E é assim que se mata um lobby!!emote:free_emotes_pack:grin
Que merda de universidade é essa? Nunca tinha ouvido falar.
Proponho daqui a 10 anos, antes de o medico puder dzr qualquer coisa explicitar ao paciente a universidade em que tirou o curso de modo a ver se o levo a serio ou não.
Mais uns para a emigração.
Vão formar médicos com múltiplas personalidades?
Estava aqui a fazer umas contas de guardanapo. Se este curso tiver o mesmo custo que o da católica (propinas totais de 100 mil euros), e admitindo que um médico formado aqui ganhará um adicional de 500€ líquidos a mais em relação a um curso equivalente noutra área (o que me parece muito optimista, porque uma boa engenharia ganha tanto ou mais que a maioria dos médicos), Demoraria 17 anos a rentabilizar os 100 mil euros de investimento, com esses 500€/mes. E isto é sem contar com o custo de oportunidade, porque esses 100 mil euros investidos no mercado, iam dar um bom rendimento/mes, sem ter de fazer curso nenhum (bastando investir num etf ou num apartamento para arrendar).
Caso o estudante tenha de pedir um credito universitario, com juros atualmente nos 6%, os 500€ por mês não davam sequer para pagar os juros do credito, quanto mais abater o capital.
Portanto estes cursos são mesmo só para quem quiser emigrar, ou quem tiver pais ricos e que não se importe com o retorno do investimento.
Espero que o dinheiro dos pais também não compre o curso, e fique só por comprar a entrada.
O que precisamos são de médicos de qualidade e não de pessoal das escolas privadas que só acabou com 12 porque os professores lhes deram os testes.
Tenho algumas dúvidas que a Universidade Fernando Pessoa tenha estrutura para aguentar as necessidades científicas e técnicas de um curso de medicina em 2023.
Não me parece que tenham muita massa crítica nos seus quadros nestas áreas de ciência e técnica de ponta.
Vão ter de contratar bastantes professores e freelancers até lá.
Se já a Católica… ainda agora andam a contratar investigadores para dar sumo científico e técnico em certas áreas… e partiram muito mais à frente em termos de massa crítica em termos de especialização científica e técnica
Boa. Ser médico indiferenciado (sem especialidade) vai ser uma especialidade.
Começa a ser caro ter um diploma para servir hambúrguer’s.
>80% dos lugares são destinados a estudantes estrangeiros
*shocked Pikachu face*
Coitados dos estudantes que para aí forem, uma instituição sem experiência, sem formadores, sem unidades de saúde na região disponíveis para fazer a formação prática.
Nem estou a ver quem é tão pouco inteligente ao ponto de pagar uma propina mensal de 1600€ (assumindo o valor da Católica) para depois ir ganhar 1200€ no SNS.
Das duas uma, ou apenas será para estrangeiros, ou pais milionários que vão meter os filhos a estudar por entretenimento.
Fico feliz de ler os comentários e perceber que a maioria já percebeu que:
1- os médicos recebem mal e porcamente
2- não há falta de médicos no país (os hospitais é que contratam poucos e custo muito baixo)
Médico já é profissão banal… vai ficar ainda mais. Que é como deve ser.
>O novo Mestrado Integrado da Universidade Fernando Pessoa, a ser ministrado na Faculdade de Ciências de Saúde (Porto) e no Hospital-Escola daquela instituição (Gondomar), destina 80% das suas admissões a estudantes estrangeiros, o que “constitui uma fragilidade, não tendo o plano de estudos em conta a existência de regras sobre os licenciados em Medicina Internacionais”, aponta a CAE no seu relatório final. O que, entendem, “reforça que o recurso a instalações e pessoal de estruturas do SNS se converte numa questão sensível, que requer validação pela tutela da saúde (isto é, não é uma questão exclusiva dos organismos do ensino superior)”, lê-se no documento.
>A distribuição dos estudantes no Serviço Nacional de Saúde (SNS) foi, precisamente, uma das fragilidades apontadas tanto pela Ordem dos Médicos como pela Comissão de Avaliação Externa (CAE) . De acordo com o relatório final da CAE, a oferta do curso “coincide numa mesma área geográfica onde o curso de Medicina é lecionado por três escolas públicas [Faculdade de Medicina e ICBAS, da Universidade do Porto; e Escola de Medicina, da Universidade do Minho] e onde há também uma candidatura nova para outra escola privada [CESPU]”, registando-se, assim, “uma invocada disponibilização de recursos humanos e físicos pertencentes a estruturas assistenciais públicas consabidamente carenciadas”.
Portanto é um curso privado, destinado maioritariamente a estrangeiros (que pagarão e não vai ser pouco) mas vai utilizar estruturas e recursos humanos do SNS que já estão ao serviço de outras 3 faculdades públicas?
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E é assim que se mata um lobby!!emote:free_emotes_pack:grin
Que merda de universidade é essa? Nunca tinha ouvido falar.
Proponho daqui a 10 anos, antes de o medico puder dzr qualquer coisa explicitar ao paciente a universidade em que tirou o curso de modo a ver se o levo a serio ou não.
Mais uns para a emigração.
Vão formar médicos com múltiplas personalidades?
Estava aqui a fazer umas contas de guardanapo. Se este curso tiver o mesmo custo que o da católica (propinas totais de 100 mil euros), e admitindo que um médico formado aqui ganhará um adicional de 500€ líquidos a mais em relação a um curso equivalente noutra área (o que me parece muito optimista, porque uma boa engenharia ganha tanto ou mais que a maioria dos médicos), Demoraria 17 anos a rentabilizar os 100 mil euros de investimento, com esses 500€/mes. E isto é sem contar com o custo de oportunidade, porque esses 100 mil euros investidos no mercado, iam dar um bom rendimento/mes, sem ter de fazer curso nenhum (bastando investir num etf ou num apartamento para arrendar).
Caso o estudante tenha de pedir um credito universitario, com juros atualmente nos 6%, os 500€ por mês não davam sequer para pagar os juros do credito, quanto mais abater o capital.
Portanto estes cursos são mesmo só para quem quiser emigrar, ou quem tiver pais ricos e que não se importe com o retorno do investimento.
Espero que o dinheiro dos pais também não compre o curso, e fique só por comprar a entrada.
O que precisamos são de médicos de qualidade e não de pessoal das escolas privadas que só acabou com 12 porque os professores lhes deram os testes.
Tenho algumas dúvidas que a Universidade Fernando Pessoa tenha estrutura para aguentar as necessidades científicas e técnicas de um curso de medicina em 2023.
Não me parece que tenham muita massa crítica nos seus quadros nestas áreas de ciência e técnica de ponta.
Vão ter de contratar bastantes professores e freelancers até lá.
Se já a Católica… ainda agora andam a contratar investigadores para dar sumo científico e técnico em certas áreas… e partiram muito mais à frente em termos de massa crítica em termos de especialização científica e técnica
Boa. Ser médico indiferenciado (sem especialidade) vai ser uma especialidade.
Começa a ser caro ter um diploma para servir hambúrguer’s.
>80% dos lugares são destinados a estudantes estrangeiros
*shocked Pikachu face*
Coitados dos estudantes que para aí forem, uma instituição sem experiência, sem formadores, sem unidades de saúde na região disponíveis para fazer a formação prática.
Nem estou a ver quem é tão pouco inteligente ao ponto de pagar uma propina mensal de 1600€ (assumindo o valor da Católica) para depois ir ganhar 1200€ no SNS.
Das duas uma, ou apenas será para estrangeiros, ou pais milionários que vão meter os filhos a estudar por entretenimento.
Fico feliz de ler os comentários e perceber que a maioria já percebeu que:
1- os médicos recebem mal e porcamente
2- não há falta de médicos no país (os hospitais é que contratam poucos e custo muito baixo)
Médico já é profissão banal… vai ficar ainda mais. Que é como deve ser.
Equipa multidisciplinar, em uma pessoa
https://www.jn.pt/nacional/universidade-fernando-pessoa-autorizada-a-ministrar-medicina-15671871.html
Da mesma notícia no JN (que está sem paywall):
>O novo Mestrado Integrado da Universidade Fernando Pessoa, a ser ministrado na Faculdade de Ciências de Saúde (Porto) e no Hospital-Escola daquela instituição (Gondomar), destina 80% das suas admissões a estudantes estrangeiros, o que “constitui uma fragilidade, não tendo o plano de estudos em conta a existência de regras sobre os licenciados em Medicina Internacionais”, aponta a CAE no seu relatório final. O que, entendem, “reforça que o recurso a instalações e pessoal de estruturas do SNS se converte numa questão sensível, que requer validação pela tutela da saúde (isto é, não é uma questão exclusiva dos organismos do ensino superior)”, lê-se no documento.
>A distribuição dos estudantes no Serviço Nacional de Saúde (SNS) foi, precisamente, uma das fragilidades apontadas tanto pela Ordem dos Médicos como pela Comissão de Avaliação Externa (CAE) . De acordo com o relatório final da CAE, a oferta do curso “coincide numa mesma área geográfica onde o curso de Medicina é lecionado por três escolas públicas [Faculdade de Medicina e ICBAS, da Universidade do Porto; e Escola de Medicina, da Universidade do Minho] e onde há também uma candidatura nova para outra escola privada [CESPU]”, registando-se, assim, “uma invocada disponibilização de recursos humanos e físicos pertencentes a estruturas assistenciais públicas consabidamente carenciadas”.
Portanto é um curso privado, destinado maioritariamente a estrangeiros (que pagarão e não vai ser pouco) mas vai utilizar estruturas e recursos humanos do SNS que já estão ao serviço de outras 3 faculdades públicas?
Mas qual é a lógica para aprovar isto??