Baixos salários do INEM não atraem técnicos e obrigam a partilhar quartos

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  1. ”No ano passado, o INEM abriu um concurso com 125 vagas para técnicos de emergência pré-hospitalar (TEPH), mas mais de metade ficaram por ocupar. Só 61 profissionais assinaram contrato para reforçar as ambulâncias do instituto e as centrais de atendimento e acionamento de meios. A crise de TEPH agrava-se em Lisboa, onde o elevado custo de vida é incompatível com remunerações baixas.

    O concurso terminou em dezembro com 77 candidatos aprovados, mas 16 não aceitaram o posto de trabalho após vários meses a prestarem diversos tipos de provas. Apenas 61 iniciaram, em janeiro, a formação TEPH, que dura cerca de seis meses. E alguns ficarão pelo caminho, como sempre acontece. Nos últimos anos, 82 técnicos saíram do INEM logo após o período experimental ou concluíram-no sem sucesso, revelou o instituto em resposta ao JN.”

  2. O mercado de habitação está a destruir este país.
    Façam blocos de habitação como na URSS fds já estou por tudo.

  3. Conhecendo em primeira mão quem trabalhe como TEPH há cerca de 15 anos, acho uma vergonha a remuneração, e com a agravante de que com a falta de técnicos muitas vezes vêm-se obrigados a fazer turnos duplos consecutivos, por vezes em sítios diferentes. Como é que uma pessoa pode estar concentrada e a conduzir em marcha de urgência para tentar salvar a vida de alguém depois de mais de 12 horas de trabalho?

    Ao menos assim ganham mais qualquer coisa com as horas extra 🙄

  4. Lembrem-se exatamente deste artigo, quando disserem ou lerem coisas do género:

    – “Ninguém tem o direito a viver em Lisboa”

    – “Se querem melhores salários, nada vos impede de estudar e mudar de área”

    – “Isto é só fazerem greves mas depois vão para casa”

    A habitação social é precisa. Salários adequados são precisos. Lá por conseguirem fazer dinheiro suficiente para os problemas não se aplicarem a vós, não significa que os problemas deixaram de existir.

  5. Portanto… saúde publica está a dar o estoiro (centros de saúde e urgências a fechar) médicos de família não há, ensino público também não é atrativo (professor com 17 anos de serviço com 1200€ liquidos…), logo… também parece-me que a médio prazo vai dar o estoiro, ou irá ter uma queda bruta de qualidade , não tarda nada temos a policia aí também a dizer que não dá pa viver com os ordenados atuais… e agora temos… o INEM também a começar a dar o estoiro…

    O retrato de um país pobre, sem produção de riqueza suficiente para um estado gordo, altamente burocrático, que taxa tudo o que mexe e respira até ao tutano… estamos bem tramados…

    A juntar a isto temos uns anos de inflação e juros altos… que martelada levaremos nos próximos anos?

  6. É o que dá fazer de um bem essencial um “activo” para fundos de investimento. É só o que se constrói, para depois ficar vazio. E quem precisa de teto para morar amontoa-se em quartos.

  7. Não consigo ler o artigo, mas é ridículo os valores de ordenado de um técnico e de um enfermeiro sobretudo quando comparado com um médico no mesmo serviço.

    E não me venham dizer que o médico sabe mais tem mais responsabilidade etc. obviamente que o médico tem que ganhar mais. Não é tem e que ganhar 10x mais !

  8. Para os users que dizem “viver em Lisboa não é um direto”, pensem nisto quando a vossa mãe (assumindo que viva em Lisboa) tiver num enfarte.

  9. Espero que os fdp que andam a foder o país, morram a espera do INEM,.por ter de vir uma ambulância a mais de 100km !

  10. Malandros, não querem trabalhar pelo ordenado minimo.

    É aprovar já um decreto-lei para a malta com licença de uber estar automaticamente habilitada para conduzir ambulancias.

    O pessoal do Bangladesh faz 16 horas no Uber e não se queixa. Desenrascam isso na boa.

    E ainda dormem nas macas quando as ambulancias estiverem paradas e sempre vagam um pouco os apartamentos sobrelotados da capital.

    É um win-win para todos.

  11. Infelizmente tornamo-nos um país virado para o Turismo e pouco mais… Basicamente somos o novo “Norte de Àfrica” . Tristeza. Aqui pelo Algarve, é uma Riqueza sem limites por parte do Capital Estrangeiro… Apartamentos ao pé do mar (T1/T2/T3) a serem vendidos por valores completamente inflacionados. São Centenas de casas em aglomerados de investimentos vendidos antes mesmo de estarem acabados, e 99% deles é tudo para arrendar ou vender, o Português parou de ser o alvo.. só se olha para o capital estrangeiro. Dito isto os ordenados andam a volta dos 800-1000 euros do comum tuga. Portanto, percebo completamente porque é que estas vagas dos técnicos de Inem não são preenchidas. Portugal, mais concretamente os Portugueses não estavam preparados para isto. Só podíamos co-habitar com este investimento especulativo estrangeiro, se os nossos ordenados no mínimo, duplicassem em algumas zonas, como Lisboa/Porto/Algarve.

    Fala-se em menos Estado, mas eu não vejo como vamos controlar isto sem ser o Estado a intervir diretamente neste problema. O Auto-controle não funciona.

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