acho que o entrave para uma medida destas nem será político, basta ver o que aconteceu quando se quis mudar o INFARMED para o Porto. No geral concordo com a medida, mas para poder acontecer o Governo vai ter que agir contra os prováveis interesses dos trabalhadores destes órgãos
[removed]
Portugal nao é só lisboa ou Porto.
É saudavel para o país e economia os servicos estarem espalhados por diversas cidades!
Sou lisboeta, não sou da IL e concordo totalmente com esta medida
Eu adicionaria que deveriam ser 11 inicialmente, e trabalhar para descentralizar pelo menos metade numa meta de 10 anos
Obviamente que nenhuma dessas cidades poderiam ser as 5 mais populosas do país
Não podem dizer só coisas estúpidas. Até um relógio parado acerta duas vezes ao dia.
irónico, considerando que o Carlos Guimarães Pinto nem sequer é vimaranense. ^s/
A medida, tal como foi proposta, é meramente populista. Apenas serve para deixar a população do maior número de locais possíveis contentes com a IL com o custo a ser o piorar (diria até o provável descalabre total) da qualidade de vários desses serviços. A proposta ignora em vários casos se nos locais de implantação pretendida para os serviços existem os profissionais necessários e o conhecimento da àrea.
Faz sentido o instituto do vinho sair de Lisboa para Vila Real? Sim.
Faz sentido a ANACOM sair de Lisboa para Viseu? Não. Viseu não tem nem uma quantidade significativa de profissionais da àrea nem know how. Faria sentido, por exemplo, ir para Aveiro onde existe uma grande histórico de telecomunicações com o antigo Centro de Estudos de Telecomunicações (actual Altice Labs) e com o Instituto de Telecomunicações. Então porque não propôs a IL que fosse para Aveiro? Porque para Aveiro faz também sentido ir o IPMA e assim já não teriam nada para propor para ir para Viseu e já não estariam a ganhar votos lá.
É quase impossível realocar milhares familias ou, pior, empurá-las para a saída, esvaziando os serviços dos técnicos mais valiosos.
O Ministério da Agricultura só faz sentido na Praça do Comércio!
Pensava que a direita não tinha ideias utópicas da esquerda.
Anyway, é boa ideia para se ir fazendo. Não é como anunciado mas há coisas que faz sentido mudar de cidade e se for feito aos poucos, com períodos de transição longos os trabalhadores são salvaguardados. O que não se pode fazer é chegar e mudar tudo de uma vez mas lentamente ir tendo 2 pólos e ir mudando seria algo fazivel.
A IL está careca de saber que nenhum dos funcionários desses serviços quer ser espalhado pelo país, mas sacam do soundbyte para se manterem relevantes.
Teoricamente acho bem a medida, na prática vejo muitos entraves. As pessoas que estão em Lisboa actualmente vão ter de deslocar-se? Ajudas de custo do estado? Depois é as escolhas para onde vão as entidades, por exemplo a do IPMA, porque em Aveiro? instituto do vinho que é proposto ir para Vila real parece lógico o Douro é uma zona vinhateira, mas o Alentejo tb não é? E o dão? E depois iria ser necessário arranjar novos espaços físicos para estes institutos iria ser mais uma despesa, e os espaços antigos? Que função iam ter? E na verdade, qual é a vantagem de por exemplo o tribunal constitucional ir para Coimbra? Ou o IPMA para Aveiro? Acho que era mais uma medida para inglês ver sem grande impacto.
Boa sorte com isso quando não vão tão cedo chegar ao poder e quando, e se lá chegarem, vão se esbarrar com serviços cada vez mais centralizados.
Andam a meter grande parte dos ministérios no mesmo edifício (na sede da caixa na João XXI) por exemplo.
Isso e não me cheira que a ala mais fiscalmente conservadora vá muito com a ideia de espalhar serviços pelo país já que entre novas infraestruturas, cancelamento de contratos e indemnizações para quem não aceitar a deslocação vai sair caro.
Movam o parlamento pra Castelo Branco, a ver se o interior se desenvolve
Choca me ler aqui tanto comentário a cagar para as pessoas.. que isso venha dos dirigentes da IL não me surpreende, já das pessoas normais sim.
Todos estamos de acordo que a descentralização dos serviços do estado é um combate a desertificação do interior. Mas e as pessoas? Um funcionário(a) do IPMA, casado com alguém cujo trabalho não é possível em teletrabalho, é suposto ir p Aveiro a comer e calar? Mais os filhos, amigos e toda a vida que se constrói é suposto mudar assim sem mais nem menos? Não admira que 90% das pessoas do infarmed não queiram mudar, não é por comodismo, é pela vida toda de uma pessoa que está num local.
A desertificação do interior leva décadas de avanço e não é por decreto e no instante que se resolve. Mandar as pessoas a bruta para o interior não é seguramente a forma indicada. Particularmente quando os proponentes da medida eles próprios não vão.
Claro que há pessoas que não se importavam de mudar, mas impor uma mudança destas é um forte desrespeito da vida pessoal. Já agora a IL podia dar o exemplo e deslocar a sua sede do Porto para o interior.
e o que acontecia a estes pobres lesboetas?
Creio que há que distinguir entre:
* Des-centralizar: a distribuição de competências antes centralizadas num organismo superior de uma hierarquia pelos níveis inferiores dessa hierarquia; o que pode ir, em grau, desde a transição de uma responsabilidade directa do organismo superior para uma relação de mera tutela última do assunto até à própria eliminação da subordinação;
* Des-concentrar: que é, simplesmente, a distribuição geográfica das sedes de organismos para múltiplos pontos desde um ponto onde antes se encontravam concentrados.
Parece-me que a proposta da IL se enquadra mais na «des-concentração».
O assunto mais premente parece-me, sem dúvida, a «des-centralização»: a qual pode, por si, implicar uma redistribuição geográfica do poder, uma vez que competências que estão sob o governo directo de entidades sediadas em Lisboa passam a ser exercidas por entidades, por exemplo, regionais ou municipais.
A «des-concentração» parece-me que pode ser, em muitos casos, mera cosmética, pelo menos no que respeita à distribuição de poderes. As sedes até podem estar localmente distribuídas, mas não significa que o exercício das suas competências tenha mais em conta as particularidades do novo local em que se instalam.
Poderá, no entanto, ajudar as economias locais: criando empregos públicos para pessoas da terra, por exemplo? Bem, sim – mas, neste caso, à custa de completa destruição de postos de trabalho na localização original, porque quem trabalha em Lisboa não irá, quase certamente, acompanhar a sede para Bragança.
O que se devia generalizar era a o teletrabalho para funções administrativas de tipo “back office” sem contacto directo com o público. E incentivar fortemente a que as pessoas se mudem para as suas “terras de origem” através de bons pacotes de benefícios fiscais tanto para os trabalhadores como para empresas. Portugal podia reinventar-se completamente.
A Agência Portuguesa do Ambiente foi para a Amadora, por exemplo.
Piadas à parte, meter o tribunal da concorrência em Santarém foi giro, mas depois chegas lá e todos os advogados vêm de Lisboa. Só se mudou para lá um ou outro
O CGP tem razão. Os sucessivos governos são em larga escala responsáveis pela centralização do poder em Lisboa. O estado não pode andar com programas de incentivo à fixação no interior e mandar para lá os outros – como em tudo, o exemplo vem de cima.
O problema prático, que se coloca, é como o fazer. Estamos a falar de estruturas que já existem, com milhares de trabalhadores. Não me parece sensato que a AR decida, de um momento para o outro que estas pessoas tenham que “reorganizar a sua vida” e mudarem de cidade.
Isto é uma medida idiota, vai-se ter problemas com os trabalhadores como já se viu com o infarmed. Uma solução mais simples era: o próximo serviço do estado que seja aberto abre fora de Lisboa e do Porto….iam-se distribuindo pelo país daqui para a frente consoante fossem abertos.
O costa tem é que dizer que sim e nomear alguém da IL para dar a cara.
No dia em que isto for posto em prática, é tudo online, automático e não vai fazer deslocar pessoas e negócios para os locais.
E que tal ter vários escritórios pelo país e trabalharem de forma digital onde podem estar em qualquer lado, como qq outro escritório moderno?
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acho que o entrave para uma medida destas nem será político, basta ver o que aconteceu quando se quis mudar o INFARMED para o Porto. No geral concordo com a medida, mas para poder acontecer o Governo vai ter que agir contra os prováveis interesses dos trabalhadores destes órgãos
[removed]
Portugal nao é só lisboa ou Porto.
É saudavel para o país e economia os servicos estarem espalhados por diversas cidades!
Sou lisboeta, não sou da IL e concordo totalmente com esta medida
Eu adicionaria que deveriam ser 11 inicialmente, e trabalhar para descentralizar pelo menos metade numa meta de 10 anos
Obviamente que nenhuma dessas cidades poderiam ser as 5 mais populosas do país
Não podem dizer só coisas estúpidas. Até um relógio parado acerta duas vezes ao dia.
irónico, considerando que o Carlos Guimarães Pinto nem sequer é vimaranense. ^s/
A medida, tal como foi proposta, é meramente populista. Apenas serve para deixar a população do maior número de locais possíveis contentes com a IL com o custo a ser o piorar (diria até o provável descalabre total) da qualidade de vários desses serviços. A proposta ignora em vários casos se nos locais de implantação pretendida para os serviços existem os profissionais necessários e o conhecimento da àrea.
Faz sentido o instituto do vinho sair de Lisboa para Vila Real? Sim.
Faz sentido a ANACOM sair de Lisboa para Viseu? Não. Viseu não tem nem uma quantidade significativa de profissionais da àrea nem know how. Faria sentido, por exemplo, ir para Aveiro onde existe uma grande histórico de telecomunicações com o antigo Centro de Estudos de Telecomunicações (actual Altice Labs) e com o Instituto de Telecomunicações. Então porque não propôs a IL que fosse para Aveiro? Porque para Aveiro faz também sentido ir o IPMA e assim já não teriam nada para propor para ir para Viseu e já não estariam a ganhar votos lá.
É quase impossível realocar milhares familias ou, pior, empurá-las para a saída, esvaziando os serviços dos técnicos mais valiosos.
O Ministério da Agricultura só faz sentido na Praça do Comércio!
[Sempre actual](https://observador.pt/opiniao/e-por-lisboa-nao-vai-nada-nada-nada/)
Pensava que a direita não tinha ideias utópicas da esquerda.
Anyway, é boa ideia para se ir fazendo. Não é como anunciado mas há coisas que faz sentido mudar de cidade e se for feito aos poucos, com períodos de transição longos os trabalhadores são salvaguardados. O que não se pode fazer é chegar e mudar tudo de uma vez mas lentamente ir tendo 2 pólos e ir mudando seria algo fazivel.
A IL está careca de saber que nenhum dos funcionários desses serviços quer ser espalhado pelo país, mas sacam do soundbyte para se manterem relevantes.
Teoricamente acho bem a medida, na prática vejo muitos entraves. As pessoas que estão em Lisboa actualmente vão ter de deslocar-se? Ajudas de custo do estado? Depois é as escolhas para onde vão as entidades, por exemplo a do IPMA, porque em Aveiro? instituto do vinho que é proposto ir para Vila real parece lógico o Douro é uma zona vinhateira, mas o Alentejo tb não é? E o dão? E depois iria ser necessário arranjar novos espaços físicos para estes institutos iria ser mais uma despesa, e os espaços antigos? Que função iam ter? E na verdade, qual é a vantagem de por exemplo o tribunal constitucional ir para Coimbra? Ou o IPMA para Aveiro? Acho que era mais uma medida para inglês ver sem grande impacto.
Boa sorte com isso quando não vão tão cedo chegar ao poder e quando, e se lá chegarem, vão se esbarrar com serviços cada vez mais centralizados.
Andam a meter grande parte dos ministérios no mesmo edifício (na sede da caixa na João XXI) por exemplo.
Isso e não me cheira que a ala mais fiscalmente conservadora vá muito com a ideia de espalhar serviços pelo país já que entre novas infraestruturas, cancelamento de contratos e indemnizações para quem não aceitar a deslocação vai sair caro.
Movam o parlamento pra Castelo Branco, a ver se o interior se desenvolve
Choca me ler aqui tanto comentário a cagar para as pessoas.. que isso venha dos dirigentes da IL não me surpreende, já das pessoas normais sim.
Todos estamos de acordo que a descentralização dos serviços do estado é um combate a desertificação do interior. Mas e as pessoas? Um funcionário(a) do IPMA, casado com alguém cujo trabalho não é possível em teletrabalho, é suposto ir p Aveiro a comer e calar? Mais os filhos, amigos e toda a vida que se constrói é suposto mudar assim sem mais nem menos? Não admira que 90% das pessoas do infarmed não queiram mudar, não é por comodismo, é pela vida toda de uma pessoa que está num local.
A desertificação do interior leva décadas de avanço e não é por decreto e no instante que se resolve. Mandar as pessoas a bruta para o interior não é seguramente a forma indicada. Particularmente quando os proponentes da medida eles próprios não vão.
Claro que há pessoas que não se importavam de mudar, mas impor uma mudança destas é um forte desrespeito da vida pessoal. Já agora a IL podia dar o exemplo e deslocar a sua sede do Porto para o interior.
e o que acontecia a estes pobres lesboetas?
Creio que há que distinguir entre:
* Des-centralizar: a distribuição de competências antes centralizadas num organismo superior de uma hierarquia pelos níveis inferiores dessa hierarquia; o que pode ir, em grau, desde a transição de uma responsabilidade directa do organismo superior para uma relação de mera tutela última do assunto até à própria eliminação da subordinação;
* Des-concentrar: que é, simplesmente, a distribuição geográfica das sedes de organismos para múltiplos pontos desde um ponto onde antes se encontravam concentrados.
Parece-me que a proposta da IL se enquadra mais na «des-concentração».
O assunto mais premente parece-me, sem dúvida, a «des-centralização»: a qual pode, por si, implicar uma redistribuição geográfica do poder, uma vez que competências que estão sob o governo directo de entidades sediadas em Lisboa passam a ser exercidas por entidades, por exemplo, regionais ou municipais.
A «des-concentração» parece-me que pode ser, em muitos casos, mera cosmética, pelo menos no que respeita à distribuição de poderes. As sedes até podem estar localmente distribuídas, mas não significa que o exercício das suas competências tenha mais em conta as particularidades do novo local em que se instalam.
Poderá, no entanto, ajudar as economias locais: criando empregos públicos para pessoas da terra, por exemplo? Bem, sim – mas, neste caso, à custa de completa destruição de postos de trabalho na localização original, porque quem trabalha em Lisboa não irá, quase certamente, acompanhar a sede para Bragança.
O que se devia generalizar era a o teletrabalho para funções administrativas de tipo “back office” sem contacto directo com o público. E incentivar fortemente a que as pessoas se mudem para as suas “terras de origem” através de bons pacotes de benefícios fiscais tanto para os trabalhadores como para empresas. Portugal podia reinventar-se completamente.
A Agência Portuguesa do Ambiente foi para a Amadora, por exemplo.
Piadas à parte, meter o tribunal da concorrência em Santarém foi giro, mas depois chegas lá e todos os advogados vêm de Lisboa. Só se mudou para lá um ou outro
O CGP tem razão. Os sucessivos governos são em larga escala responsáveis pela centralização do poder em Lisboa. O estado não pode andar com programas de incentivo à fixação no interior e mandar para lá os outros – como em tudo, o exemplo vem de cima.
O problema prático, que se coloca, é como o fazer. Estamos a falar de estruturas que já existem, com milhares de trabalhadores. Não me parece sensato que a AR decida, de um momento para o outro que estas pessoas tenham que “reorganizar a sua vida” e mudarem de cidade.
Isto é uma medida idiota, vai-se ter problemas com os trabalhadores como já se viu com o infarmed. Uma solução mais simples era: o próximo serviço do estado que seja aberto abre fora de Lisboa e do Porto….iam-se distribuindo pelo país daqui para a frente consoante fossem abertos.
O costa tem é que dizer que sim e nomear alguém da IL para dar a cara.
No dia em que isto for posto em prática, é tudo online, automático e não vai fazer deslocar pessoas e negócios para os locais.
E que tal ter vários escritórios pelo país e trabalharem de forma digital onde podem estar em qualquer lado, como qq outro escritório moderno?