Só 12% dos portugueses usam transportes públicos diários

26 comments
  1. >Portugal não alcança ainda a média europeia, estando longe dos 30% dos países líderes.
    Somos dos países europeus em que se utilizam menos os transportes públicos: em 2019, representavam apenas 12% das deslocações totais dos transportes de passageiros. Portugal ocupa a 27.ª posição num conjunto de 29 países europeus – os 27 estados-membros da União Europeia, o Reino Unido e a Noruega -, estando longe da média europeia (18%) e de países como a República Checa, Hungria e Eslováquia, que lideram o ranking com taxas a rondar os 25% e os 30%.
    Os resultados são do primeiro estudo de Índice de Transição Verde (GTI) – divulgados ontem pela consultora Oliver Wyman -, que avalia, numa escala de zero a 100, o desempenho sustentável de cada país europeu, determinado por fatores como o uso de tecnologias de transição energética, o grau de sustentabilidade ambiental do sistema económico, as emissões de CO2 produzidas pela indústria, a qualidade ambiental dos transportes, a eficiência energética dos edifícios, a gestão de resíduos e a conservação da natureza.

  2. Normal, quem mora longe do centro das cidades tem poucas hipóteses de usar os transportes públicos diariamente para as deslocações casa-trabalho , alguns tem hipótese de usar os transportes públicos mas o tempo que demoram não compensa (de carro e sem trânsito demoro cerca de 15/20min de casa ao trabalho e de transportes são no mínimo 1h)

  3. A qualidade destes é deplorável.
    Pelo menos em Coimbra, em que se viveres a 10 minutos de carro do centro da cidade tens autocarros 4 vezes por dia ou noutras partes, de quase 2 em duas horas.
    E nem falando de fins de semana ou feriados…
    E depois das 6 ou 7 da tarde só se for a pé.

  4. Em Portimão quem pode prefere andar a pé.
    Já nem sei o preço do vaivém (minibus).

    Deixei de usar a uns bons anos atrás quando deixei de caber nas cadeiras, tenho pernas compridas demais, para estar de pé prefiro andar.

  5. Porque será?
    Será porque as pessoas gostam de conduzir em filas?
    Ou será que é porque as vezes não aparece, quando aparecem aparecem cheios, porque cancelam carreiras em certos periodos sem avisar devidamente, porque tirando os passes e zonas centrais de Lisboa e Porto os preços são superiores a ir de carro?

  6. Porque será de facto…

    Eu por acaso adoro andar de autocarro. Desde pequeno que simplesmente gosto. Se pudesse, andava todos os dias e quando andava na Universidade do Minho, apanhava o shuttle gratuito entre uMinho – Avenida – Nova Arcada só para dar uma voltita de autocarro.

    Hoje, se tivesse transportes que me levassem onde tenho de ir, usava-os de bom grado.

    O problema é que simplesmente não há.

  7. Se para quem vive nos grandes centros urbanos a coisa já funciona mal, para quem vive numa pequena cidade/vila/aldeia do interior ainda é pior.

    Vivo a 15 minutos do trabalho e até me compensava ir de autocarro, mas se passa um de 5 em 5 horas e às vezes nem passa, não tenho como o fazer.

  8. Vivo na zona centro e o meu trabalho fica a 16km de distancia de casa.
    Ia ter de apanhar Dois autocarros e demorava 1:10h a chegar, para além de 20m a 30 a caminhar. Basicamente 1:30h.

    Chego mais depressa de bicicleta ao trabalho do que de autocarro, o transportes publico não funcionam (tirando lx e porto)

  9. “Um país evoluído não é onde os pobres andam de carro, mas onde os ricos andam de transporte público.”

  10. Demoro 15 mins até ao trabalho de carro.

    De transportes tinha que acordar 1+ hora mais cedo, esperar 5/10/15 mins na paragem, 10 mins de autocarro (em pé) até ao metro, 30 mins de metro (+ esperar que chegue) e finalmente 15 mins a pé.

  11. Cagar essa percentagem sem dizer a percentagem de portugueses com acesso a transportes é absurdo. Ponto dois, dos que têm acesso (no meu caso por exemplo, não tenho, só de comboio para fora do meu concelho e eu trabalho no meu concelho) a transportes quantos destes têm possibilidade de usar os transportes- se houver 1 autocarro que passe 2 vezes por dia às 6 e as 23h provavelmente não é possível conciliar com os horários laborais.
    Ponto 3- Toda a gente sabe que funcionam mal, volta e meia cancelam rotas sem dar cavaco aos utilizadores, outra vez lembram-se de fazer greve e as pessoas ficam sem poder deslocar-se para os seus trabalhos.
    Ponto 4- muitos deles demoram muito tempo, vão super hiper mega lotados, com más condições e sem segurança.
    Ponto 5- pessoas. Como aquilo vai cheio de pessoas há a probabilidade de ires a levar com o sovaco seboso do vizinho, ou seres assediad@ no percurso ( sou homem e já fui assediado em transportes por homens e mulheres).

    No meu caso até nem me importava de vir de autocarro para o trabalho, moro a 5 minutos do escritório, mas como nem jesus passa aqui , toda a gente tem que ter transporte próprio ou boleia.

  12. Depende fortemente do serviço disponível, da dispersão do território.

    Quando estudei em e trabalhei em Lisboa andei 2 anos de transporte público. Todas as semanas, pelo menos uma vez, tinha de apanhar um táxi porque o autocarro chegava atrasado à próxima ligação (ir no autocarro anterior incorria num tempo de espera na paragem de cerca de uma hora).
    Assim que tive carta e carro, desisti do passe. Felizmente o trajeto que realizava fazia-se em 15 minutos, e com pouco trânsito (pelo menos de manhã) versus 50 minutos de autocarro se apanhasse os dois de seguida.

    Entretanto voltei ao Alentejo, e utilizo o autocarro entre 1 a 2 vezes por mês para me delsocar ao Município do lado. Não havendo trânsito, e sendo a oferta de TP diminuta (o meu percurso casa trabalho não tem horário consetâneo), o carro ou mobilidade suave é melhor solução face ao TP.

    Existem grandes diferenças no nosso país neste tema, passando desde autocarros “uns atrás dos outros” em Lisboa e Porto, para autocarros de 2 em 2 horas no resto. Certas regiões chegam a ter um de manhã e de tarde, e muitas localidades nem são servidas. As diferenças também existem no financiamento. É impossível qualquer outra Comunidade Intermunicipal fazer o que Lisboa fez: iniciar uma nova concessão com frota nova, pelo menos a um preço por veículo.quilómetro que não seja pornográfico. A nova concessão de Lisboa é a mais cara do país, e acaba por sair dos bolsos de todos.

    Adicionalmente, e consederando as regiões de menor densidade populacional, não havendo suporte de receita por não existir massa crítica, os operadores foram cortando serviços enquanto isto é tutelado pelo IMT, cabendo agora às CIM estar a financiar os mesmos ao abrigo das novas concessões/prestações de serviço, por não serem economicamente viáveis fazer certas ligações. Se queremos ter transportes em condições, os Municípios, CIMs e AMs têm de aceitar que este é um negócio deficitário e suportar o seu custo. Contudo os operadores também têm de saber otimizar os serviços. É mau do ponto de vista de investimento público que um autocarro realize 40 km diariamente para servir 5 pessoas. Pior do que isso é o operador realizar isso com uma viatura de 69 lugares, porque não quer investir num mini-bus.

    Desde o COVID, penso que este é o único setor que continua a ser compensado (prorrogado até ao final deste ano) pelo défice operacional dos operadores pela perda de receita. Deste modo estes têm as contas sempre equilibradas, quer façam muitos ou poucos serviços, e que esses sejam bem ou menos bem operacionalizados. Divago…

    É necessário o serviço ser otimizado, seja por recurso a políticas públicas, seja por uma afinação nos contratos da concessão, e que não sejam aplicadas medidas “tamanho único”, para que este modo de transporte seja mais utilizado.

  13. 12% e só no Norte do país os comboios vão completamente lotados constantemente. Tenho imensas dúvidas.

  14. No algarve, quem quer ir para a universidade do Algarve a partir do barlavento, não tem nenhuma alternativa fiável sem que demores horas numa só ida, sendo que seria muito mais fácil uma ligação direta entre a universidade e as cidades principais algarvias. Ou seja, quase toda a gente têm carro para se deslocar pra universidade, a não ser que tenhas casa em Faro.

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