>https://news.zerkalo.io/economics/33280.html

Portugal, Bélgica, Holanda e França são a favor de retirar os fertilizantes à base de potássio da Bielorrússia das sanções de acordo com Rikard Jozwiak – editor da Europa na Radio Free Europe / Radio Liberty e pessoa com acesso a informação privilegiada em Bruxelas, um “insider”.

O insider explicou que o argumento dos países europeus, apoiado pelo Brasil e outros países com influência política no Hemisfério Sul, é o perigo de fome em caso de escassez de fertilizantes.

Portugal, segundo ele, desempenha um papel fundamental nesta matéria, pois tem em conta os interesses do Brasil, que, por sua vez, espera conseguir fornecimentos de fertilizantes à base de potássio da Bielorrússia.

“Segundo os portugueses, isto irá melhorar a situação da segurança alimentar”, diz Rikard Jozwiak.

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Ele relatou anteriormente que a aprovação de um novo pacote de sanções contra a Bielorrússia parou precisamente devido às concessões propostas relativamente aos fertilizantes bielorrussos.

>https://twitter.com/RikardJozwiak/status/1625055727067725826

Ele também referiu que as concessões envolveriam o levantamento do congelamento de activos do CEO bielorrusso Ivan Halavaty da produtora de potássio Belaruskali e do bilionário russo Mikhail Gutseriyev que também está associado à indústria bielorrussa de potássio, ambos apoiantes e parceiros próximos de Aleksandr Lukashenko.

>https://www.rferl.org/a/wider-europe-jozwiak-russian-oil-caps-ukraine-eu-accession/32257386.html

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Segundo Jozwiak, é fundamentalmente importante para a Lituânia manter em vigor as sanções contra o potássio bielorrusso, caso contrário as autoridades do país poderão enfrentar consequências políticas internas.

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Ele reafirmou também o seu comentário anterior de que a UE está a aplicar sanções mais leves contra a Bielorrússia em comparação com a Rússia, a pedido de Kiev.

>https://twitter.com/RikardJozwiak/status/1613466506993565698

“Eu diria que a Ucrânia pede a Bruxelas que não ponha demasiada pressão sobre a Bielorrússia”. A razão disto, diz ele, é o receio da Ucrânia de que no caso de uma equiparação de sanções, “o regime de Lukashenko e a Bielorrússia no seu conjunto estarão mais activamente envolvidos nesta guerra”.

“Bruxelas ouve Kiev a esse respeito”, disse o jornalista.

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Eventualmente, de acordo com o insider, os autores da lista de sanções terão de fazer algum tipo de compromisso:

“Não sei como será esse compromisso. Mas penso que haverá alguns comentários adicionais para que os oligarcas que constam da lista de sanções não possam beneficiar [deste possível relaxamento das restrições] de forma alguma”.

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Pavel Latushko, representante do Gabinete de Transição Unido da oposição bielorrussa, também tinha anteriormente mencionado a UE possivelmente levantarem sanções aos dois parceiros de Lukashenko.

>https://news.zerkalo.io/economics/32236.html

Latushko disse que a ideia que as sanções contra Belaruskali e outras empresas de potássio bielorrussas afectam negativamente o mercado alimentar global não tem qualquer base. A verdadeira razão de tal retórica é que “existe um lobby em interesses puramente comerciais, no interesse dos esquemas corruptos dos oligarcas e da família do ditador”, acredita o político.

Aliás, ele sustenta que, o índice de preços dos alimentos da ONU não só não está a subir, como até caiu pelo décimo mês consecutivo, e o mercado global de acções para as empresas de mineração e processamento de potássio também estabilizou e não mostra quaisquer flutuações graves.

O representante do gabinete acrescentou porque levantar as restrições no sector do potássio se “funcionam e prejudicam o regime de Lukashenko”.

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Nasha Niva, citando fontes diplomáticas, também escreveu que o Brasil e alguns estados africanos, com o apoio de alguns países da UE, incluindo Espanha e Portugal, exigem o levantamento das sanções contra os dois oligarcas do potássio. Alegadamente os países reivindicam a segurança alimentar, com a ONU a estar do seu lado.

>https://nashaniva.com/ru/310893

 

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É de salientar que o próprio Aleksandr Lukashenko queixou-se repetidamente da “ilegalidade” das sanções impostas ao potássio bielorrusso e até tentou conseguir a sua revogação através da mediação do Secretário-Geral da ONU António Guterres. A este respeito, o Representante Permanente da Bielorrússia na ONU, Valentin Rybakov, falou sobre o impacto negativo das sanções impostas à indústria bielorrussa do potássio na situação alimentar global e apelou a levantá-la a fim de reduzir a ameaça de fome no mundo.

>https://news.zerkalo.io/economics/14629.html

9 comments
  1. Estas são as melhores sanções da história: prejudicam os cidadãos dos países que as praticam, em vez de a quem alegadamente são dirigidas.

  2. A Bielorrússia é um país pária. Não me esquecerei da forma como desrespeitaram os resultados eleitorais, dos milhares de presos políticos que apodrecem nas suas cadeias, dos oposicionistas q foram “suicidados” ou mesmo assassinados no estrangeiro… não podemos esquecer o papel de subalterno que o regime bielorusso e os seus oligarcas têm nesta guerra.
    Obrigado pela partilha.

  3. Depois de todas as mortes provocadas pela operação especial de libertação da Ucrânia, depois da destruição de equipamentos civis, casa, hospitais, da tomada das centrais nucleares… não me venha com esta história.
    E se quiser lembre-se do holodomor e de que dos horrores que o Krelim já tinha provocado … e sim, escusa de justificar o injustificável que toda a gente já percebeu.

  4. Todo o respeito pelo país mas o Brasil activamente recusa-se a apoiar a Ucrânia, sendo que eles têm material militar que os aliados queriam comprar e seria mesmo muito útil na Ucrânia. Portanto em questões de guerra ucraniana estimo bem que o Brazil se xxxxxxx

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