Hoje aprendi que em 10 anos, não houve qualquer professor que tivesse ido para a reforma!
“Precisamos de ter menos professores porque temos menos crianças e menos turmas. Temos um sector público sobredimensionado.” 10 anos depois continua a ser verdade..
Mas calma que está toda a gente a ir embora.
interessante, em vez de diminuir o número de alunos por turma, melhorando as condições de ensino o objetivo do psd é diminuir o número de professores.
parece que querem uma população mal educada ou qualquer coisa assim.
E é verdade, só não há professores suficientes em áreas específicas como TIC em que os salários não são competitivos.
Mentalidade de quem vê a educação de qualidade como um “gasto”, é não como um dos melhores **investimentos** que um país pode fazer no seu próprio futuro.
Não digam mal do dom Sebastião do PSD porra
Todos os outros em 50 anos foram uma merda e uns ladrões só ele foi bom
Concordo plenamente. Os alunos (excluindo os que têm necessidades especiais) têm obrigação de ser um pouco mais autónomos e aprender a estudar fora da sala de aula. Há demasiada carga horária nas disciplinas em geral, e reduzi-la permitiria a cada professor cuidar de mais turmas.
Mais, há demasiadas disciplinas que não interessam ao menino jesus que só servem para encher horários e sugar dinheiros públicos com professores que não são necessários. Exemplos:
– Existe Cidadania e Desenvolvimento em dois ciclos diferentes porquê? Não chegava no terceiro ciclo?
– Porque é que ainda há Educação Visual no terceiro ciclo, uma disciplina que está prevista desde o primeiro ciclo?
– Porque é que existe Educação Tecnológica? Não se podia extinguir e integrar parte do currículo em Cidadania e Desenvolvimento (mesmo que fosse preciso aumentar a carga horária) e outra em TIC?
– Porque é que é obrigatório oferecer um complemento à educação artística no segundo ciclo? Não chegam a Educação Visual e Educação Musical, ambas de frequência obrigatória?
– O mesmo para o terceiro ciclo, com a agravante de ser obrigatório frequentar o complemento neste caso. O aluno por aqui já terá decidido se gosta de educação artística ou não, e deveria poder escolher frequentar ou não.
– É mesmo preciso ter Filosofia como componente geral e obrigatória no ensino secundário? Quem é que quis saber de Filosofia aos 16 anos?
– Não é antiquado demais obrigar as escolas a oferecer Educação Moral e Religiosa aos seus alunos?
Há muito por onde cortar…
O passos Coelho/Nuno Crato tinham o objectivo de ter como padrão 30 alunos por turma. Qualquer pessoa que tenha dado aulas sabe que isto é impraticável e que iria afectar negativamente de forma muitíssimo significativa o ensino público. Para mim 22 seria o ideal, mas aposto que já é pedir muito.
O problema é o mesmo com toda a função pública: a organização.
Acho que para os serviços públicos que temos, deveria ser consensual que o Estado gasta demasiado dinheiro.
Não estou com isto a querer dizer que deveriam baixar salários, antes pelo contrário.
O problema é mesmo a eficiência e o mau planeamento.
Onde está a mentira? Existem muitos professores? Sim, mas com maus horários (há demasiados professores a dar horários parciais) e há demasiados professores em área sem saída.
​
Se o estado planeasse melhor e não abrisse tantas vagas para áreas sem futuro, sem esquecer na reforma antecipada para professores que não estavam abertas ao resto dos trabalhadores do privado, talvez não houvesse tanto problema.
​
O estado que seja melhor na gestão dos professores e da sua carreira e saem todos a ganhar, porque não é a importar mais estrangeiros a receber salários de escravatura que o governo vai resolver isto, como tem tentado fazer no resto da economia.
Mas quem é que liga ao que esse fulano diz? Ele conseguiu dizer que não se lembrava se recebia 5 mil euros por mês da tecnoforma fora do ordenado. Depois desta amnésia, tudo o que disser vale zero…
Bem temos cerca de 2 milhões de alunos e de acordo com o sindicato temos 150 mil professores em greve . Dá 13 alunos por professor sendo que o objectivo é 30 ou 20 podíamos dizer que sim.
Guerras de números são sempre engraçadas.
Havia, mas já não há. Esse putígrafo não tem mais nada com que se entreter?
E eu subscrevo. Há muitos professores que não fazem um caralho e a avaliação, como é quantitativa e não qualitativa, só prolongam a continuidade desses professores, que prejudicam os alunos e prejudicam outros professores (quer seja no bem comum da qualidade de ensino, quer seja a outros professores com qualidade que não conseguem ser colocados).
Esta é apenas uma das várias perspetivas da afirmação do Rui Rio, Passos ou Crato.
Enquanto continuarmos com “a culpa é tua” nao vamos a lado nenhum. Parece mais importante arranjar culpados em vez de soluções.
Uma das minhas melhores decisões foi ter largado o ensino ao fim de 8 anos de serviço. Santo curso! Agora não recebo esmolas.
19 comments
Hoje aprendi que em 10 anos, não houve qualquer professor que tivesse ido para a reforma!
“Precisamos de ter menos professores porque temos menos crianças e menos turmas. Temos um sector público sobredimensionado.” 10 anos depois continua a ser verdade..
Mas calma que está toda a gente a ir embora.
interessante, em vez de diminuir o número de alunos por turma, melhorando as condições de ensino o objetivo do psd é diminuir o número de professores.
parece que querem uma população mal educada ou qualquer coisa assim.
E é verdade, só não há professores suficientes em áreas específicas como TIC em que os salários não são competitivos.
[Engraçado em como o PS tem chumbado todas as propostas que visam melhorar as condições de vida e trabalho dos professores](https://cnnportugal.iol.pt/professores/ps/ps-chumba-com-voto-isolado-diplomas-do-chega-pcp-be-e-livre-para-corrigir-carreiras-de-professores/20230120/63ca97ec0cf28f3e15c8430d), mas o BE decide apontar as armas ao PSD.
Mentalidade de quem vê a educação de qualidade como um “gasto”, é não como um dos melhores **investimentos** que um país pode fazer no seu próprio futuro.
Não digam mal do dom Sebastião do PSD porra
Todos os outros em 50 anos foram uma merda e uns ladrões só ele foi bom
Concordo plenamente. Os alunos (excluindo os que têm necessidades especiais) têm obrigação de ser um pouco mais autónomos e aprender a estudar fora da sala de aula. Há demasiada carga horária nas disciplinas em geral, e reduzi-la permitiria a cada professor cuidar de mais turmas.
Mais, há demasiadas disciplinas que não interessam ao menino jesus que só servem para encher horários e sugar dinheiros públicos com professores que não são necessários. Exemplos:
– Existe Cidadania e Desenvolvimento em dois ciclos diferentes porquê? Não chegava no terceiro ciclo?
– Porque é que ainda há Educação Visual no terceiro ciclo, uma disciplina que está prevista desde o primeiro ciclo?
– Porque é que existe Educação Tecnológica? Não se podia extinguir e integrar parte do currículo em Cidadania e Desenvolvimento (mesmo que fosse preciso aumentar a carga horária) e outra em TIC?
– Porque é que é obrigatório oferecer um complemento à educação artística no segundo ciclo? Não chegam a Educação Visual e Educação Musical, ambas de frequência obrigatória?
– O mesmo para o terceiro ciclo, com a agravante de ser obrigatório frequentar o complemento neste caso. O aluno por aqui já terá decidido se gosta de educação artística ou não, e deveria poder escolher frequentar ou não.
– É mesmo preciso ter Filosofia como componente geral e obrigatória no ensino secundário? Quem é que quis saber de Filosofia aos 16 anos?
– Não é antiquado demais obrigar as escolas a oferecer Educação Moral e Religiosa aos seus alunos?
Há muito por onde cortar…
O passos Coelho/Nuno Crato tinham o objectivo de ter como padrão 30 alunos por turma. Qualquer pessoa que tenha dado aulas sabe que isto é impraticável e que iria afectar negativamente de forma muitíssimo significativa o ensino público. Para mim 22 seria o ideal, mas aposto que já é pedir muito.
O problema é o mesmo com toda a função pública: a organização.
Acho que para os serviços públicos que temos, deveria ser consensual que o Estado gasta demasiado dinheiro.
Não estou com isto a querer dizer que deveriam baixar salários, antes pelo contrário.
O problema é mesmo a eficiência e o mau planeamento.
Onde está a mentira? Existem muitos professores? Sim, mas com maus horários (há demasiados professores a dar horários parciais) e há demasiados professores em área sem saída.
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Se o estado planeasse melhor e não abrisse tantas vagas para áreas sem futuro, sem esquecer na reforma antecipada para professores que não estavam abertas ao resto dos trabalhadores do privado, talvez não houvesse tanto problema.
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O estado que seja melhor na gestão dos professores e da sua carreira e saem todos a ganhar, porque não é a importar mais estrangeiros a receber salários de escravatura que o governo vai resolver isto, como tem tentado fazer no resto da economia.
Eu diria que o [Costa também o disse](https://poligrafo.sapo.pt/fact-check/antonio-costa-sugeriu-aos-professores-de-portugues-sem-colocacao-que-emigrem), mas se calhar sou só eu…
Mas quem é que liga ao que esse fulano diz? Ele conseguiu dizer que não se lembrava se recebia 5 mil euros por mês da tecnoforma fora do ordenado. Depois desta amnésia, tudo o que disser vale zero…
Bem temos cerca de 2 milhões de alunos e de acordo com o sindicato temos 150 mil professores em greve . Dá 13 alunos por professor sendo que o objectivo é 30 ou 20 podíamos dizer que sim.
Guerras de números são sempre engraçadas.
Havia, mas já não há. Esse putígrafo não tem mais nada com que se entreter?
E eu subscrevo. Há muitos professores que não fazem um caralho e a avaliação, como é quantitativa e não qualitativa, só prolongam a continuidade desses professores, que prejudicam os alunos e prejudicam outros professores (quer seja no bem comum da qualidade de ensino, quer seja a outros professores com qualidade que não conseguem ser colocados).
Esta é apenas uma das várias perspetivas da afirmação do Rui Rio, Passos ou Crato.
Enquanto continuarmos com “a culpa é tua” nao vamos a lado nenhum. Parece mais importante arranjar culpados em vez de soluções.
Uma das minhas melhores decisões foi ter largado o ensino ao fim de 8 anos de serviço. Santo curso! Agora não recebo esmolas.