Aprovada a subida de 5 para 20 dias de falta em caso de morte de cônjuge

18 comments
  1. Já só falta a perda gestacional. Mas pronto, é de uma coincidência fulgurante nunca nenhum deputado ou deputada ter passado por isso ou então estão-se a cagar para o facto de que não há direito a nada. A mãe ainda pode ter baixa de 30 dias passada pelo obstetra, o pai que se foda, literalmente.

  2. O meu pai faleceu eu tinha 10 anos, a minha mãe na altura também só teve direito a 5 dias para tratar da papelada e demorou muito a recuperar o seu estado mental. Ainda bem que agora dão mais tempo, assim há um descanso e possibilidade de se recompor…

  3. Adoro que digam que os 5 dias anteriores eram para tratar da papelada quando sei por experiência própria que demora muito mais do que isso, principalmente pós pandemia.
    O luto é uma coisa muito complicada e os primeiros dias são a parte mais importante.
    E para quem diz que o médico de família que passe baixa 1) desde quando é que todo o país tem médico de família? e 2) porque tem alguém que pedir algo que já devia receber por direito?

  4. Que vergonha. Continuamos a não ter uma baixa para situações de morte de conjuge. O que foi aprovado é que é considerado uma falta justificada de até 20 dias faltados.

    O Estado Social a receber balúrdios mensalmente das empresas e empregados. Mas na altura em que as pessoas precisam, obriga as empresas a pagar 20 dias sem trabalho.

    Que vergonha. Andamos a pagar Segurança Social para quê? Para a nossa Segurança ser responsabilidade das empresas?

  5. Não foi o caso aqui porque não está nesta comissão de trabalho mas quando em 2021 a Iniciativa Liberal se mostrou contra uma proposta parecida (nesse caso luto parental e não morte de cônjuge) isso fez-me uma confusão do caraças.

    A direita portuguesa defendia nessa altura que a subida do salário mínimo era inconcebível devido ao tamanho da maior parte das empresas Portuguesas, ou seja micro-empresas (empresas com menos de 5 trabalhadores além do patrão). A posição liberal foi (pelo menos publicamente) que estas negociações deveriam ser “entre patrão e empregado” e não ditadas pelo estado.

    E claro, há toda esta possibilidade de que um patrão porreiro te dê até um mês ou mais. Mas confesso que o que me fez pensar imediatamente foi “mas que merda de patrão é que temos em Portugal que trabalha contigo todos os dias, está contigo horas e horas por dia até porque a empresa é pequena e toda a gente se conhece e morre-te um filho e está contra puderes passar 20 dias em casa?”

    A IL acabaria por se abster quando a votação foi aprovada.

    Enfim. É bom ver progresso nestas questões. Tendo recentemente tido uma morte na familia de alguém que me foi próximo a crescer (mesmo não sendo um pai ou irmão e portanto não tendo direito aos 20 dias) naquela primeira semana posso dizer que não estava em estado de trabalhar. Estava tudo em automático e não sabia se queria chorar (porque de repente pensava nisso e lançada de dor) ou se não conseguia sentir nada porque estava sobrecarregada de nervos. Felizmente os meus colegas fizeram o possível para me dar um desconto. Mas não consigo imaginar quão pior seria se tivesse perdido um pai, um parceiro ou um filho.

  6. Todas as notícias falam nos votos a favor do PS, PSD e PCP, e na abstenção do BE.

    Alguém sabe foram as posições da IL, Chega, Livre e PAN? E onde podem ser consultadas essas informações?

  7. Não sejam assim… Portugal tem uma taxa alta de divórcios e das pessoas que conheci, infelizmente, seriam do que fariam festa e tudo.

  8. E quando nos morre um animal de estimação? A esposa nem é assim tão mau, agora o meu Biscoito não sei se conseguiria superar.

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