(16/11/2021) ”Já não há pandemia”, diz o virologista Pedro Simas

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  1. As hospitalizações estão estáveis, as mortes estão a descer, os casos a subir lentamente, mas é preciso ter em conta a duplicação na testagem a redução na positividade. As doses de reforço estão em 21,5%, com mais de 75% nos mais velhos.

    A omicron até agora ainda não gerou um aumento da mortalidade em nenhum lado e apenas um pequeno nas hospitalizações na África do Sul. Mesmo que os boosters acelerem muito, a omicron deve ter capacidade de fazer duplicar os nossos casos diários, ou até triplicar, mas dando ser mais suave e o reforço na vacinação dos mais frágeis dificilmente as mortes duplicam dos valores atuais sequer. Devemos ter uma subida cada vez mais rápida dos casos durante os próximos 20 a 30 dias e depois uma descida rápida. As mortes de covid este inverno nem devem bater as piores gripes de anos recentes.

    A pandemia na fase aguda acabou, em termos de efeitos para a saúde física. Agora 10000 a 20 mil portugueses a apanharem covid (mais do que o número de casos oficiais) todos os dias durante janeiro pode ser muito danoso para a economia e saúde mental sem dúvida, mas não haver cenários de hospitais lotados ajudará a moderar o medo.

    Oxalá seja uma vaga rápida que passe depressa e juntamente com a imunidade de infeções anteriores e da vacinação de crianças e reforço leve a uma imunidade de grupo e baixas infeções até pelo menos o próximo inverno, onde já deve haver vacinas e tratamentos muito melhores em grande escala. A covid acabar é quase impossível mas talvez saiamos destes meses com a imunidade mais forte que nunca, e a covid mais fraca de sempre.

    Mesmo que esteja muito errado, é virtualmente impossível um cenário de 100-300 mortes diárias como em janeiro e fevereiro passado. Teriamos mesmo de nos infetar quase todos e ter a omicron a surpreender com mortes quase exclusivamente só 20 a 30 dias depois da infeção.

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