividade escolar, pois não me parece ser pior que antigamente.
Está mais para 1/4 do que 1/3…
Eu jamais conseguiria passar 3 horas no trânsito todos os dias. Nem uma.
Eu considero-me uma pessoa feliz, essencialmente porque tenho relações sociais que me satisfazem e bastante autonomia. Aos fins de semana jogo à bola com os amigos e com um bocado de sorte bebo um copo com o meu irmão. Não é mau de todo!
É deixaram o tik tok e o instagram, e irem para a rua apanhar sol na cara para ver se nao ficam logo mais felizes.