Há seis vezes mais candidatos do que crianças disponíveis para adoção e a maioria só aceita bebés, que escasseiam.
O tempo médio de espera das famílias candidatas a adotar uma criança está a aumentar e três em cada quatro agregados familiares que adotaram em 2021 já tinham feito a candidatura há pelo menos seis anos. Isto deve-se à falta de crianças disponíveis (o número de candidaturas é seis vezes maior), mas a pandemia também ajudou a atrasar o processo.
Ana (nome fictício) é jurista na área da família e menores e está, com o marido, há três anos na lista de espera para adotar. A ausência de resposta levou-a a alargar a idade máxima de crianças que está disponível para aceitar (de oito para 12 anos) e até está disponível para receber irmãos, mas a Segurança Social continua a dizer-lhe que está em fila de espera. “São dadas demasiadas oportunidades à família biológica”, defende, explicando que “nem sempre um tribunal tem a coragem de dizer que à família biológica que já foram dadas todas as oportunidades”.
[deleted]
o problema é a diferença entre o q os pais querem e q há d crianças.
maioria das crianças que há para adoptar têm mais d 6 anos.
maioria dos pais querem crianças com 5 anos ou mto menos.
logo não é surpresa tanto tempo d espera.
os pais q queriam crianças com mais d 6 anos.. em menos d um ano, têm o cachopo em casa.
Isto faz-me lembrar aquelas mulheres que se queixam que não há bons homens disponíveis 🤔
Estou há 4 anos à espera para adotar um criança até aos 12 anos. Tenho duvidas que o processo esteja sequer a andar de tão pouco feedback que recebo.
A ideia é oferecer tanto à minha miuda como a outra criança a possibilidade de terem um irmão/irmã enquanto cresciam, neste momento tenho a minha a pedir irmãos a pais que não podem ter mais crianças biológicas, e crianças arrumadas em instituições porque os pais não querem abdicar da criança.
Ainda fomos familia de acolhimento de uma criança entretanto, mas depois de um ano com a criança ter de a deixar ir foi demasiado duro para querer voltar a fazê-lo.
O processo é bastante longo. Tive cerca de 5 anos a aguardar. Opção seria irmãos até aos 6 anos mais velho e 3 mais novo.
Há muitas crianças institucionalizadas, mas nem todas estão para processo de adoção, como foi já aqui dito, existe sempre a possibilidade de poder voltar à família biológica, tendo visitas periódicas até conseguirem estabilizar.
A questão da adoção não é um mar de rosas, além de que os relatórios disponíveis sobre as possíveis crianças não estão completos, muitas vezes são feito em modo copy paste para que de alguma forma haja possibilidade de ser adotados. Significa que acabam por ocultar muita informação, informação essa que poderia ajudar o casal que está a adotar.
Por ultimo e é a maior desilusão dentro deste processo, a falta de acompanhamento por parte da segurança social depois de a criança ser adotada, fazem uma visita 6 meses depois, e a partir daí é o desenrasque. Por muitos pedidos de ajuda, nada fazem.
Pergunta sincera: não haveria forma de contornar isto com adopções internacionais? Ou por lei tal não seria permitido?
Tipo, há países com taxas de natalidade elevadíssimas e têm tantas crianças em sofrimento e com as mais diversas carências. Não poderia isto ser uma solução, algo através de uma ONG ou assim…?
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Há seis vezes mais candidatos do que crianças disponíveis para adoção e a maioria só aceita bebés, que escasseiam.
O tempo médio de espera das famílias candidatas a adotar uma criança está a aumentar e três em cada quatro agregados familiares que adotaram em 2021 já tinham feito a candidatura há pelo menos seis anos. Isto deve-se à falta de crianças disponíveis (o número de candidaturas é seis vezes maior), mas a pandemia também ajudou a atrasar o processo.
Ana (nome fictício) é jurista na área da família e menores e está, com o marido, há três anos na lista de espera para adotar. A ausência de resposta levou-a a alargar a idade máxima de crianças que está disponível para aceitar (de oito para 12 anos) e até está disponível para receber irmãos, mas a Segurança Social continua a dizer-lhe que está em fila de espera. “São dadas demasiadas oportunidades à família biológica”, defende, explicando que “nem sempre um tribunal tem a coragem de dizer que à família biológica que já foram dadas todas as oportunidades”.
[deleted]
o problema é a diferença entre o q os pais querem e q há d crianças.
maioria das crianças que há para adoptar têm mais d 6 anos.
maioria dos pais querem crianças com 5 anos ou mto menos.
logo não é surpresa tanto tempo d espera.
os pais q queriam crianças com mais d 6 anos.. em menos d um ano, têm o cachopo em casa.
Isto faz-me lembrar aquelas mulheres que se queixam que não há bons homens disponíveis 🤔
Estou há 4 anos à espera para adotar um criança até aos 12 anos. Tenho duvidas que o processo esteja sequer a andar de tão pouco feedback que recebo.
A ideia é oferecer tanto à minha miuda como a outra criança a possibilidade de terem um irmão/irmã enquanto cresciam, neste momento tenho a minha a pedir irmãos a pais que não podem ter mais crianças biológicas, e crianças arrumadas em instituições porque os pais não querem abdicar da criança.
Ainda fomos familia de acolhimento de uma criança entretanto, mas depois de um ano com a criança ter de a deixar ir foi demasiado duro para querer voltar a fazê-lo.
O processo é bastante longo. Tive cerca de 5 anos a aguardar. Opção seria irmãos até aos 6 anos mais velho e 3 mais novo.
Há muitas crianças institucionalizadas, mas nem todas estão para processo de adoção, como foi já aqui dito, existe sempre a possibilidade de poder voltar à família biológica, tendo visitas periódicas até conseguirem estabilizar.
A questão da adoção não é um mar de rosas, além de que os relatórios disponíveis sobre as possíveis crianças não estão completos, muitas vezes são feito em modo copy paste para que de alguma forma haja possibilidade de ser adotados. Significa que acabam por ocultar muita informação, informação essa que poderia ajudar o casal que está a adotar.
Por ultimo e é a maior desilusão dentro deste processo, a falta de acompanhamento por parte da segurança social depois de a criança ser adotada, fazem uma visita 6 meses depois, e a partir daí é o desenrasque. Por muitos pedidos de ajuda, nada fazem.
Pergunta sincera: não haveria forma de contornar isto com adopções internacionais? Ou por lei tal não seria permitido?
Tipo, há países com taxas de natalidade elevadíssimas e têm tantas crianças em sofrimento e com as mais diversas carências. Não poderia isto ser uma solução, algo através de uma ONG ou assim…?