Têm claramente mais literacia financeira e sabem que não se deve comprar coisas a crédito ^(/s)
Valores relevantes:
> Jovens até aos 30 anos constituem 30% da população residente em Portugal
> 19% dos créditos a habitação foram contratadas por jovens até 30 anos.
> Montante **mediano** subiu para 112k, ou seja, 50% dos contratos foram abaixo deste valor (e obviamente 50% foi acima).
Honestamente, confesso que estes valores são surpreendentes, mas pela positiva. Considerando os baixos salários e a subida do preço das casas assumi que o cenário fosse ainda mais extremo, pois existem aqui vários factores envolvidos:
– muita gente prefere viajar durante os seus 20s em vez dos 30s ou 40s
– É preciso acumular bastantes milhares para contratualizar um CH, pelo que conseguir isso nos primeiros anos de trabalho é de louvar.
– Muita gente só consegue comprar casa em casal, por vários motivos. O facto de existirem casais a comprar casa também dobra o seu poder de compra, sendo mais dificil para individuos solteiros comprar (e muita gente não tem relações para a vida nos seus 20s).
Dito isto, e mais uma vez reforçando que os preços das casas estão a subir mais que os salários… 19% dos novos créditos foram contratados por pessoas até aos 30, que constituem 30% da população? A discrepância deveria ser maior.
Um ponto relevante é que não parece haver distinção entre novos contratos e transferências de crédito, diria que isso é a razão do valor mediano ser de 112k para novos contratos em 2022.
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Estão cheios de pastel, compram tudo a pronto
Têm claramente mais literacia financeira e sabem que não se deve comprar coisas a crédito ^(/s)
Valores relevantes:
> Jovens até aos 30 anos constituem 30% da população residente em Portugal
> 19% dos créditos a habitação foram contratadas por jovens até 30 anos.
> Montante **mediano** subiu para 112k, ou seja, 50% dos contratos foram abaixo deste valor (e obviamente 50% foi acima).
Honestamente, confesso que estes valores são surpreendentes, mas pela positiva. Considerando os baixos salários e a subida do preço das casas assumi que o cenário fosse ainda mais extremo, pois existem aqui vários factores envolvidos:
– muita gente prefere viajar durante os seus 20s em vez dos 30s ou 40s
– É preciso acumular bastantes milhares para contratualizar um CH, pelo que conseguir isso nos primeiros anos de trabalho é de louvar.
– Muita gente só consegue comprar casa em casal, por vários motivos. O facto de existirem casais a comprar casa também dobra o seu poder de compra, sendo mais dificil para individuos solteiros comprar (e muita gente não tem relações para a vida nos seus 20s).
Dito isto, e mais uma vez reforçando que os preços das casas estão a subir mais que os salários… 19% dos novos créditos foram contratados por pessoas até aos 30, que constituem 30% da população? A discrepância deveria ser maior.
Um ponto relevante é que não parece haver distinção entre novos contratos e transferências de crédito, diria que isso é a razão do valor mediano ser de 112k para novos contratos em 2022.