Compreendo mas há o risco de que os patrões poderão não querer contratar mulheres por isso.
Podem ser potencialmente mais 62 dias de férias por ano?
É agora que vou mudar de sexo
Espanha, está tudo dito, aquilo é um antro de feministas radicais (começando na ministra da igualdade), sinceramente vejo isto mais um motivo para não contratar mulheres do que ajudar, mas pronto devo ser eu e a minha mentalidade machista.
Eu acho pouco.
Devia ser 360 dias sem trabalhar (sem necessidade de baixa médica), pagos pela Segurança Social.
Depois organizavamos um colóquio anual com os intelectuais do costume para discutir a desiguldade salarial entre homens e mulheres, o patriarcado e o capitalismo.
Prefiro a proposta da IL que aplica isto a todas as doenças crónicas com incapacidade intermitente (incluindo endometriose e adenomiose).
Um medida específica para menstruação pode levar à descriminação de mulheres e ignora outros problemas tão graves como este.
Edit: infelizmente este projecto da IL foi hoje rejeitado com os votos contra do PS, com abstenção do PCP e voto favorável de IL, PSD, Chega, BE, Livre e PAN.
as portuguesas mestruam menos tá certo
Depois queixem – se que são postas de lado no acesso ao mercado de trabalho.
A meu ver, é uma medida que provoca mais mal do que bem. Se eu tivesse uma empresa, seria um motivo a mais para contratar um homem ao invés duma mulher.
Claramente que só uma minoria das mulheres é que precisarão dessa licença, mas o facto de deterem essa possibilidade em cima da mesa, pode colocar ainda mais os empregadores de pé atrás em relação à contratação de mulheres.
Acho que para a medida surtir efeito sem contrapartidas (a não ser para as empresas), teriam de aprovar uma medida qualquer simultaneamente contra a discriminação de mulheres no momento de contratação. Talvez uma lei de quotas ou assim.
Contudo, faz-se tanto barulho pela igualdade entre sexos em contexto laboral/mercado de trabalho e tal, mas na prática acabam por exacerbar cada vez mais essas diferenças com medidas destas.
Atenção! A medida é humana e estou completamente de acordo, mas opah, nem sei. É um assunto complicado pra crl… eu sou gajo e, imaginando-me a ficar praticamente “de cama” por causa duma merda que me acontecesse regularmente sem eu ter culpa alguma, deixaria-me impotente. É como se tivesse uma doença crónica… se calhar, em vez de dar dias de folga, dava-se antes um certificado de incapacidade e a pessoa recebia os tais dias e, a empresa em contrapartida, receberia uns apoios fiscais.
Não sei… só vim dar o meu tusto. Deixo este assunto para pessoas mais inteligentes que eu
Ora mais medidas para aumentar ainda mais a discriminação.
Isso não será antifeminista e anti-igualitário? Já nem tento perceber o que se passa naquelas cabecinhas loucas.
Se calhar querem os dias pagos também já agora.
Edit. Lol é pago ahaha, palhaçada. E querem um salário igual também…
Discute três dias porque isso contaria como uma baixa que não é paga pela segurança social e sai do ordenado ao fim do mês. Uma abordagem justa seria de um a cinco dias, pagos a metade. Os dias que cada mulher tiraria seria do seu próprio critério, sendo que não somos todas iguais.
Se haveria abusos ou não, já é algo que ultrapassa toda a gente e nada a que patrões já não estejam habituados a ver em relação a baixas, por exemplo.
Pode sim comprometer entrada e permanência em empresas, para além do constrangimento que será todos no local de trabalho saberem quando uma pessoa está menstruada.
É como diz o outro: “uma vida a sofrer”.
Humm preferia essa proposta da IL. Pessoalmente tenho zero problemas com a menstruação nem a tenho sequer (obrigada medicina) mas por vezes tenho crises de dor de 1-2 dias. Assim, todo um conjunto de pessoas ficaria abrangido independentemente do género ou da questão que o faz faltar, até porque o empregador não tem que saber a nossa vida privada dessa forma
Os patrões portugueses já discriminam as mulheres com perguntas como “está a pensar ter filhos?”, o governo acha mesmo que esta medida não vai causar mais problemas desse gênero?
Estou mesmo a imaginar agora as entrevistas de emprego… Além de perguntarem se tem ou pensa ter filhos, vão perguntar: e a sua menstruação, como é? Muito fluxo? Dores? É regular? Quantos dias tem o seu ciclo? Ah então esqueça, venha um homem! Acho que esta medida, apesar de ter boas e compreensíveis intenções, é um presente envenenado!
Tiravam era a necessidade de atestado por doença e esta medida seria desnecessária
Como homem, tenho niveis mais elevados de testosterona que as mulheres, e tenho dias que, potenciados por isso, nao estou totalmente bem comigo e o local de trabalho torna se abrasivo. Podemos ter uns dias tambem para acalmar?
/s
Mas ja agora, isto de os homens serem os privilegiados quando é reavaliado? Menos ferias, mais prisao pelo mesmo crime, a palavra vale menos em tribunal, menos apoios escolares e menos sucesso, obrigaçao de sacrificar a vida em caso de emergencia…
Como homem acho bem.
Vejo colegas a sofrer, familiares, companheira, o impacto da menstruação é bastante agudo em certas pessoas.
No entanto isto vem com 2 problemas:
1. As pessoas que não sofrem com a menstruação, mas vão tirar os dias na mesma.
2. Patrões vão perder vontade de contratar mulheres
Tenho pena que a medida seja tão específica e pouco abrangente de outras condições e situações como pessoas com dores crónicas e devidamente examinadas.
Então quer dizer que muitas mulheres vão usar isso para ter 3 dias a mais em casa? Muitas delas sem qualquer real incómodo mas sim apenas porque podem?
Depois perguntem-se porque é que os patrões preferem contratar homens e porque é que tanto a nível promoções como de remuneração, os homens saem em média beneficiados.
Atenção que não tenho nada contra quem use estes benefícios de forma legítima. Contudo, mesmo assim, estas coisas acabam sempre por ter impactos de outra natureza. Não há forma de contornar isso.
Escritórios sem mulheres a lamuriar de tudo durante uns dias? Não vejo se o benefício é para mulheres ou homens mas até desconto mais para medidas destas /s
23 comments
Devia ser de 10 dias no mnimo
Compreendo mas há o risco de que os patrões poderão não querer contratar mulheres por isso.
Podem ser potencialmente mais 62 dias de férias por ano?
É agora que vou mudar de sexo
Espanha, está tudo dito, aquilo é um antro de feministas radicais (começando na ministra da igualdade), sinceramente vejo isto mais um motivo para não contratar mulheres do que ajudar, mas pronto devo ser eu e a minha mentalidade machista.
Eu acho pouco.
Devia ser 360 dias sem trabalhar (sem necessidade de baixa médica), pagos pela Segurança Social.
Depois organizavamos um colóquio anual com os intelectuais do costume para discutir a desiguldade salarial entre homens e mulheres, o patriarcado e o capitalismo.
Prefiro a proposta da IL que aplica isto a todas as doenças crónicas com incapacidade intermitente (incluindo endometriose e adenomiose).
Um medida específica para menstruação pode levar à descriminação de mulheres e ignora outros problemas tão graves como este.
Edit: infelizmente este projecto da IL foi hoje rejeitado com os votos contra do PS, com abstenção do PCP e voto favorável de IL, PSD, Chega, BE, Livre e PAN.
as portuguesas mestruam menos tá certo
Depois queixem – se que são postas de lado no acesso ao mercado de trabalho.
A meu ver, é uma medida que provoca mais mal do que bem. Se eu tivesse uma empresa, seria um motivo a mais para contratar um homem ao invés duma mulher.
Claramente que só uma minoria das mulheres é que precisarão dessa licença, mas o facto de deterem essa possibilidade em cima da mesa, pode colocar ainda mais os empregadores de pé atrás em relação à contratação de mulheres.
Acho que para a medida surtir efeito sem contrapartidas (a não ser para as empresas), teriam de aprovar uma medida qualquer simultaneamente contra a discriminação de mulheres no momento de contratação. Talvez uma lei de quotas ou assim.
Contudo, faz-se tanto barulho pela igualdade entre sexos em contexto laboral/mercado de trabalho e tal, mas na prática acabam por exacerbar cada vez mais essas diferenças com medidas destas.
Atenção! A medida é humana e estou completamente de acordo, mas opah, nem sei. É um assunto complicado pra crl… eu sou gajo e, imaginando-me a ficar praticamente “de cama” por causa duma merda que me acontecesse regularmente sem eu ter culpa alguma, deixaria-me impotente. É como se tivesse uma doença crónica… se calhar, em vez de dar dias de folga, dava-se antes um certificado de incapacidade e a pessoa recebia os tais dias e, a empresa em contrapartida, receberia uns apoios fiscais.
Não sei… só vim dar o meu tusto. Deixo este assunto para pessoas mais inteligentes que eu
Ora mais medidas para aumentar ainda mais a discriminação.
Isso não será antifeminista e anti-igualitário? Já nem tento perceber o que se passa naquelas cabecinhas loucas.
Se calhar querem os dias pagos também já agora.
Edit. Lol é pago ahaha, palhaçada. E querem um salário igual também…
Discute três dias porque isso contaria como uma baixa que não é paga pela segurança social e sai do ordenado ao fim do mês. Uma abordagem justa seria de um a cinco dias, pagos a metade. Os dias que cada mulher tiraria seria do seu próprio critério, sendo que não somos todas iguais.
Se haveria abusos ou não, já é algo que ultrapassa toda a gente e nada a que patrões já não estejam habituados a ver em relação a baixas, por exemplo.
Pode sim comprometer entrada e permanência em empresas, para além do constrangimento que será todos no local de trabalho saberem quando uma pessoa está menstruada.
É como diz o outro: “uma vida a sofrer”.
Humm preferia essa proposta da IL. Pessoalmente tenho zero problemas com a menstruação nem a tenho sequer (obrigada medicina) mas por vezes tenho crises de dor de 1-2 dias. Assim, todo um conjunto de pessoas ficaria abrangido independentemente do género ou da questão que o faz faltar, até porque o empregador não tem que saber a nossa vida privada dessa forma
Os patrões portugueses já discriminam as mulheres com perguntas como “está a pensar ter filhos?”, o governo acha mesmo que esta medida não vai causar mais problemas desse gênero?
Estou mesmo a imaginar agora as entrevistas de emprego… Além de perguntarem se tem ou pensa ter filhos, vão perguntar: e a sua menstruação, como é? Muito fluxo? Dores? É regular? Quantos dias tem o seu ciclo? Ah então esqueça, venha um homem! Acho que esta medida, apesar de ter boas e compreensíveis intenções, é um presente envenenado!
Tiravam era a necessidade de atestado por doença e esta medida seria desnecessária
Como homem, tenho niveis mais elevados de testosterona que as mulheres, e tenho dias que, potenciados por isso, nao estou totalmente bem comigo e o local de trabalho torna se abrasivo. Podemos ter uns dias tambem para acalmar?
/s
Mas ja agora, isto de os homens serem os privilegiados quando é reavaliado? Menos ferias, mais prisao pelo mesmo crime, a palavra vale menos em tribunal, menos apoios escolares e menos sucesso, obrigaçao de sacrificar a vida em caso de emergencia…
Como homem acho bem.
Vejo colegas a sofrer, familiares, companheira, o impacto da menstruação é bastante agudo em certas pessoas.
No entanto isto vem com 2 problemas:
1. As pessoas que não sofrem com a menstruação, mas vão tirar os dias na mesma.
2. Patrões vão perder vontade de contratar mulheres
Tenho pena que a medida seja tão específica e pouco abrangente de outras condições e situações como pessoas com dores crónicas e devidamente examinadas.
Então quer dizer que muitas mulheres vão usar isso para ter 3 dias a mais em casa? Muitas delas sem qualquer real incómodo mas sim apenas porque podem?
Depois perguntem-se porque é que os patrões preferem contratar homens e porque é que tanto a nível promoções como de remuneração, os homens saem em média beneficiados.
Atenção que não tenho nada contra quem use estes benefícios de forma legítima. Contudo, mesmo assim, estas coisas acabam sempre por ter impactos de outra natureza. Não há forma de contornar isso.
Escritórios sem mulheres a lamuriar de tudo durante uns dias? Não vejo se o benefício é para mulheres ou homens mas até desconto mais para medidas destas /s
Que pura estupidez