“Há dever de utilização do património”. Ministra da Habitação defende constitucionalidade de arrendamento obrigatório

28 comments
  1. Da próxima vez que passar por uma piscina privada desocupada num dia de calor vou lá colocar o tomatal de molho. Talvez me sirva do frigorífico desocupado e faça uma sandes..

  2. “Dever de utilização “!? Esta gente está passada da cabeça. Que coisa tão descabida e sem qualquer apoio legal. Eles inventam as coisas à medida que vão andando. Falam sem o menor conhecimento e com total descaramento. É insultuoso.

  3. E os edificios publicos que nao sao utilizados?

    Nao contam.

    Carrega no tugao que o gajo é resiliente!!!

  4. Então e aquelas casas devolutas (e terrenos já agora) que estão às voltas em processos de partilhas e heranças? O Estado vai dar um empurrãozinho aos tribunais para desentupir esses temas? Vai “falar” com os proprietários que já se encontram no além?

    É que conheço várias situações desde género, em que há património parado porque os herdeiros (ou até herdeiros de herdeiros) não se entendem.

    E o que é que impede alguém com uns trocados disponíveis no bolso de ir a correr comprar um imóvel devoluto e depois ficar à espera que o Costa pague as obras de reabilitação e ponha a casa a arrendar? Está aqui uma excelente oportunidade de negócio em frente aos nossos narizes? 😂

    Com tantas exclusões e situações bicudas para resolver, aposto que este tema (se avançar) vai acabar em meia dúzia de casas de luxo em Lisboa, que vão curiosamente ser arrendadas a amigos e/ou familiares da malta do costume 😉

  5. A entrevista que ela deu ao Daniel Oliveira é surreal.

    Tudo resumido: fazer isto e aquilo e depois logo se vê como resulta, o que importa é a intenção.

    Hei-de passar a fazer o mesmo no meu trabalho.

  6. >“Há dever de utilização do património”

    Sou a favor de estender o mesmo conceito inovador a outras áreas, porque ficar pelo imobiliário?

    O meu vizinho tem um ferrari na garagem, vou dar uma voltinha um dia destes … outro tem uma piscina, no verão vou lá dar um mergulho. O mais escandaloso é o meu primo que tem uma PS5 e mal usa … /s

  7. Segundo a CS, o Costa tem duas que entram no saco. Mas algo me diz que essas nunca serão sorteadas quando for altura. /redditshrug

  8. Independentemente da medida polémica (no mínimo), isto vai ser daquelas medidas onde a “montanha pariu um rato”. Fala-se que casas de férias, casas de imigrantes, casas de idosos em lares, por exemplo, estarão isentas desta medida.

    A isto juntado casas ainda em processos legais de partilhas de herança, casas que pertencem a grupos de investimento (pois o “asset” desses grupos são as habitações) e a bancos, pergunto, de quantos imóveis estamos a falar na realidade, que serão afetados por esta medida? Será que o Estado, nomeadamente o gabinete da Ministra da Habitação é capaz de avançar com um número real?

    Estou sinceramente interessado em saber de quantas casas estamos realmente a falar, 100, 1000, 10000 ?

    A mim parece-me sinceramente mais uma daquelas medidas populistas do PS, para “resolver” o problema da habitação (que é real), mas no final o impacto real será pouco ou nenhum.

  9. Ela percebe tanto disto como eu de plantação de abacaxi. Há sim dever de utilização do património, do Estado! Primeiro utiliza o que já tens, depois vai ‘roubar’ o dos outros. Mas como boa xuxalista que és vais primeiro ao bolso dos contribuintes, sejam eles senhorios ou não.

  10. Se quiserem dar-me os 100.000.00 € que custa para recuperar uma casa velha minha de herança, por mim tudo bem.

  11. Diz o Luís Serpa:

    Vai por aí grande agitação por causa das «medidas» de Costa para a «Habitação». (As duas entre aspas por motivos diferentes.)

    Devia ser mais ou menos óbvio para toda a gente que se agita que Costa está tão interessado em resolver o problema da habitação como eu o dos espermatozóides que se perdem nas masturbações: nada. Costa está interessado em desviar as atenções da merda em que está o país e escolheu a «habitação» porque é um alvo fácil e do estado calamitoso do qual pode facilmente atribuir as culpas a tudo menos a ele: alojamento local, vistos gold, apartamentos devolutos, etc. Se tivesse dedicado o mesmo fogo de artifício à saúde, à justiça, à educação, aos impostos, à corrupção, à burocracia – isto é, ao estado calamitoso em que se encontra todo o país e não só um sector – o efeito seria menor porque teria de apontar as bateris a si próprio e ao governo a que preside.

    Vamos ver o que fica desta saraivada quando o barulho passar? Nada. E ainda bem. Estas «medidas» parece terem saído do cérebro de um estudante numa escola para deficientes cognitivos.

  12. O que mais entristece é a quantidade de gente que aplaude estas medidas. Em Portugal puxa-se muito para baixo. A mentalidade é invejar quem tem mais e não almejar ter mais. A propriedade privada devia ser sagrada e intocável, e as medidas a tomar deviam recair sobre incentivar ao máximo os proprietários e penalizá-los de outra forma, nunca sendo o Estado a tomar posse administrativa. Isto devia ser uma linha vermelha. Hoje é a casa, amanhã pode ser o quarto, o carro ou o aquecedor. É uma questão de princípio.

  13. Na prática, esta medida tal como 99% das medidas populistas do actual regime, não vão ter qualquer tipo de benefício para o povo. Se realmente eles quisessem resolver o problema da habitação haveria 2 caminhos mais simples. 1. Melhorar as condições para o senhorio, em vez de só beneficiar o inquilino, reduzindo impostos para atrair mais senhorios e acima de tudo, reduzindo toda a burocracia existente no sector. 2. Fazer um inventário de todos os imóveis do estado, saber quais estão a ser utilizados, saber o estado de conservação de cada imóvel, e se possível, adaptar os imóveis para poder rentabilizar os recursos existentes. Não tendo de pagar os impostos associados, o estado conseguiria entrar no mercado de forma competitiva e assim baixar os valores praticados pelo mercado.

    As 2 soluções parecem diferentes, mas na verdade o objetivo é o mesmo, aumentar a oferta para reduzir preços.

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