“…Os dados dos Censos 2021 observam que mais de 55 mil pessoas saíram do concelho de Lisboa nos últimos três anos, dispersando-se pelas áreas suburbanas e periurbanas. Apesar deste abandono massivo, o município não perdeu residentes durante este período – perdeu portugueses. Um quarto das novas famílias que chegaram à cidade nos últimos três anos veio do estrangeiro. Estando Portugal na cauda da Europa no que respeita ao salário mínimo, quem vem de fora demarca-se dos residentes pelo (muito) superior poder de compra.
Na capital, o custo de vida começa a dilatar-se para corresponder à oferta de quem consegue pagar mais e a pressão no mercado imobiliário afasta o cidadão comum – o que recebe o salário médio e não usufrui ainda das regalias do teletrabalho – para as periferias.
Em novembro, o Banco de Portugal mostrou que os estrangeiros compram casas 63% mais caras do que os portugueses, sobretudo aqueles com domicílio fiscal fora da União Europeia.
Os estrangeiros que não tencionam assentar, como os trabalhadores remotos, instalam-se nos incontáveis alojamentos locais e residências que vão germinando pela cidade e inflacionam também os valores do arrendamento. Só no último ano, as rendas em Lisboa aumentaram uns galopantes 36,9% e posicionaram-na em terceiro lugar do pódio das cidades mais caras da Europa…”
E esses censos não têm em conta os 10 imigrantes por T1.
A Lisboa destes artigos é apenas abaixo da segunda circular, uma pequena parte da área urbana. Lumiar, Odivelas, Reboleira, Alfragide, Algés, Benfica, Moscavide, etc, etc, continuam a ser portugueses. E são beneficiados pela inserção de Lisboa no mercado internacional de trocas de serviços e capital.
“Os dados dos Censos 2021 observam que mais de 55 mil pessoas saíram do concelho de Lisboa nos últimos três anos, dispersando-se pelas áreas suburbanas e periurbanas. Apesar deste abandono massivo, o município não perdeu residentes durante este período – perdeu portugueses.”
Não me parece fazer sentido. Os censos não têm periodicidade de três anos. Se os censos dizem que saíram 55 mil pessoas, o município perdeu residentes… porque saíram 55 mil pessoas. Eles contam residentes, não contam apenas portugueses.
Gostava de saber quantos é que realmente ficam depois dos 5 anos.
Quando a malta chega é um mar de rosas, depois comecam a descobrir a falta de infraestruturas, a burocracia, etc etc, quantos é que no fim ficam mesmo a residir permanentemente em Portugal?
A cnn quer competir com a revista Nature ou National Geographic com publicações sobre parasitas?
fodasse tens a possibilidade de escolher qualquer lugar no mundo p’ra trabalhar e escolhes lisboa? puta que pariu, ouve lá, que falta de bom gosto.
Eu acho ótimo! Venham mais e gastem mais! Não tenho saudades da Lisboa triste, envelhecida e descuidada de há 10 anos.
Só queria mesmo era ter os benefícios fiscais do estrangeiros e dos retornados…
A “albufeirização” de Lisboa a pleno vapor.
Ler artigos como este conta como doomscrolling?
O que não percebo é o que é que eles veem em Portugal…
Não deixa de ser irónico que, depois de décadas a investir na capital com prejuízo para o resto do país, agora os próprios lisboetas já não conseguem viver em Lisboa. Chegados aqui, pode ser que “os mercados” e esta pressão dos “nómadas digitais” consigam finalmente que se faça aquilo que até agora sempre se mostrou impossível: descentralizar o país.
13 comments
“…Os dados dos Censos 2021 observam que mais de 55 mil pessoas saíram do concelho de Lisboa nos últimos três anos, dispersando-se pelas áreas suburbanas e periurbanas. Apesar deste abandono massivo, o município não perdeu residentes durante este período – perdeu portugueses. Um quarto das novas famílias que chegaram à cidade nos últimos três anos veio do estrangeiro. Estando Portugal na cauda da Europa no que respeita ao salário mínimo, quem vem de fora demarca-se dos residentes pelo (muito) superior poder de compra.
Na capital, o custo de vida começa a dilatar-se para corresponder à oferta de quem consegue pagar mais e a pressão no mercado imobiliário afasta o cidadão comum – o que recebe o salário médio e não usufrui ainda das regalias do teletrabalho – para as periferias.
Em novembro, o Banco de Portugal mostrou que os estrangeiros compram casas 63% mais caras do que os portugueses, sobretudo aqueles com domicílio fiscal fora da União Europeia.
Os estrangeiros que não tencionam assentar, como os trabalhadores remotos, instalam-se nos incontáveis alojamentos locais e residências que vão germinando pela cidade e inflacionam também os valores do arrendamento. Só no último ano, as rendas em Lisboa aumentaram uns galopantes 36,9% e posicionaram-na em terceiro lugar do pódio das cidades mais caras da Europa…”
E esses censos não têm em conta os 10 imigrantes por T1.
A Lisboa destes artigos é apenas abaixo da segunda circular, uma pequena parte da área urbana. Lumiar, Odivelas, Reboleira, Alfragide, Algés, Benfica, Moscavide, etc, etc, continuam a ser portugueses. E são beneficiados pela inserção de Lisboa no mercado internacional de trocas de serviços e capital.
“Os dados dos Censos 2021 observam que mais de 55 mil pessoas saíram do concelho de Lisboa nos últimos três anos, dispersando-se pelas áreas suburbanas e periurbanas. Apesar deste abandono massivo, o município não perdeu residentes durante este período – perdeu portugueses.”
Não me parece fazer sentido. Os censos não têm periodicidade de três anos. Se os censos dizem que saíram 55 mil pessoas, o município perdeu residentes… porque saíram 55 mil pessoas. Eles contam residentes, não contam apenas portugueses.
Gostava de saber quantos é que realmente ficam depois dos 5 anos.
Quando a malta chega é um mar de rosas, depois comecam a descobrir a falta de infraestruturas, a burocracia, etc etc, quantos é que no fim ficam mesmo a residir permanentemente em Portugal?
A cnn quer competir com a revista Nature ou National Geographic com publicações sobre parasitas?
fodasse tens a possibilidade de escolher qualquer lugar no mundo p’ra trabalhar e escolhes lisboa? puta que pariu, ouve lá, que falta de bom gosto.
Eu acho ótimo! Venham mais e gastem mais! Não tenho saudades da Lisboa triste, envelhecida e descuidada de há 10 anos.
Só queria mesmo era ter os benefícios fiscais do estrangeiros e dos retornados…
A “albufeirização” de Lisboa a pleno vapor.
Ler artigos como este conta como doomscrolling?
O que não percebo é o que é que eles veem em Portugal…
Não deixa de ser irónico que, depois de décadas a investir na capital com prejuízo para o resto do país, agora os próprios lisboetas já não conseguem viver em Lisboa. Chegados aqui, pode ser que “os mercados” e esta pressão dos “nómadas digitais” consigam finalmente que se faça aquilo que até agora sempre se mostrou impossível: descentralizar o país.