Hi, I’m trying to translate a part of Lendas da India tomo II by Gaspar Correira (ca. 1550). I am not a Portuguese-speaking person so it’s very difficult to understand the narrative, even when translated using Google Translate. It is about Afonso de Albuquerque’s encounter with a Javanese junk (or Pasai junk) off Pasai coast in Sumatra, apparently written in archaic (and rude) style. Here are the paragraphs:

> ‘Armada correndo a costa toparão com hum junquo, que são os móres nauios que nauegão nas partes de Malaca, o qual hia da costa de Choromandel carregado de roupas tinas de cores, tecidos e pintados. roupas de vestir as principaes pessoas. O qual junquo leuaua muytos mantimentos , com que o Gouernador ouse muyto prazer, e mostrando aos mercadores que lhe nom faria mal, mandou meter dentro vinte portuguezes que fossem em guarda d’elle , que com muyta vigia o hião leuando antre ‘armada.

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> E passando os baixos que estão antes de chegar a Malaca toparão outro junquo, que amanheceo á vista da armada, e forão a elle huma nao e huma carauella que se acharão mais perto, e chegando perto lhe capearãó que amainasse, mas o junco respondeo com muytos tiros, capeando aos nossos que chegassem, tangendo atabaques, e dando gritas, e pondo bandeyras, e tangendo de pancadas huns a que chamão sinos, que se fazem em outras terras, que são da feição como gamelas, que trazem pendurados, que fazem hum som muy guerreiro. O Gouernador, vendo que o junquo pelejaua, arribou a elle com toda ‘armada ; as galés o começarão a esbombardear, mas o junquo nom daua por nada, e nom deixaua de hir seu caminho, com muyta gente armada fazendo muytas algazarras , sempre com seus tangeres. Então os nauios lhe tirarão a derribar as velas, polo que logo amainou porque lhas nom rompessem. E porque o junquo era muyto alto os nossos nom ousauão de o abalroar, •e• os nossos tiros nada Ih’empecião, porque tinha quatro forros, de que os nossos tiros grossos nom passauão mais que dous forros, polo que nom estimaua quantos tiros lhe tirauão. Do que o Gouernador muyto agastado mandou armar a gente da sua nao pera abalroar, porque a sua nao era mais alta dos castellos que todas, que era a nao Frol de la mar, e chegou a se abalroar com o junquo, que os castellos de popa ficarão no conuez do junquo, que inda era mais alto, com que a gente do junquo pelejarão muy fortemente. Pola outra banda abalroou Francisco de Tauora, e Fernão Peres, mas ficarão tão baixos que nom podião sobir ao junquo, sómente das gaueas lhe deitauão muytas lanças e pedras, mas a gente do junquo deitauão tantas azegaias e pedras, e panellas de poluora, e materiaes de fogo, o que assy fazião no conuez da nao do Gouernador , que todos forão em muyto perigo e mal tratados, que se tornarão ‘afastar do junco. Então, afastados derrador, todos lhe tirarão aos altos a matar a gente, e desfazer por cyma, e tanta foy a peleja que o junquo se defendeo dous dias e duas noites; até que o Gouernador, vendo que gastaua tanta monição d’artelharia que era mór perda , lhe mandou tirar aos lemes, que trazem por fóra como barqas de Ribatejo, e acertarão de lhe derrubar hum masto, que lhe matou muyta gente. com que então se renderão, e puserão bandeyra branca , e deitarão huma man-chua ao mar, em que vierão ao Gouernador, que chegando a bordo lhe perguntarão se vinha o capitão. Elles disserão que não , que estaua no junquo , que era filho d’ElRey de Pedir que • hia • pera Malaca.

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> Do que o Gouernador ouve paixão, dizendo que se amainarão e fallarão nom lhe fizera mal ; e mandou Fernão Peres, e Francisco de Tauora que fossem por elle. e lhe mandou rogar que lhe viesse fatiar. E se tornarão ao junquo, e os capitães forão no batel de Francisco de Tauora, em que o moço veo , que seria de doze até treze anos , muyto bem vestido , com quatro homens honrados. E deceo do junquo por huma escada de mais de vinte degraos, tão alto era o junco; que chegando a bordo da nao o Gouernador o recebeo com trombetas , e lhe fez muyta honra entrando , e assentou em huma cadeira junto da sua, e o moço muy gentil homem, com ricas joyas d’ouro e pedraria, que bem parecia filho de Rey.

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> O Gouernador lhe perguntou porque nom amainára áquella bandeyra d’ElRey de Portugal, pois seu pay era seu amigo. O moço dixe que por elle ser filho de Rey nom amainára , como erão obrigados os mercadores, que elle como caualleiro o fizera por sua honra, que se n’ysso errára que em sua mão estaua lhe dar o castigo que quigesse, porque elle estaria muyto contente com a honra que tinha ganhado em assy pelejar com sua armada com seu junquo. O que o Gouernador folgou de lhe ouvir , e lhe disse que fizera mal, porque pudera auer algum perigo que o matara hum pilouro. Elle respondeo que se morrera nom disserão que como judeu. O Gouernador disse que tudo fizesse quanto comprisse a sua honra, mas nenhuma honra quigesse ganhar em nom obedecer áquella bandeyra que trazia , porque d’ysso lhe viria muyto mal , porque se nom fora filho d’ElRey de Pedir, por nom amainar lhe mandára cortar a cabeça, e queimar seu junquo com quantos dentro estauão ; que como amigo ouvera d’amainar , e nom pelejar como imigo , «que se te nom » »renderas nunqua deixára o junquo até que o nom metera no fundo. » »Então teu pay cuidára que fora por minha culpa de te querer fazer mal ; e por ysso te nom aconteça outra •tal , vendo• esta » »bandeyra d’ElRey de Portugal. Pesame muyto do mal e perda que» « te fiz. » O moço respondeu : Mór he minha honra que a perda do » meu junquo , polo que me deues perdoar. » E o Gouernador lhe disse que fosse ally com elle , pois hia pera Malaca ; e lhe concertarão huma camara bem paramentada, junto da sua, de que o moço mostrou prazer, que muyto auia por grande sua honra assy bir com o Gouernador, o qual mandou dar huma entena ao junco, com que armarão outro masto e forão seu caminho. O Gouérnador fez yslo pera meter este moço por terceiro se assentasse alguns concertos de pazes, e o leuou assy a Malaca , mas o moço vendo as guerras e malles de Malaca, fogio de noite com suas molheros e criados; mas o Gouérnador comtudo nom fez mal ao Junquo, e o mandou que so tornasse pera Pedir, e escreueo a ElRey tudo que passára com seu filho, gabandolho muyto qua era bom caualleiro, que só com seu juaquo pelejára com toda sua armada,, e tudo fizera como bom filho,* bem * que fogira, nom confiando em sua amizade.

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Source:[https://archive.org/details/in.gov.ignca.14105/page/215/mode/2up](https://archive.org/details/in.gov.ignca.14105/page/215/mode/2up)

(page 216 near bottom), to[https://archive.org/details/in.gov.ignca.14105/page/219/mode/2up](https://archive.org/details/in.gov.ignca.14105/page/219/mode/2up)

(page 219, upper part)

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Thanks for any help!

7 comments
  1. You need all this translated? Jezz … Its very old portuguese but can be understood and translated … i doubt it can make sense in google translator

  2. >Armada correndo a costa toparão com hum junquo, que são os móres nauios que nauegão nas partes de Malaca, o qual hia da costa de Choromandel carregado de roupas tinas de cores, tecidos e pintados. roupas de vestir as principaes pessoas. O qual junquo leuaua muytos mantimentos , com que o Gouernador ouse muyto prazer, e mostrando aos mercadores que lhe nom faria mal, mandou meter dentro vinte portuguezes que fossem em guarda d’elle , que com muyta vigia o hião leuando antre ‘armada.

    Fleet sailing along the coast saw a junk (asian boat), which are the biggest ships which sails at the Malacca shores, which came from the shores of Chromandel (some place) loaded with colorful clothes, fabrics and paints. Clothes to dress the main people. The junk carried loads of supplies, which the Governor pleased, and showing to the merchants he meant no harm, ordered twenty portuguese to go as its guard, which with much vigilance they took between the fleet.

  3. “I need help getting a professional service for free. It is a long text, written almost 500 years ago, but won’t somebody help this poor soul too broke to pay for skilled labor?”

    There’s your translation.

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