Proibição de AL é puro populismo

16 comments
  1. Fala-se muito que o AL está a expulsar os residentes dos centros das cidades e que torna o país numa Disneylândia.

    Mas os dados contam uma história diferente. Cidades que foram sendo abandonadas e que ficaram com prédios a cair aos bocados.

    O AL veio revitalizar estes centros e agora quer-se fazer do Alojamento Local um bode expiatório para os erros de política de habitação.

    Pior é que muito se ouviu ontem sobre os ALs (com mais entraves e mais taxas e taxinhas) mas nada se ouviu sobre a hotelaria. Ou seja, os pequenos negócios lixam-se mas as grandes empresas hoteleiras podem fazer o que querem. É sempre bom validar que os lobbys económicos e grandes empresas em Portugal são alimentados sobretudo pelo PS e pelas suas políticas

  2. Newsflash: todos os partidos são populistas. E sim, esta é uma medida que pouco ou nenhum impacto vai ter. Talvez tenha é um negativo mas pronto, sempre deve dar uns votos.

  3. Complicado tirar ilações deste gráfico. O alojamento local aumentou porque a população saiu ou a população saiu por não conseguir casa ou não conseguir suportar os custos?

    Ah, mas a tendência de diminuição da população já vem de trás. Certo. Mas aqui temos um problema de escalas temporais. Estimativas intermédias do INE mostram o mínimo de residentes no Porto por volta de 2017 e a subir desde essa altura. Já vamos em mais de cinco anos. E a relevância do AL também me parece maior “agora” do que em 2011.

    Para além disso falta informação sobre os agregados familiares. Segundo os censos, o tamanho dos agregados tem vindo a diminuir. Ou seja, para o mesmo número de pessoas, são necessárias mais casas.

    Outra informação necessária seria o número total de casas. Em Lisboa havia umas 48 mil desocupadas. Presumo que no Porto também as haja. Portanto o que falta são casas disponíveis. Não sei é o estado delas ou as razões para não estarem no mercado. Há as que estão simplesmente à espera que o valor aumente, há devolutas, há fruto de heranças pendentes na justiça, etc. Mas quando voltam ao mercado, parece-me haver maior incentivo para AL do que arrendar. E aqui pode ser um problema com o mercado de arrendamento e as suas regras.

    Não fui ver as novas medidas para a habitação, mas as queixas que tenho visto até são mais contra a obrigatoriedade de se colocar casas desocupadas no mercado. Mas sem impedir aumento do AL, ficariam elas disponíveis para arrendamento? O ideal talvez fosse não entrar por obrigações e proibições, mas sim implementar medidas que levassem a que arrendamento fosse a escolha mais lógica. Não sei quão exequível isso é. Mas outros países já limitaram o AL, por isso houve mais gente a pensar nisso.

  4. Teu gráfico está mal elaborado: falta fonte, considera dois períodos de duração diferentes e que compreenderam diversas mudanças no ordenamento jurídico referentes a tais estabelecimentos.

    Falta também uma real argumentação. Aparentemente colocou-se um gráfico e fez supor o indutivismo de crer que os dados “falam por si”.

    Além do mais não é preciso afirmar que está a se proibir alojamentos locais, mas apenas a suspensão da criação de novos e revisão dos existentes apenas para daqui 7 anos.

  5. População residente, são numero de pessoas. Numero de alojamentos é numero de casas ou apartamentos e um apartamento até pode conter entre 1 a 6 pessoas em média. E se pensarmos em 3 pessoas falamos só em mais de 26.000 pessoas.

  6. calma, o AL nao vai acabar, so nao podes registar mais, os que existem continuam

    os “investidores” estão mesmo a entrar em desespero.

    De qualquer forma a % de ALs ja é maior em Lisboa do que em grande parte das cidades europeias.

    Está bom…

  7. Populismo não é só quando mete ciganos.

    O mais triste é que o problema da habitação é tão grave que devia ser analisado de forma apolítica, mas é o que é.

  8. Só devia ter proibido em prédios para habitação própria. De resto, façam o que entenderem

Leave a Reply