Motorista de Cabrita limitou-se a “cumprir ordens”

17 comments
  1. Simpatizo com o que a defesa do motorista diz. De facto é verdade, ele não ia a x km/h porque queria, certamente o ministro o incitou a tal.

  2. Na minha opinião, a menos que tenha decidido por si próprio e que não tenha acatado eventuais ordens para reduzir a velocidade, penso que ambos são responsáveis.

    Um porque tem o livre arbítrio de acelerar, outro porque tem o dever de dar o exemplo e garantir que as leis estão a ser cumpridas.

  3. Penso que haja um *mea culpa* neste caso. Por um lado o motorista acelerou com o seu próprio pé, por outro, acredito que tenha recebido ordens para tal.

    Aquilo que acho extremamente incorrecto é o ex-ministro **inflamável** estar agora a ver a situação como um espectador, visto que foi absolvido.

  4. Muitos nazis também estavam só a cumprir ordens no holocausto. Parece que é desculpa para tudo, como se automaticamente inocentasse as pessoas. São é irresponsáveis.

  5. Já expliquei aqui que sei como funciona por dentro.
    Os motoristas de carros oficiais vão sempre a 200, mas é porque querem. Sempre foi assim e ninguém os obriga. O grande problema é que também ninguém lhes diz nada.

  6. Muita treta para explicar algo muito simples.

    Fazer Porto-Lisboa a 200 km/h é prática comum a muita gente que tem agendas ocupadas, volta e meia lá ocorre uma tragédia. Não é preciso ser motorista profissional para o fazer, basta ter de preferência um carro de gama alta.

    O Cabrita até pode ter dito que estava com pressa, mas quem decide a velocidade a que o carro se move num determinado momento (230 km/h numa reta ou 40 km/h numa curva) é o motorista.

    O motorista tem a responsabilidade. Agora se o homem estava no meio da via de trânsito, sem sinalização adequada ou a atravessar a estrada como já ouvi dizer, a culpa pode também ser da vitima mortal. Agora quando se vai a 200 km/h, basta ver uns videos de youtube para entender que seja travões de porshe ou travões de renault, é impossivel travar de forma rápida uma viatura a essas velocidades.

    Azar para o motorista que ficou sem carreira, para a vítima mortal e o Cabrita é o que menos interessa nesta história.

  7. Mas porque é que existe dúvidas neste ponto?

    Alguém no seu perfeito juízo, por opção própria, ia violar o código da estrada enquanto conduz uma pessoa que o contratou para esse mesmo serviço, colocando-o, ao empregador e a terceiros em perigo só porque sim?!

    Claro que se estava em excesso de velocidade foi por expresso desejo do empregador!

    Se o fizesse por opção própria e contra a vontade do empregador já há muito tempo que não tinha a função de motorista.

    Qualquer divergência desta simples lógica é uma tentativa de minimizar as culpas do Sr. Cabrita, algo que neste país não me surpreende nada.

  8. Tenho um amigo que é condutor neste tipo de coisa (trabalha para um partido político que não vou mencionar).
    Ele comentou-me que, no caso das campanhas eleitorais em particular, os horários em que têm de saltar de terra em terra para campanha fazem-nos conduzir a velocidades absurdas (normalmente com escolta policial em velocidade a condizer).

    Dito isto, é verdade que é crime conduzir a 200km/h, mas as autoridades compactuam com tal ilegalidade. E como outros disseram, há sempre a opção de não o fazer, mas é um trabalho bem pago, e a carreira mantém-se (e ascende-se nela) por cumprir horários absurdos.

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