Na minha opinião, a menos que tenha decidido por si próprio e que não tenha acatado eventuais ordens para reduzir a velocidade, penso que ambos são responsáveis.
Um porque tem o livre arbítrio de acelerar, outro porque tem o dever de dar o exemplo e garantir que as leis estão a ser cumpridas.
Penso que haja um *mea culpa* neste caso. Por um lado o motorista acelerou com o seu próprio pé, por outro, acredito que tenha recebido ordens para tal.
Aquilo que acho extremamente incorrecto é o ex-ministro **inflamável** estar agora a ver a situação como um espectador, visto que foi absolvido.
Hehe mais uma notícia do saco de pancada preferido do sub
Obviamente que o assassino é o Cabrita e todos quantos abusam dos seus cargos para cuspir na lei.
Muitos nazis também estavam só a cumprir ordens no holocausto. Parece que é desculpa para tudo, como se automaticamente inocentasse as pessoas. São é irresponsáveis.
Que eu saiba os motoristas ainda não são militares. Mais uma tentativa
Claro, mas há dúvidas? No entanto a diferença é que isso não o iliba de culpas, mas sim também as distribui ao cabrita.
Já expliquei aqui que sei como funciona por dentro.
Os motoristas de carros oficiais vão sempre a 200, mas é porque querem. Sempre foi assim e ninguém os obriga. O grande problema é que também ninguém lhes diz nada.
São igualmente culpados
Ponham cam`s nos carros do estado ou ao serviço do estado, para proteger os cidadãos.
Nunca mais desaparece…
Muita treta para explicar algo muito simples.
Fazer Porto-Lisboa a 200 km/h é prática comum a muita gente que tem agendas ocupadas, volta e meia lá ocorre uma tragédia. Não é preciso ser motorista profissional para o fazer, basta ter de preferência um carro de gama alta.
O Cabrita até pode ter dito que estava com pressa, mas quem decide a velocidade a que o carro se move num determinado momento (230 km/h numa reta ou 40 km/h numa curva) é o motorista.
O motorista tem a responsabilidade. Agora se o homem estava no meio da via de trânsito, sem sinalização adequada ou a atravessar a estrada como já ouvi dizer, a culpa pode também ser da vitima mortal. Agora quando se vai a 200 km/h, basta ver uns videos de youtube para entender que seja travões de porshe ou travões de renault, é impossivel travar de forma rápida uma viatura a essas velocidades.
Azar para o motorista que ficou sem carreira, para a vítima mortal e o Cabrita é o que menos interessa nesta história.
Mas porque é que existe dúvidas neste ponto?
Alguém no seu perfeito juízo, por opção própria, ia violar o código da estrada enquanto conduz uma pessoa que o contratou para esse mesmo serviço, colocando-o, ao empregador e a terceiros em perigo só porque sim?!
Claro que se estava em excesso de velocidade foi por expresso desejo do empregador!
Se o fizesse por opção própria e contra a vontade do empregador já há muito tempo que não tinha a função de motorista.
Qualquer divergência desta simples lógica é uma tentativa de minimizar as culpas do Sr. Cabrita, algo que neste país não me surpreende nada.
Tenho um amigo que é condutor neste tipo de coisa (trabalha para um partido político que não vou mencionar).
Ele comentou-me que, no caso das campanhas eleitorais em particular, os horários em que têm de saltar de terra em terra para campanha fazem-nos conduzir a velocidades absurdas (normalmente com escolta policial em velocidade a condizer).
Dito isto, é verdade que é crime conduzir a 200km/h, mas as autoridades compactuam com tal ilegalidade. E como outros disseram, há sempre a opção de não o fazer, mas é um trabalho bem pago, e a carreira mantém-se (e ascende-se nela) por cumprir horários absurdos.
17 comments
Simpatizo com o que a defesa do motorista diz. De facto é verdade, ele não ia a x km/h porque queria, certamente o ministro o incitou a tal.
Defesa de Nuremberga a esta hora?
https://en.wikipedia.org/wiki/Superior_orders
Na minha opinião, a menos que tenha decidido por si próprio e que não tenha acatado eventuais ordens para reduzir a velocidade, penso que ambos são responsáveis.
Um porque tem o livre arbítrio de acelerar, outro porque tem o dever de dar o exemplo e garantir que as leis estão a ser cumpridas.
Penso que haja um *mea culpa* neste caso. Por um lado o motorista acelerou com o seu próprio pé, por outro, acredito que tenha recebido ordens para tal.
Aquilo que acho extremamente incorrecto é o ex-ministro **inflamável** estar agora a ver a situação como um espectador, visto que foi absolvido.
Hehe mais uma notícia do saco de pancada preferido do sub
Obviamente que o assassino é o Cabrita e todos quantos abusam dos seus cargos para cuspir na lei.
Muitos nazis também estavam só a cumprir ordens no holocausto. Parece que é desculpa para tudo, como se automaticamente inocentasse as pessoas. São é irresponsáveis.
Que eu saiba os motoristas ainda não são militares. Mais uma tentativa
Claro, mas há dúvidas? No entanto a diferença é que isso não o iliba de culpas, mas sim também as distribui ao cabrita.
Já expliquei aqui que sei como funciona por dentro.
Os motoristas de carros oficiais vão sempre a 200, mas é porque querem. Sempre foi assim e ninguém os obriga. O grande problema é que também ninguém lhes diz nada.
São igualmente culpados
Ponham cam`s nos carros do estado ou ao serviço do estado, para proteger os cidadãos.
Nunca mais desaparece…
Muita treta para explicar algo muito simples.
Fazer Porto-Lisboa a 200 km/h é prática comum a muita gente que tem agendas ocupadas, volta e meia lá ocorre uma tragédia. Não é preciso ser motorista profissional para o fazer, basta ter de preferência um carro de gama alta.
O Cabrita até pode ter dito que estava com pressa, mas quem decide a velocidade a que o carro se move num determinado momento (230 km/h numa reta ou 40 km/h numa curva) é o motorista.
O motorista tem a responsabilidade. Agora se o homem estava no meio da via de trânsito, sem sinalização adequada ou a atravessar a estrada como já ouvi dizer, a culpa pode também ser da vitima mortal. Agora quando se vai a 200 km/h, basta ver uns videos de youtube para entender que seja travões de porshe ou travões de renault, é impossivel travar de forma rápida uma viatura a essas velocidades.
Azar para o motorista que ficou sem carreira, para a vítima mortal e o Cabrita é o que menos interessa nesta história.
Mas porque é que existe dúvidas neste ponto?
Alguém no seu perfeito juízo, por opção própria, ia violar o código da estrada enquanto conduz uma pessoa que o contratou para esse mesmo serviço, colocando-o, ao empregador e a terceiros em perigo só porque sim?!
Claro que se estava em excesso de velocidade foi por expresso desejo do empregador!
Se o fizesse por opção própria e contra a vontade do empregador já há muito tempo que não tinha a função de motorista.
Qualquer divergência desta simples lógica é uma tentativa de minimizar as culpas do Sr. Cabrita, algo que neste país não me surpreende nada.
[a ordem](https://imgur.io/dwEhUrh?r)
Tenho um amigo que é condutor neste tipo de coisa (trabalha para um partido político que não vou mencionar).
Ele comentou-me que, no caso das campanhas eleitorais em particular, os horários em que têm de saltar de terra em terra para campanha fazem-nos conduzir a velocidades absurdas (normalmente com escolta policial em velocidade a condizer).
Dito isto, é verdade que é crime conduzir a 200km/h, mas as autoridades compactuam com tal ilegalidade. E como outros disseram, há sempre a opção de não o fazer, mas é um trabalho bem pago, e a carreira mantém-se (e ascende-se nela) por cumprir horários absurdos.