Eu vejo quase todos os dias que o autocarro/navegante está a vencer 1-0 ao carro/combustível, ainda não actualizaram aquilo afinal, andam a induzir as pessoas a erro. Todos sabemos que a escolha magia rápida é o autocarro /s
Pela curiosidade. Existe algum site onde seja possível ter uma estatística aproximada da população que anda de automóvel vs. os que andam de transportes? Sei que no interior o automóvel ganha por motivos óbvios, mas gostaria de ver de uma forma mais abrangente.
Ontem, não foi feriado, mas os comboios estavam fechados.
*surprised pikachu* Em Portugal, não investem nos transportes porque “ninguém” os usa, mas esquecem-se que se os transportes forem uma merda ninguém os vai usar.
E em Portugal, os transportes ferroviários fazem greve semana-sim, semana-não. Em Portugal, transportes em hora de ponta aparecem de 30 em 30 minutos ou de hora a hora.
Para surpresa de ninguém olhando para a orografia e total desorganização territorial e urbanística.
Para surpresa de quem? Basta ver as Infraestruturas em Portugal, feitas para carros e a mentalidade dos condutores que odeiam(irracionalmente) outro tipo de transporte
Para o trabalho, de automóvel: quinze minutos, sempre a andar, nem semáforos apanho, só uma rotunda.
Para o trabalho, de transportes: dez minutos a pé até à estação da CP. Dez minutos à espera, a apanhar chuva porque a plataforma não protege. Comboio atrasado, mais dez minutos. Comboio chega, sardinha em lata, alguém decide partilhar a sua música preferida em altos berros para toda a carruagem ouvir. Duas paragens depois, alguém entra a falar aos altos berros ao telemóvel, como percebe que a música não deixa ouvir bem, fala ainda mais alto. Mais duas paragens depois, alguma coisa aconteceu e o comboio não sai da plataforma, aguarda pelo comboio seguinte que também vem a abarrotar, e que ainda vai ter de levar mais passageiros que o normal. Chega meia hora atrasado ao destino, ainda tem de apanhar autocarro, que misteriosamente, sem qualquer explicação, não aparece. Quinze minutos à espera do autocarro seguinte, mais dez minutos porque todos os passageiros estão a reclamar com o condutor que não tem culpa nenhuma do colega anterior não ter aparecido. Mais sardinha em lata. Mais música de gosto duvidoso, e que inclui letras de rebaixar as mulheres e mostrar quem é que manda. Mais chamadas ao telemóvel em altos berros, incluindo lágrimas e ranho à mistura. Chove ainda mais lá fora, o que a) entope o trânsito, porque houve acidente, e b) faz lembrar que ainda tem uma caminhada de mais dez minutos pela frente da paragem até ao trabalho, onde chega encharcado e atrasado e tem de levar com as bocas do chefe, para quem problemas com transportes não são desculpa. Saia mais cedo, assim evita esses problemas, diz ele, ignorando que a) à custa dos transportes chegou atrasado hora e meia, e que talvez não seja muito humano pedir para sair de casa com mais hora e meia de antecedência, e b) tão cedo nem sequer há carreiras de autocarros, portanto não vale a pena. O atraso é descontado do salário, claro.
No dia a seguir, repete.
Tudo isto pode ter sido, ou não, inspirado em histórias verídicas.
Porque é o único transporte que me deixa viver o dia a dia sem ter que fazer um horário para rentabilizar o meu tempo com o dos transportes públicos.
Digo isto estando desempregado, por isso até podia perder 4h do meu dia para ir ao supermercado. Se estou disposto a fazê-lo é outra história.
90% das viagens que faço poderiam apenas ser feitas por automóvel. Os restantes 10, provavelmente demorariam-me 2 ou 3 vezes mais… se ninguém fizesse greve
Com muita pena minha. Se há coisa que eu sinto falta de Munique, é uma rede de transportes a sério. Infelizmente utilizo diariamente o carro porque trabalho fora da cidade (se bem que quando trabalhava dentro, a coisa não era muito melhor).
Enquanto o percurso de carro demorar 15 minutos e o equivalente de transportes uma hora, assim continuará.
Porque será?
Ainda ontem tentei apanhar o Regional até Campanhã, porque tem menos estações, já prevendo atrasos por causa da greve (se bem que não é desculpa, já que chegam sempre atrasados…). Mal cheguei à estação estava a dar o alerta de que o comboio estava atrasado mais de 30 minutos. Solução: entrar no carro e ir diretamente até Campanhã, mesmo tendo de pagar portagens porque o patrão não perdoa. Sou apologista dos transportes públicos, mas neste país é praticamente impossível ter de trabalhar e não ter carro próprio.
Com os transportes que se tem à disposição, claro que o transportes público não é uma alternativa 
Pois preciso de um veículo próprio e locomovido a motor para fazer horários rotativos.
Não há comboios nas horas que os meninos estão a dormir e bem que era mais confortável regressar de comboio a casa depois do turno da noite.
Havia de ser o quê, riquexó?
O carro não faz greve nem te deixa à espera durante 1 hora
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Eu vejo quase todos os dias que o autocarro/navegante está a vencer 1-0 ao carro/combustível, ainda não actualizaram aquilo afinal, andam a induzir as pessoas a erro. Todos sabemos que a escolha magia rápida é o autocarro /s
Pela curiosidade. Existe algum site onde seja possível ter uma estatística aproximada da população que anda de automóvel vs. os que andam de transportes? Sei que no interior o automóvel ganha por motivos óbvios, mas gostaria de ver de uma forma mais abrangente.
Ontem, não foi feriado, mas os comboios estavam fechados.
*surprised pikachu* Em Portugal, não investem nos transportes porque “ninguém” os usa, mas esquecem-se que se os transportes forem uma merda ninguém os vai usar.
E em Portugal, os transportes ferroviários fazem greve semana-sim, semana-não. Em Portugal, transportes em hora de ponta aparecem de 30 em 30 minutos ou de hora a hora.
Para surpresa de ninguém olhando para a orografia e total desorganização territorial e urbanística.
Para surpresa de quem? Basta ver as Infraestruturas em Portugal, feitas para carros e a mentalidade dos condutores que odeiam(irracionalmente) outro tipo de transporte
Para o trabalho, de automóvel: quinze minutos, sempre a andar, nem semáforos apanho, só uma rotunda.
Para o trabalho, de transportes: dez minutos a pé até à estação da CP. Dez minutos à espera, a apanhar chuva porque a plataforma não protege. Comboio atrasado, mais dez minutos. Comboio chega, sardinha em lata, alguém decide partilhar a sua música preferida em altos berros para toda a carruagem ouvir. Duas paragens depois, alguém entra a falar aos altos berros ao telemóvel, como percebe que a música não deixa ouvir bem, fala ainda mais alto. Mais duas paragens depois, alguma coisa aconteceu e o comboio não sai da plataforma, aguarda pelo comboio seguinte que também vem a abarrotar, e que ainda vai ter de levar mais passageiros que o normal. Chega meia hora atrasado ao destino, ainda tem de apanhar autocarro, que misteriosamente, sem qualquer explicação, não aparece. Quinze minutos à espera do autocarro seguinte, mais dez minutos porque todos os passageiros estão a reclamar com o condutor que não tem culpa nenhuma do colega anterior não ter aparecido. Mais sardinha em lata. Mais música de gosto duvidoso, e que inclui letras de rebaixar as mulheres e mostrar quem é que manda. Mais chamadas ao telemóvel em altos berros, incluindo lágrimas e ranho à mistura. Chove ainda mais lá fora, o que a) entope o trânsito, porque houve acidente, e b) faz lembrar que ainda tem uma caminhada de mais dez minutos pela frente da paragem até ao trabalho, onde chega encharcado e atrasado e tem de levar com as bocas do chefe, para quem problemas com transportes não são desculpa. Saia mais cedo, assim evita esses problemas, diz ele, ignorando que a) à custa dos transportes chegou atrasado hora e meia, e que talvez não seja muito humano pedir para sair de casa com mais hora e meia de antecedência, e b) tão cedo nem sequer há carreiras de autocarros, portanto não vale a pena. O atraso é descontado do salário, claro.
No dia a seguir, repete.
Tudo isto pode ter sido, ou não, inspirado em histórias verídicas.
Porque é o único transporte que me deixa viver o dia a dia sem ter que fazer um horário para rentabilizar o meu tempo com o dos transportes públicos.
Digo isto estando desempregado, por isso até podia perder 4h do meu dia para ir ao supermercado. Se estou disposto a fazê-lo é outra história.
90% das viagens que faço poderiam apenas ser feitas por automóvel. Os restantes 10, provavelmente demorariam-me 2 ou 3 vezes mais… se ninguém fizesse greve
Com muita pena minha. Se há coisa que eu sinto falta de Munique, é uma rede de transportes a sério. Infelizmente utilizo diariamente o carro porque trabalho fora da cidade (se bem que quando trabalhava dentro, a coisa não era muito melhor).
Enquanto o percurso de carro demorar 15 minutos e o equivalente de transportes uma hora, assim continuará.
Porque será?
Ainda ontem tentei apanhar o Regional até Campanhã, porque tem menos estações, já prevendo atrasos por causa da greve (se bem que não é desculpa, já que chegam sempre atrasados…). Mal cheguei à estação estava a dar o alerta de que o comboio estava atrasado mais de 30 minutos. Solução: entrar no carro e ir diretamente até Campanhã, mesmo tendo de pagar portagens porque o patrão não perdoa. Sou apologista dos transportes públicos, mas neste país é praticamente impossível ter de trabalhar e não ter carro próprio.
Com os transportes que se tem à disposição, claro que o transportes público não é uma alternativa 
Pois preciso de um veículo próprio e locomovido a motor para fazer horários rotativos.
Não há comboios nas horas que os meninos estão a dormir e bem que era mais confortável regressar de comboio a casa depois do turno da noite.
Havia de ser o quê, riquexó?
O carro não faz greve nem te deixa à espera durante 1 hora