Mouraria: rés do chão que ardeu só tinha o registo de um cidadão estrangeiro; viviam lá 21 pessoas pelo menos

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  1. Lisboa, o município, é uma quimera interessante, com mais de 60 mil pessoas em bairros sociais, mais de 50 mil imigrantes estrangeiros, muitos turistas e população flutuante a entrar e sair da região onde se insere todos os dias… Mas os media apenas passam a imagem da Lisboa da etnia Ibérica portuguesa, a tradicional, e ficamos assim todos às escuras quanto à sua verdadeira face. É preciso uma LisboaTV, como existe a PortoTV, para percorrer e dar voz e forma aos 2 milhões da Grande Lisboa.

  2. Um mulher de Bangladesh dessa zona confirmou que em 2008, quando chegou, conseguia um quarto em Lisboa a 70€. Com o SMN, na altura, fixado nos 426€, a habitação tinha uma carga de 16%.

    Hoje, em 2023, com o SMN nos 740€ e os quartos a custar nunca menos de 400€… façam as contas

  3. Foda-se, mas é que basta ter vivido em Lisboa para perceber que isso é o que mais anda por aí. A pressão ao prédio, à habitação, às condições, é insuportável, mas alguém ganha muito – imenso! – dinheiro com isso. Quando dá merda, ou escondem-se ou aparecem com a conversa do “ah, meu deus, como é possível, alguém tem de fazer alguma coisa!!”

  4. Agora vai ser preciso realojar toda essa gente. E falam em garantir habitação a toda essa gente.

    Ficando menos casas disponíveis para os portugueses!

    E quem garante habitação aos restantes portugueses, que já cá estavam? Ou estes têm de abandonar a cidade (ou mesmo o país) e continuar a pagar impostos elevados e todo o tipo de ajudas?

  5. Quando falo em catástrofe social, é a isto que me refiro. A culpa não é dos imigrantes, é da falta de condições para os receber. E isto só vai piorar infelizmente…

  6. Mas quem é responsável por fiscalizar estas “taxas de ocupação”? ou melhor, onde está isto regulamentado, quantas pessoas podem morar por m2 ou tipologia?

  7. Isto é primariamente um problema de habitação, sediado num problema de imigração. Eu ainda estou á espera do dia em que o governo toma medidas robustas e sérias em relação a imigração. E antes que seja julgado por acéfalos que dizem que estou a ser racista, deixo aqui a opinião de que entendo perfeitamente as razões de pessoas do Bangladesh, Paquistão, India, Brasil queiram vir para Portugal, porque nos países deles existe um elevado grau de pobreza e preferem deixar a família pra trás e fazerem-se a vida. Eu faria o mesmo.

    Na minha opinião vamos ter um problema sério daqui a 15/20 anos, e não será um problema repentino mas sim algo que já começou e está a escalar em direção ao seu pico. As políticas de natalidade são insuficientes levando ao aumento de população não ativa – isto implica que existe uma fatia fiscal crescente associada ao financiamento de reformas; mais reformados e menos pessoas ativas será uma situação exponencial que vai entrar fora de controlo e pessoal que menos de 40 não terá reformas daqui a 30 – isto implica que a produção de valor não vai aumentar. Grosseiramente falando vão estar 3 pessoas a trabalhar para outras 7, em sentido de população ativa vs população não ativa.

    E portanto, a solução do governo dos últimos anos é “Venham daí imigrantes!” . Achar que importar mão-de-obra não qualificada é a solução para os nossos problemas é ter uma completa falta de visão e estar completamente aluado e fora desta realidade. O que precisamos é imigração QUALIFICADA para que haja pessoal disponível para empresas que gerem valor.

    On and on fartei-me de escrever mas acho que percebem o que quero dizer.

  8. Provavelmente o senhorio cobra uns 1000 euros de renda por mês. Se eu tiver 1000 euros para pagar de renda não vai ser naquele prédio de certeza portanto o senhorio, não sendo parvo, sabe perfeitamente que não só não serve para Airbnb como só vai conseguir alugar a emigrantes. Para pagar os 1000 euros mensais terão que ser pelo menos meia dúzia ou mais.
    O incêndio foi um acidente. Todos os anos há dezenas e dezenas de incêndios em prédios e ninguém vai investigar para ver se lá vivem emigrantes e quantos são.
    Esta gente vem trabalhar, procurar uma vida melhor, poupar para enviar para a terrinha e ainda são olhados de lado como se fossem criminosos. Quando foi a última vez que viram uma notícia de um crime cometido, em Portugal, por um indiano, paquistanês ou nepalês? Tomara eu que os portugueses fossem pacíficos como eles.

  9. Se fosse só na Mouraria… Num ápice, o centro de Lx passou de abandonado, a reabilitado cheio de turistas para agora parecer um campo de refugiados.

    Quer dizer, sempre houve – em certas zonas tipo Martim Moniz, mas a este nivel, não me lembro de ver.

    Em Odivelas, junto ao templo Sikh, o parque de estacionamento do metro debaixo do viaduto, cresce a olhos vistos o numero de tendas.

    E isto passa-se em qualquer zona do país. Beja, Algarve, Grandola, Santarém… É ver esta malta a deambular por todo lado.

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    Não eram as cadeias hoteleiras que iam absorver esta malta toda num ápice?

    O gajo que foi assaltado em Olhão, ficou sem 300€ que ganhou a trabalhar 3 MESES nas estufas da região.

    Como estão ilegais, sáo assaltados e não se podem queixar/tratar. Alvos faceis.

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    O país vai bem e recomenda-se. É uma pena que esta malta não vá toda acampar para São Bento, para Belém e para o Rato.

  10. Estado Português tem promovido a emigração e em larga parte ignorado as más condições de vida e trabalho dessas pessoas, a menos que o caso chegue a comunicação social. A solução para a “falta de mão de obra” não deve ser resolvido na violação dos direitos de outros indivíduos. É preciso encontrar soluções justas e inclusivas para o enfrentar a baixa natalidade e o potencial colapso da segurança social, sem prejudicar o bem-estar de qualquer grupo de pessoas.

  11. Alguém que tenha acesso ao artigo me pode esclarecer se era o senhorio que estava a albergar gente a mais, ou se foi o (único) arrendatário registado que “sub-alugou” a uma data de gente?

    Sei de casos em que se trata da segunda situação, e o senhorio nem faz ideia da festa que por lá vai…

  12. É o mm na margem sul. Apartamentos T1 com 10/15 pessoas a viver la dentro. Seixal/Almada está cheio

  13. As máfias asiáticas de tráfico de seres humanos ja andam a operar em Portugal a imenso tempo.
    Porque que acham que do nada nacionalidades como a Nepalesa , Indiana ePakistanesa de repente passaram a ter um peso considerável no número de imigrantes que entram em Portugal, tudo isto anda ligado.
    Basta ler o relatórios e perceber que por coincidência estas são a mão de obra mais barata que existe em Portugal. São mais baratos para os patrões do que os brasileiros ou os africanos.

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