PRR. Lisboa vai receber o triplo do dinheiro do Porto

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  1. O concelho de Lisboa vai receber 2225 milhões de euros do Plano de Resolução e Resiliência (PRR), o que significa mais do triplo do valor que o Porto vai receber. No total, a capital vai receber o mesmo valor do que 285 concelhos juntos.

    Os números são do Jornal de Notícias que este sábado avança que no topo da lista dos concelhos, para além de Lisboa, estão Porto, que irá receber 726 milhões de euros, Braga, que irá receber 275 milhões de euros, seguido de Ponta Delgada, que irá receber 272 milhões de euros.

  2. Parece-me expectável, irá sempre depender dos projectos submetidos por cada região e aprovados para o PRR

  3. Óbvio, Portugal é a Cidade-Estado de Lisboa. O colonialismo não acabou, simplesmente mudou o foco. Tudo a cima da CRIL é território colonial.

  4. Já que os outros distritos recebem menos também os seus habitantes deviam descontar menos, visto que os seus impostos não são para seu usufruto.

  5. Tanto em área como população, o Porto é cerca de 40% de Lisboa. Segundo os censos de 2021, a população do Porto é de 231.962, enquanto a de Lisboa é de 545.796. Ou seja, o Porto neste campo é 0,425 de Lisboa. Quanto à área, o Porto tem 41,42 km^(2), ao passo que Lisboa tem 100,05 km^(2), logo a primeira é cerca de 0,413 da segunda.

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    Em suma, comparar em valores absolutos é só desonesto, mas vindo de onde vem a notícia, não se poderia esperar outra coisa. Ainda se apresentassem o valor per capita ou por km^(2), era uma coisa. Agora isto…

  6. Portugal é Lisboa e cada vez mais o resto é paisagem. São as colónias que lisboa não perdeu no pós-25 de abril.

  7. Não se ralem. Uma vez construídos os elefantes brancos, tudo continuará na mesma. O normal quando não se investe na produção.

  8. A diferença Porto – Lisboa aqui é algo irrelevante, e não leva a lado nenhum.

    O que me preocupa é que a tendência centralista manterá o país dependente dos centros urbanos. Seria fundamental expandir os investimentos a zonas do interior, que com os impulsos económicos e políticos corretos, poderiam produzir mais riqueza, e de forma mais uniforme, para o país.

    Além de uma terrível crise de habitação que se vive no país, e a crescente dificuldade em dar mobilidade à população, são um constante afunilador do crescimento económico, social e educacional.

    Mas infelizmente vamos novamente ficar pelo debate vazio do “eu mereço mais que tu”.
    É assustador como um país tão pequeno tem tanta dificuldade em “pensar-se” como uma unidade interdependente.

    Eu pessoalmente (natural de Gaia), ficaria muito mais feliz com 700M investidos em Vila Real e Bragança (leia-se em projetos bem pensados, com propósitos de crescimento, e muito bem auditados).

    Uma vergonha a abada que os espanhóis nos dão no investimento no interior. Para quem já viveu perto de fronteira (vivi em Chaves), sabe a experiência que é atravessar uma fronteira em pleno interior, e ver investimento, por exemplo em infraestrutura, que é feito do outro lado da fronteira.

    Portugal seguirá sendo a cada da Europa, porque, invariavelmente, pensa como cauda da Europa.

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