Greve dos professores: Governo tem “fortes indícios” de violação da lei e “não descarta” serviços mínimos

18 comments
  1. O objectivo do STOP, como já o foi daquele sindicato dos motoristas de há uns anos (que foi dissolvido judicialmente há uns meses), é por em causa o direito à greve.
    O abuso que estão a fazer das greves, pagando aos funcionários para fazerem greve e, assim, não terem os profs de perder um dia de salário, é um crime grave. O patronato poderia começar a fazer isto quando quisesse fragilizar uma empresa concorrente, subvertendo o propósito da greve: defender os interesses laborais de trabalhadores de um sector

    Não é por acaso que o Carlos Moedas os foi cumprimentar e os Professores pela Verdade tiraram umas semanas para parar de partilhar porcarias sobre a ideologia de género na escola e fazer propaganda pelo STOP

    Edit: entretanto já vi que o STOP está a fingir que o P é de profissionais da educação. Se forem ver imagens de há uns meses podem ver que o nome deles sempre foi de Professores

  2. Lol os serviços mínimos só deviam ocorrer quando está em causa a vida de outras pessoas, caso dos médicos e enfermeiros..

    O facto dos professores faltarem não põe em risco a vida de ninguém (a não ser a dos pais que devem estar fartos de ter as crianças em casa e exigem serviços mínimos ao governo em vez de exigirem que o governo oiça e resolva as propostas dos professores).

  3. -Fazer “greve” durante 1 hora

    -Maioria dos pais não consegue esperar 1 hora na escola, não põe os filhos lá.

    -Professor chega à escola, passa o resto do dia sem alunos para dar aulas

    -Repetir durante 1 mês, com repercussões pequenas no salário.

    Se isto não é uma fantochada, não sei o que é. É declarar ilegal JÁ.

  4. Como já foi explicado por aqui, as regras das greves existem por uma razão.

    Como já escrevi, sou 100% a favor de greves, mas quando são “financiadas” para os professores não perderem rendimento é necessário saber a proveniência do mesmo.

    Como o colega referiu, se assim não fosse, um exemplo é que era muito fácil um concorrente danificar uma outra empresa do seu setor.

  5. Curioso, antes não havia greves porque o monopólio dos sindicatos do pzp, neste caso Fenprof, não queria acabar com o centralismo sob pena de perderem o seu lugar.

    Venha o mercado livre dos sindicatos, como devia ter sido sempre.

  6. Sempre que as greves não são da CGTP ou UGT o governo ataca-as. Uma vergonha. Ao menos as pessoas já começam a perceber que não podem contar com as grandes sindicais. 40 anos de luta… Zero resultados. O Mário Nogueira só quer é jantaradas e beberetes e aparecer na TV.

  7. Há mais alguma profissão mesmo na restante função pública que está exatamente na mesma situação, onde se pode estar um mês sem trabalhar e sem perder o ordenado porque faz apenas uma hora de greve de vez em quando?

  8. Reza a lenda que todos ou quase todos os autocarros que se estão a dirigir para a manifestação estão a ser mandados parar nas autoestradas pela gnr.

  9. A administração da TAP, também fez um vago Comunicado a ameaçar trabalhadores que voltem a protestar. Agora é o Governo que usa da ameaça e do amedrontamento para reprimir quem exerce um dos seus mais fundamentais direitos. Quem tenta administrar pelo medo e pela intimidação não é Democrata, ou é uma máquina que tenta ser tirana ou é uma máquina desesperada.

  10. É isso! Venham os defensores da liberdade agora! Então, esta perseguição não conta? Está muito preocupado com a lei agora o governo…

  11. De repente nunca ninguém fez uma greve por turnos ou organizou fundos de greve em Portugal. Também ninguém consegue apontar qual foi a lei violada, mas isso não importa, importa é fazer-se de mau.

  12. Uma coisa é o direito há greve outra coisa é abusar do sistema da greve.
    Atualmente os professores estão a decretar greve para um mês inteiro no entanto estão a receber 7 das 8 horas de trabalho pagos pelo estado que não esta a receber o serviço pago.

    Os professores falta aleatoriamente há primeira hora, obrigando os pais a levar e a retirar as crianças da escola(uma vez que não podem deixar as crianças na escola sem professor a não ser que as abandonassem). Depois quando os alunos voltam para casa o professor pica o ponto e declara que vai começar a trabalhar. Resultado o professor recebe as restantes horas de trabalho porque se apresentou ao trabalho, mas não tem de fazer o seu trabalho pois os alunos não estão na escola..

  13. Pena é que os sindicatos tenham mostrado a verdadeira face, em vez de se preocuparem com a classe que representam, entraram numa guerrinha por causa do novo miúdo popular (STOP), este ministro – verdadeiro responsável pelos últimos 7 anos de políticas educativas em Portugal – merecia que esta greve ultrapasse os 120 mil professores. Por outro lado, acho que o facto de muitos sindicatos se terem distanciado levaram mais professores a Lisboa mostrar a sua indignação sem sentirem fazer parte de uma instrumentalização de um partido político.

    Mas, voltando a esta, vergonhosa conferência de imprensa, mais uma vez, a imprensa portuguesa está virada para os títulos. Não há um jornalista que pergunte ao ministro como vai implementar serviços mínimos na educação? Podiam começar com:

    – Que disciplinas? Quais seriam então as escolhas do senhor ministro que considera essa hipótese?

    – Em que moldes? 2 horas por dia por professor? Como vai ele estruturar os serviços mínimos, o que considera ele essencial na educação?

    Rapidamente chegaríamos à conclusão de que, na realidade, o senhor ministro está é preocupado com as consequências que a greve tem na sociedade – pais a terem que tomar conta dos filhos – e como isso pode ser negativo para o governo a longo prazo. Ou seja a preocupação do ministro da educação e a sua visão da escola pública é um mero baby sitting. Este é também um legado do PS, ninguém fez tanto contra a escola pública – verdadeiro garante do elevador social – como este partido.

    Um facto muito relevante, nesta nova tentativa “socialista” de parar as greves são os relatos de autocarros a serem atrasados com operações stop, supostamente aleatórias. É engraçado, que seja um suposto governo “de esquerda” aquele que mais colocou em causa, nos últimos anos, o direito à greve e passou a atos de condicionamento da mesma. Seria bom que algum jornalista com tomates fizesse uma investigação séria e profunda sobre os decisores destas operações stop – segundo o comando da GNR – aleatórias. Esta é uma linha que nenhum governo de direito, sequer, se atreveu a pisar.

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