Tendo em conta que os portugueses não querem magnet schools, ou seja escolas com testes à entrada, é preciso ter um modelo onde os pais podem inscrever os filhos na escola pública que quiserem, e as escolas são livres de ter a exigência dos alunos que quiserem, sem estarem a nivelar o ensino por baixo para garantir que toda a gente passa.
Também é preciso ter mais escolas, e mais pequenas (sim, é um custo adicional) que dão resposta a alunos com necessidades de ensino diferentes. Com o passar do tempo, certas escolas iriam especializar-se em preparar os alunos para os exames e o ensino superior, com um ensino mais exigente, e certas escolas iriam especializar-se nas necessidades educativas de alunos com mais dificuldades.
Ressalvo que neste modelo os pais são livres de inscrever os filhos em qualquer escola, se um pai acreditar que o filho deve frequentar a escola exigente, seria livre de o fazer.
Se nada for feito, em breve as únicas pessoas em Lisboa e no Porto que não terão os filhos no privado são as que não podem pagar, porque em cursos com muita procura as pessoas lutam por décimas para entrar, e muitas vezes a preparação adicional que esses colégios fazem para o exame podem ser essa décima.
4 comments
Portugal está partido ao meio e voltou aos tempos coloniais, mas agora com a Cidade-Estado de Lisboa e o seu outpost, o Porto.
PS e a extrema-esquerda, os melhores amigos da privatização da saúde e da educação.
E daqui a nada vai haver mais hospitais privados.
Já [aqui](https://www.reddit.com/r/portugal/comments/1113pv7/comment/j8ew1q7/?utm_source=share&utm_medium=web2x&context=3) postei sobre isto mas é urgente reformar a nossa educação que tem um modelo completamente ultrapassado de modo a impedir o esvaziamento dos alunos para o privado.
Tendo em conta que os portugueses não querem magnet schools, ou seja escolas com testes à entrada, é preciso ter um modelo onde os pais podem inscrever os filhos na escola pública que quiserem, e as escolas são livres de ter a exigência dos alunos que quiserem, sem estarem a nivelar o ensino por baixo para garantir que toda a gente passa.
Também é preciso ter mais escolas, e mais pequenas (sim, é um custo adicional) que dão resposta a alunos com necessidades de ensino diferentes. Com o passar do tempo, certas escolas iriam especializar-se em preparar os alunos para os exames e o ensino superior, com um ensino mais exigente, e certas escolas iriam especializar-se nas necessidades educativas de alunos com mais dificuldades.
Ressalvo que neste modelo os pais são livres de inscrever os filhos em qualquer escola, se um pai acreditar que o filho deve frequentar a escola exigente, seria livre de o fazer.
Se nada for feito, em breve as únicas pessoas em Lisboa e no Porto que não terão os filhos no privado são as que não podem pagar, porque em cursos com muita procura as pessoas lutam por décimas para entrar, e muitas vezes a preparação adicional que esses colégios fazem para o exame podem ser essa décima.