
Olhando para uma simulação no youtube:
Vendo a devastação que está a ser por aquelas bandas, acham que aqui os nossos edifícios têm melhor qualidade de construção para aguentar um sismo mais forte?
E a nivel de protecção civil, seria o caos?
A titulo particular alguem tem mochila de emergencia pronta para qualquer eventualidade?
47 comments
Nem soubemos lidar com uma chuvita mais forte quanto mais um sismo dessa magnitude.
Portugal deixava de existir, simplesmente. E não me estou a referir aos danos na capital, antes que alguém me venha dizer que Portugal não é Lisboa. Não temos nem um terço das infraestruturas necessárias para lidar com uma catástrofe destas. Nada. Não temos SNS nem privados, não temos profissionais de saúde suficientes, meios para lidar com as pessoas feridas ou desalojadas. Nada de nada. Se a UE não se metesse a sério, provavelmente morria mais pessoas no pós-evento por causa do caos, desorganização e “especialistas no governo” do que do evento em si.
Apenas a minha opinião, depois de Pedrógão e da Pandemia.
Portugal deixava de ser atrativo
Os nómadas digitais basavam, mas antes compravam as acções todas da Mota Engil, com as crypto que sobrassem compravam tendas para alugar aos tugas.
Extávamos mais que fodidos, a uns dias atrás eu vi uma reportagem/documentário (foi a menos de um mês e acho que foi ou na rpt 1 ou 2 se alguem conseguir encontrar) a falar das condições de lisboa para aguentar com um sismo dessa escala tendo em consideração que ja houve um sismo por lá que fudeu tudo, portanto a pergunta da reportagem era: “Aprendemos alguma coisa com o passado?”.
Não, não aprendemos nada, resumidamente nunca fui feito nenhum tipo de obra para reforçar as estruturas da cidade nem nenhuma nova obra foi feita a pensar em sismos, principalmente as estruturas do estado, portanto se acontecer uma merda dessas podes dizer adeus as escolas e aos putos la dentro, aos hospitais e tudo mais que possas pensar, Lisboa tem **zero** preparação para lidar com um sismo, vai tudo abaixo. E se lisboa que é lisboa está assim, podes presumir que o resto do país está igual ou pior, e o pior de tudo é que no caso de lisboa é so uma questão de tempo até calhar um sismo a sério.
Não consegui encontrar o documentário, mas encontrei uma [reportagem com um gajo que entende do assunto](https://www.dn.pt/edicao-do-dia/19-mar-2021/estamos-em-cma-de-um-barril-de-polvora-que-um-dia-vai-explodir-13475414.html) e basicamente diz a mesma coisa que a reportagem dizia.
Mesmo que os prédios aguentassem o sismo, não iam aguentar o tsunami.
Quanto tempo haveria de alerta pras pessoas se prepararem pro terremoto em Lisboa no cenário mais provável?
Falámos sobre isso na cadeira de Segurança e Riscos Urbanos. Cá dificilmente o epicentro seria em terra, mas estávamos tão ou mais fodidos como na Turquia e com risco de tsunami por cima. Não há praticamente fiscalização, há uns anos tentaram criar uma classificação para a segurança do edifico para terramotos, o lobby do imobiliário não permitiu que isso fosse para a frente pois ia desvalorizar grande parte dos edifícios existentes. Para além disso, tanto a nível de infraestruturas como de preparação da população para estas situações é inexistente.
A única coisa a fazer será correr atrás do prejuízo como foi em 1755… todos sabemos que vai acontecer, só estamos é com a esperança que seja quando cá não estivermos. Até lá vai-se ignorando o problema
Honestamente já estava a espera de um post destes por aqui ahah
Também foi tema de conversa cá em casa, e se fosse aqui? Estávamos f*didos, pelo menos quem vive/circula na AML.
A nível de proteção civil tenho a certeza que seria o caos, não conseguimos nunca lidar com nada com uma resposta eficaz.
A nível de prevenção (simulacros, preparação individual) tbm só se faz nas escolinhas e nunca mais fazes nada. Cheguei a insistir em fazer simulacros na minha faculdade no caso de incêndio/sismo e nunca nada foi feito (a minha faculdade tem muitos animais no interior, tinha particular interesse em saber como proceder se estivessemos a manusear algum dos animais, como deviamos fazer, etc.).
Do ponto de vista de preparação de engenharia, acredito que se calhar construções mais recentes até tenham tido de corresponder a algum tipo de legislação para proteção sismica mas basta olhares para a AML e percebes que uma boa proporção dos edifícios são construções antigas, ou mal recuperadas, sem manutenção adequada e que provavelmente não está preparado para resistir a um sismo desses.
Tenho uma pequena mochila de emergência pronta debaixo da cama. Não tem tudo o que gostaria mas 1x por ano revejo o que lá tenho, atualizo o que é preciso e acrescento o que acho que pode vir a ser útil just in case. Nunca se sabe quando vai dar jeito! Tive de “evacuar” o meu prédio uma vez por haver um incêndio num edifício na rua com risco de fuga de gás, a mochila deu algum jeito pois tinha o essencial para estar fora se necessário 2-3 dias.
Uma amiga japonesa vive em Tokyo numa casa e contou-me que tinha uma mochila de emergência em cada piso da casa, para a eventualidade de as escadas desabarem, não ficar sem mochila por estar no outro piso. É certo que eles vivem numa realidade muito concreta mas isso deixou-me a pensar no nível de detalhe a que chegam para pensar em todas as eventualidades.
Acho que não podemos ser muito “alarmistas” em relação a isto porque tanto pode acontecer amanhã como daqui a 1000 anos. Podemos ter a sorte ou azar de estar no sitio certo à hora certa, mas efetivamente, criar uma cultura de prevenção e preparação é algo que deveriamos investir muito mais do que investimos!
Portugal está muito perto da borda da placa [euroasiatica e africana](https://spessismica.pt/wp-content/uploads/2019/06/Untitled-r1.jpg). A maior atividade acontece na zona do Cabo de São Vicente e Gorringe. Temos tido muita sorte.
Para ter uma melhor perspectiva da atividade da peninsula iberica é combinar os dados do [IPMA](https://www.ipma.pt/pt/geofisica/sismicidade/) com os dados do [IGN](https://www.ign.es/web/resources/sismologia/tproximos/prox.html) em espanha. E do [IVAR](http://www.ivar.azores.gov.pt/paginas/sismicidade.aspx) nos Açores.
As pessoas no Açores estão mais preparadas, têm [kits de emergência e protocolos.](https://www.youtube.com/watch?v=4hph3nAPxWw&t=270s)
O Japão tem vindo a substituir as casas tradicionais por construção nova, preparada para sismos.
>acham que aqui os nossos edifícios têm melhor qualidade de construção
Não duvides disso. Na Turquia muitos dos edifícios são construidos de forma absolutamente precária.
Em Portugal não se constrói sem um projeto visado — não é um procediemento à prova de bala obviamente mas em princípio dá algumas garantias.
Se fosse cá em Portugal, o seguinte iria acontecer tendo em conta a velocidade de cada serviço de portugal:
O preço do combustível ia subir,
O preço da comida ia subir,
Os bancos iam aumentar os juros,
Um dos ministros ia dizerm que já estavam a contar com isto mas que seria um acontecimento que só acontece de milhentos em milhentos anos por isso tinhamos tempo,
A protecção civil ia começar a fazer algo mas seria obrigada a parar porque o SIRESP não estaria a funcionar,
O exercio vinha ajudar mas iria ficar parado devido ao facto de ter desaparecido material “misteriosamente” do armazém,
Os politicos todos iriam começar a culpar uns aos outros,
A TAP ia ser privatizada e nacionalisada outra vez,
A guerra na ucraniana ia finalmente terminar,
A Maria Leal ia lançar uma musica extremamente boa,
Após a UE mandar apoios ao estado e profissionais estrangeiros, metado dos fundos iam desaparecer para pagar a demissão de alguns ministros,
Iam finalmente começar a fazer operações de procura e salvamento,
Mas seria interrompido a meio por uma greve na CP devido a falta de condições na linha ferroviária.
(Dava-se trabalho por concluido)
Edit: A população do Porto ia estar a gozar com população de Lisboa, e mais tarde o Porto também ficava na merda
Se fosse cá iriam todos ficar *Surprise Pikachu Face*
“Como é que isto é possível? :0 Situação impossível de prevenir, etc..”- PM
Depois descobre-se que ao longo dos anos sempre se foi negligenciando a preparação e fiscalização das infraestruturas (e da população) para risco de terramoto porque “só acontece aos outros”. A culpa ia ficar solteira, tal como muita gente.
Iriamos receber uns milhares de milhões da UE para a recuperação. Estes dinheiros iriam para empresas que depois iriam ou desviar os fundos ou propor projetos completamente absurdos. Os projetos iriam carecer de fiscalização e passado uns anos iriam ser descobertos problemas estruturais e que “afinal não é antiterramoto”.
O imobiliário iria ter a maior quebra de sempre, tanto nos mercados como nas ruas. O Estado não iria conseguir realojar todos os necessitados e as companhias de seguro iriam à falência.
A polícia não iria conseguir prevenir saques, roubos, e violência generalizada se tal fosse acontecer.
O povo ficaria ainda mais miserável, etc.. etc..
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Espero que nada disto aconteça. Acredito perfeitamente que seria o fim de Portugal como uma sociedade.
A qualidade de construção é pior cá, lá têm vários edifícios com sistemas anti sísmicos (incluindo hospitais ), cá não conheço nenhum.
Os simulacros são inexistentes para a população em geral. E mesmo os que são feitos pelas forças de emergência são uma desorganização autêntica.
Temos incêndios todos os anos e mesmo assim ninguém sabe como lidar e prevenir.
Por fim, basta ver o caos que foi com eventos de escala menor (incêndios, cheias, derrocadas…) para perceber que basicamente estamos fodidos.
Já para não falar que temos os serviços de emergência e socorro dependentes de voluntários
>acham que aqui os nossos edifícios têm melhor qualidade de construção para aguentar um sismo mais forte?
dado que o unico edificio à prova de sismo é a assembleia da republica e a merda que já vi em muitas obras… acredito que sejam melhores que na turquia mas vai tudo para o caralho na mesma
>E a nivel de protecção civil, seria o caos?
a proteção civil já é um caos
A questão não é tanto se fosse cá mas quando for cá.Em Lisboa deve ser bem pior.No entanto provavelmente nessa altura é uma boa aposta comprar ações da Mota Engil.
Se fosse cá tavamos tão fodidos como os turcos.
Diria que todos os prédios modernos iam abaixo.
Tento não pensar nisso demasiado, porque estávamos todos fodidos. O clássico, sabe-se que vai acontecer, mas deixa-se andar, para quando acontecer ficarem todos “Ah, meu Deus, como é que isto foi acontecer, nunca pensámos!…”
se cá já temos alto risco de incêndios e é sempre a mesma merda todos os anos…
o q é q tu achas como seria? ora pensa la
Muito resumidamente, estávamos na merda.
Já agora, em relação a mochila de emergência acho que não me ia servir de nada porque o prédio ia me cair todo em cima…
Respondendo à questão das mochilas, cá em casa temos junto à porta da rua. Crescemos a ser ensinados na escola sobre a falha do Tejo e foi sempre algo que ficou gravado. Claro que simulacros e tudo mais, como já foi dito, só mesmo na escola mas é tentar estar preparados dentro do que é possível.
Seria importante que criassem logo um observatório de modo a envidar todos os esforços de modo a criar a melhor comissão interministerial possivel.
Aqui é o típico nunca vais acontecer outra vez. No fundo todos sabemos que pode acontecer e vai acontecer mas tentamos não pensar nisso. Também ontem falei disso com o meu namorado e se no Japão em que existe proteção anti sísmica nos edifícios fica tudo destruído, aqui já se sabe que vai tudo com o caraças.
Infelizmente acho que a minha casa caía comigo cá dentro
Tenho sempre uma mochila debaixo da cama com uma garrafa de água, uma de tinto, e uma chouriça com o respetivo assador a alcool.
> acham que aqui os nossos edifícios têm melhor qualidade de construção para aguentar um sismo mais forte?
Na AML a maioria dos prédios foram construidos no século passado e sem qualquer respeito pelas normas anti-sísmicas.
Ouvem as pessoas a caminhar no andar de cima, e a conversa do andar de baixo.
Por isso, esquece: Se Lisboa leva com um sismo de 7.X, vai tudo abaixo.
Seria um caos que dificilmente poderemos imaginar. Se nós demonstramos uma perfeita inadequação de resposta a fenómenos ciclícos como incêndios ou cheias, algo inesperado e com um nível de destruição desta grandeza seria uma tragédia. E nem é bom entrar pela perfeita selvajaria que está a ser feita em termos de construção no que diz respeito às renovações de prédios centenários nos centros históricos das cidades. Honestamente, prefiro não pensar nisso.
Graças a deus estamos preparadíssimos para as desgraças /s
Tal como vamos estar para o ano para os incêndios /s
E como vamos estar para as próximas cheias /s
O plano de Portugal caso isso aconteça é ficar muito triste porque morreu muita gente, pedir ajuda à União Europeia, e reconstruir Lisboa com o PRR2.
Here’s my two cents como ‘sismólogo de bancada’ (nova mudança de carreira após ser epidemiologista, especialista em guerra e em inflação), no entanto estudei engenharia de materiais pelo que tenho algum conhecimento na área de materiais de construção e da resistência dos materiais, still sou “labrego” nisto levem a minha opinião com um grande grain of salt!
Como já foi referido aqui provavelmente estaríamos na merda com imensa devastação especial nas zonas mais antigas de Lisboa em que as “renovações” são meramente cosméticas para inglês ver. No entanto também não acredito que os edifícios “mais recentes” (anos 60 para a frente) ‘implodam’ daquela forma como se vê nos videos na Turquia e Síria que a construção lá é ainda mais precária que a nossa. Cá provavelmente muitos ficariam altamente danificados e sem condições de segurança para a habitação os mais antigos na baixa de Lisboa sim provavelmente aquela zona pode desaparecer…
Também se deve notar que em 1969 tivemos um sismo na escala de 7.8 (igual a este na Turquia) com epicentro na mesma região do terramoto de 1755 (Zona de fratura Açores-Gibraltar) que resultou em cerca de 13 mortes e 80 feridos pelo que tivemos “sorte”.A diferença aqui com a Turquia é que o epicentro foi a cerca de 200 km da cidade e foi mais profundo pelo que dá algum tempo para dissipar a energia (com a desvantagem dos tsunamis…). O que tornou este sismo na Turquia tão devastador foi o epicentro estar incrivelmente próximo de zonas de alta densidade populacional mas também ter ocorrido relativamente próximos da superfície (andam á volta dos 10-18 km) é um cocktail perfeito para o worst case scenario.
Como se sabe para nós é uma questão de “when, not if” e já passou muitos anos desde um sismo de magnitude considerável na nossa região, há uma probabilidade substancial de ocorrer um na nossa geração. Na minha perspectiva (feel free to disagree) quando ocorrer o “next big one” creio que o principal impacte será em enormes danos materiais (com a maioria do edificado com danos consideráveis que irá envolver custos inimagináveis e uma logística que simplesmente não temos), e não tanto em vidas, os edifícios pré-60s muitos podem, de facto, ir por aí abaixo, e depois claro o bom velho tsunami… E mesmo prevendo um menor impacte na queda de edifícios será um caos na mesma pois a nossa protecção civil infelizmente está pessimamente preparada, tudo que possa criar mais de 1000 feridos irá gerar caos.
Bem agora vai ser uma season dos especialistas de engenharia civil e sismos irem para a TV comentar que se acontecer cá vai ser pior, que vai ser um caos e que vamos desaparecer (que é bastante possível) que temos de agir já, que é para ontem, mas daqui a umas semanas já estamos de novo focados qual foi as novas peripécias do governo e toda a gente se esquece disto depois quando o “big one” acontecer: “suprised pikachu”!
Quanto a providências, ter uma mochila de emergência parece uma optima ideia sim (acho que devia tratar disso), depois não custa nada conhecerem bem em redor nas zonas ondem passam mais tempo (nomeadamente saber onde ficam locais elevados e em área livre) bem como saber bem os melhores locais de abrigo nos próprios edifício onde vivem e trabalham, pesquisem por “triangle of life” ou “drop cover and hold” (o segundo é o recomendado pelas autoridades) e quando tiverem oportunidade é fugir para locais com área livre e elevada.
Agora vou voltar a estudar posicionamento de aeroportos para o meu novo mestrado de bancada :).
A Assembleia da República já foi intervencionada para não cair portanto “vai ficar tudo bem” /s
Mais a sério, não faço ideia se as atuais regras de construção e remodelação obrigam a que se façam obras estruturais para garantir a segurança em caso de terramoto mas era bom que sim…
Podia ser que Lisboa deixasse de ser capital
Respondendo apenas ao título sem ler o post…
Távames fedides
A questão não é se, a questão é quando. Vai ser uma desgraça.
Excluindo o horror e a tragédia, a consequência é que íamos estar a pagar a reconstrução de Lisboa até que acontecesse o próximo.
Foi 7.7, não foi 7.0.
Parece uma preciosidade mas é uma diferença brutal
Mais 125 euros na conta?
Se fosse por cá, Lisboa ia ao chão.
Ia ser o prego final no regime português.
Os portugueses no estrangeiro tinham que voltar pra levantar o pais do fundo.
Não penses nisso
Por cá era “habituem-se é a natureza”
Se fosse cá… passa nada!
Toda a linha de aberrações civis existentes entre Campolide e Alcântara desaparece. A “baixa pombalina” alaga, e os arrabaldes conhecidos por “dormitórios” ficam reduzidos a metade.
Como disse… passa nada!
“Se fosse cá?”
O Costa responde: “Se fosse cá estaremos preparados” (Pensamento do Costa: Isto nunca vai acontecer cá, preparar para uma coisa que nunca vai acontecer na minha responsabilidade? Para quê? Os portugueses não iriam compreender)
tens aqui a informação da mochila, e outra informação
http://www.aterratreme.pt/infantil/kit-de-emergencia/
Pobres daqueles que estivessem no metro de Lisboa nessa hora.. então ali aquela estação do terreiro do paço, nem sei como é que permitiram aquela construção, nem gosto de andar por lá.
Teoricamente o nosso código de construção faz com que a maioria da construção tenha boa resistência a sismos mas…. Isto é Portugal, será que cumprem?
Já ao tsunami, só por sorte não fará estragos. Ninguém está treinado ou preparado para a coisa. Os sistemas de alerta existem mas alguém os sabe respeitar?
Vai dar asneira. Eu diria que menos que neste caso da Turquia mas vai dar asneira.