
Como eu sei que há um interesse generalizado no sub sobre este tema está aqui a transcrição do [EXPRESSO](https://expresso.pt/politica/2023-01-30-Costa-admite-erros-anuncia-mudancas-na-Habitacao-e-deixa-recados-a-Marcelo-62e61e6c)
“Vamos ter, a 16 de fevereiro, um Conselho de Ministros dedicado exclusivamente à Habitação, com uma nova lei que visa a obtenção de mais solos para construção de habitação pública; um forte incentivo [fiscal] à construção de habitação por parte de promotores privados; incentivos para os proprietários colocarem mais casas no mercado de arrendamento e, com isso, apoiar os jovens no arrendamento de habitação”, disse.
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* *Mais solos para construção de habitação pública* \- parece-me bem assim de repente mas…. a construção só estará concluída na melhor das hipóteses no final do mandato…se for cumprido até ao fim… e para ser atribuída a quem? Além disso mais solos para construção… logo menos solos de área verde? terrenos de cultivo…
* *Um forte incentivo \[fiscal\] à construção de habitação por parte de promotores privados*: medo…
* *Incentivos para os proprietários colocarem mais casas no mercado de arrendamento:* Pode ser bom, vamos lá ver.
* *Apoiar os jovens no arrendamento de habitação:* já existe
TLDR: 0 medidas para combater a especulação imobiliária, 0 medidas para apoiar a aquisição de imóveis de primeira habitação pela classe média.
14 comments
Confiem.
Esse incentivo vai ser ca uma lavagem de dinheiro
Quem ainda acredita que vai conseguir comprar casa?
0 medidas? A melhor, e única medida eficaz a meu ver, é aumentar a oferta para deixar o mercado funcionar e até está aí a promoção da construção privada. Resta saber é como o vão fazer mas este é o caminho a seguir.
>um forte incentivo [fiscal] à construção de habitação por parte de promotores privados;
Portanto mais medidas para ajudar os boys, é só esperar pelas noticias daqui a uns tempos.
Maks impostos para a classe média que vira pobre
Um modelo básico de transferência direta de fundos PRR para o bolso de promotoras imobiliárias.
No ano 2578, numa universidade qualquer do mundo, o Costa vai ser um estudo de caso na cadeira “como fazer um país desaparecer 101”
>Além disso mais solos para construção… logo menos solos de área verde? terrenos de cultivo…
Tens que te decidir. Ou aumentamos a construção ou mantemos os espaços sem construção. Os dois não dá.
Bem, na verdade até dá. Demolimos o que está feito e depois construímos em altura.
>TLDR: 0 medidas para combater a especulação imobiliária, 0 medidas para apoiar a aquisição de imóveis de primeira habitação pela classe média.
Que especulação imobiliária? Se há mais procura do que oferta, os preços aumentam. Se essa procura é potenciada por pessoal com “bolsos fundos”, esperas o quê? Que se venda mais barato só porque sim?
Falas de medidas para apoiar a aquisição de imóveis de primeira habitação pela classe média. Que medidas propões, então? E, já agora, qual é a definição de classe média?
Lembra-te que o teu “direito” a comprar uma habitação não pode nunca ir contra o meu “direito” de vender uma habitação.
Adiou a questão para 16 de Fevereiro.
Está visto que és adepto de um Estado soviético. Vota PCP.
A única solução é habitação pública a preço acessível.
Mas isso torna-se um bocado difícil quando a Câmara de Lisboa se põe a vender os terrenos destinados à construção pública (junto ao aeroporto), para os amigos meterem uns milhoezitos ao bolso, não é Costa?
Ai a memória selectiva do Costa!
Qual é o problemanda habitação afinal?
O valor do metro quadrado é cada vez mais alto, logo os portugueses que têm uma habitação estão cada vez mais abastados.
Isto é criação de riqueza!
Isentar IMT para casais jovens (já nem digo solteiros, que o véu da natalidade sempre ajuda a engolir) é que está quieto.
Qualquer buraco custa 300k para cima, arrotas 10 a 20% de entrada e ainda tens que arrotar mais uns 15k de IMT. Perfeitamente viável num país de salários altos como o nosso.
“Segunda feira, o problema das urgências está resolvido”..
Sorry… erro meu… “Segunda feira, o problema da habitação está resolvido”..