O desaparecimento do CDS é um mistério…

30 comments
  1. Lembrem-se dele dá próxima vez que aparecer na televisão a falar de Direito Constitucional.

    Por isso é que o Direito é, e sempre será, político e apenas isso, por mais perfumes Hans Kelsianos pseudo-científicos que lhe queiram dar.

  2. Eu só de pensar no conceito de contratar alguém para tratar dos assuntos que qualquer adulto deve saber tratar e tem responsabilidade de tratar dá-me um bocadinho de nojo.

  3. Há pessoal que sempre viveu numa bolha, e não se apercebe do país real em que vive. Ainda me lembro quando tive uma discussão acesa com uma ex-namorada (que cresceu nessa bolha dos colégios privados lisboetas), em que ela defendia que a maioria das pessoas em Portugal eram licenciados. Ridículo

  4. isso não é a maioria dos casais portugueses de 30 anos? ou ele está a falar daquela fasquia reduzida de casais que acha que tem direito a uma empregada doméstica?

  5. Mas quem é que hoje em dia tem dinheiro para 2 filhos com 30 anos? E em colégio privado mais empregada de limpeza? Mas esta gente fuma o quê?

  6. Não compreendo o vosso espanto. Chego sempre ao final do mês sem dinheiro para pagar à empregada, daí tratar eu mesmo das limpezas.

  7. Tou a ver que empregada não tem direito a formar família ou a meter os filhos na escola. Ou então esta conversa não é mesmo para ela e “os da laia dela”.

  8. acredito que esse espaço demográfico/económico vote todo no CDS……o que explica os resultados.

  9. O senhor doutor excelentíssimo Tiago Duarte que não tenha receios em relação à sua representação política, hoje em dia tem a seu acesso duas opções:

    – Reconversão “Jovem e Dinâmica” – Vota 👉🔵🔴 IL

    – Reconversão “Populista” – Vota 👉 🔵 CH

    Estes partidos irão garantir que os seus direitos constitucionais a uma empregada doméstica e a um colégio privado não são vítimas de ataques violentos por parte da malvada extrema-esquerda.

  10. O pessoal da IL é a mesma coisa: só não têm um parceiro/a. Por isso têm dinheiro para a empregada.

  11. Por isso é que vi tanta gente de esquerda a elogiar o Chiquinho, pudera, ninguém na esquerda conseguiu acabar com o CDS como ele.

  12. O pessoal no Reddit a achar que o CDS alguma vez foi um partido de massas…🤦

    Sim, é este o seu público alvo.

    Têm visto muitos colégios privados ou creches caras sem listas de espera?
    Já tentaram arranjar uma mulher a dias que não tenha uma enorme lista de clientes ao estalar de um dedo?

    Encher o peito e dizer “ah, estes tipos estão afastados da realidade” e falhar precisamente a ver que existem outras realidades.

    Eu farto-me de ver gente que tem muito mais dinheiro que eu…porque é que isso é difícil de aceitar? 🤷

  13. Fui membro da juventude e do partido durante mais de 10 anos. Fui dirigente concelhio, distrital e nacional da JP, em vários cargos.

    Acreditem quando vos digo que o desaparecimento do CDS foi um evento estudado e programado por quem paga a existência do partido.

    A verdade é que o CDS se tornou demasiado caro para sustentar sem ter acesso ao poder.

    Pensem assim: a sede pertence à diocese de Lisboa. É um empréstimo desde 1975. O partido nunca pagou renda. Nunca! Até as obras na sede sempre foram pagas pela diocese.

    O CDS, que começou como um projecto político de saudosistas e órfãos da ditadura salazarista travestidos de democratas, reinventou-se.com Monteiro e Portas que, ajudados por outros quadros do partido como Luís Nobre Guedes e Telmo Correia, entre outros menos visíveis, copiou a estratégia do PP espanhol para se aproximar do português médio.

    Esta estratégia veio na sequência de um conjunto de sondagens realizadas junto do público, sem identificação clara do cliente, feitos por uma empresa de estudos de mercado especializada em bens de consumo. (A escolha foi feita por Paulo Portas para evitar resultados enviesados por utilização de algoritmos destinados a sondagens politicas).

    Foi então que se definiu a demografia das “bases”, classe média, conservadora, eminentemente católica, anti-feminista, anti-aborto e anti-liberdades individuais como casamento entre pessoas do mesmo sexo, por exemplo.

    E foi então que, igualmente, se definiu o público-alvo das propostas políticas a apresentar daí para a frente:
    Impostos mais baixos, menos estado, combate à corrupção (embora Portas e Nobre gUedes tenham sido apanhados em esquemas do género), a agricultura os reformados,.os retornados, os ex-combatentes, etc

    Esta estratégia foi vencedora. O partido cresceu exponencialmente até que Portas, Nobre Guedes e Lobo Xavier decidiram puxar o tapete a Monteiro, num almoço que teve lugar num conhecido restaurante lisboeta semanas antes do congresso de Braga, em 1998, que viria a entronizar Portas como o salvador do partido.

    Enquanto Portas foi líder, não faltou dinheiro e a benção dos “barões” do CDS, os tais que pagaram, e bem, para que o partido continuasse a existir.

    A adiada altura houve uma celeuma nos bastidores. Portas estava envolvido no negócio dos submarinos e era preciso que saísse de cena durante uns tempos. Entrou em palco Ribeiro e Castro, apenas para ser eliminado como possível líder no futuro. Ribeiro e Castro foi traído por quem o convenceu a candidatar-se. Portas regressou após o caso dos submarinos morrer nos tribunais portugueses, como que por magia.

    A partir dessa altura o partido assiste a nova presença no governo, com Passos Coelho, e a boca queda em desgraça após a intervenção da Troika (que o CDS e o PSD forçaram se bem se lembram).

    Cristãs suceder a Portas, mas os problemas internos do partido já estavam em movimento e imparáveis.
    Chicão é o senhor que se segue, como um cordeiro para o sacrifício, enquanto Nuno Melo se prepara, ou assim julgava ele, para se apresentar como o novo salvador.
    A eleição de Chicão foi propositada para matar o que podia restar do CDS.

    Para Nuno Melo era tarde, para o CDS ainda mais.

    Melo continua a ter protagonismo mediático porque é eurodeputado – o português com menos presenças no Parlamento Europeu em toda a sua história – mas o apoio dos barões foi-se.
    Apenas uma mão cheia de “iluminados” ainda acredita que o CDS pode sair do buraco em que o meteram.

    O dinheiro do CDS dividiu-se.entre o Chega (os mais velhos e a maioria dos seus eleitores) e a IL (os mais novos, como Adolfo Mesquita Nunes), que se revêem mais depressa na teoria anarco-capitalidta queque do que na militância de poder centralizado.

    O CDS está acabado.

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