Estado tem mais de 4 mil prédios ao abandono e sem utilização

14 comments
  1. “apesar de o Estado ser o maior proprietário de casas vazias, avança com um pacote de medidas que obriga os privados a arrendarem imóveis desocupados”

    António Costa devia explicar este comportamento.

  2. Isto é muito simples. O governo apenas tem de criar uma lei contrária à sua proposta, que vai obrigar os privados a fazer obras e alugar.

  3. 4 mil prédios abandonados? É melhor atropelar mais uns direitos dos privados e aumenta a lista de prédios abandonados do estado.

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    Faz lembrar o caso de um tipo que ficou sem o carro uns anos, enquanto estava a decorrer um processo do estado contra dele, o governo usou o carro dele enquanto o processo decorria e no final entregaram-lhe o carro (3-4 anos mais tarde) e uma conta para ele pagar pelos pneus, revisões e afins que foram feitas no carro dele. É este o país que temos.

  4. Oh. Só 4000? Isso é pouco. Vamos minar ainda mais o direito à propriedade privada e já tratamos disso…

  5. Para quem não leu a noticia (a maioria dos comentários), um resumo:

    – dos mais de 4 mil, mais de 3 mil já estão em estão em projeto ou
    empreitada.
    – Dos restantes mais de mil: “serão promovidos pelo IHRU ou pelos
    municípios em que estão localizados.”

    – Alguns exemplos que o artigo dá, já estão anunciados há pouco mais de um ano que iam ser para habitação acessível: https://www.portugal.gov.pt/pt/gc22/comunicacao/comunicado?i=oito-imoveis-da-defesa-vao-ser-convertidos-para-habitacao-acessivel

    – Muitos dos imóveis acabam por ter as seguinte tipologias: “casas de magistrados (apartamentos em prédios localizados na sua maioria em vilas do Interior do País), antigas escolas primárias, que foram encerrando nos últimos anos, casas de funções, casas florestais, moradias, garagens, armazéns, lojas comerciais e terrenos rústicos.”

    Do que me parece, muitos dos imóveis vão estar em zonas que tem pouca necessidade de habitação acessível (pequenas vilas do interior). Dos que estão em desuso em zonas que são precisos, já estão em marcha obras.

    Outra coisa que o artigo diz e ajuda a colocar em perspetiva, existem 723 mil imóveis privados sem uso, dos quais 375k não estavam nem para venda nem arrendamento, muitos dos quais por falta de condições de habitação. Creio que nestes 375k é que o estado quer poder intervir e colocar no mercado.

  6. Por um lado, não entendo muito bem a indignação. O partido tem “socialista” no nome. Está a fazer jus ao nome. Socialismo é isto: a propriedade é privada enquanto o Estado deixar. A maioria dos eleitores decidiu que queria mais disto. Eles estão a cumprir. Não crítico o partido por ser coerente. Crítico o povo por querer desenvolvimento e achar que ele pode ser atingido com políticas socialistas, que já deram mais que provas desde há décadas, em diferentes pontos do globo, que não funcionam.

  7. Para os entendidos de advocacia, haverá alguma base sustentável para exigir que todos os portugueses sejam “indemnizados” pela falta de coerência nas regras impostas, tendo em conta esta informação?

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