Internato médico fica com vagas por preencher. A nova geração de médicos “não quer ser escravizada” no SNS

14 comments
  1. Com médicos fala-se em “escravos”, na hotelaria fala-se que os portugueses não querem trabalhar e por isso têm de vir imigrantes…

    C1 crl…

    A comunicação Social é simplesmente nojenta…

  2. Imigração é a solução… Não é o que patrões, gestores, políticos, diriam se fosse noutro setor que não o da saúde? Trabalhar longas horas por pouco dinheiro é perfeitamente aceitável se trabalhares na indústria, restauração ou hotelaria.

  3. vou só deixar aqui um exemplo básico para o céticos desta questão:

    – é extremamente normal haverem hospitais que colocam médicos internos como estes fresquinhos ainda só com um ano de experiência geral (ano comum, onde “experimentam” todas as especialidades) a fazer turnos noturnos de urgência sozinhos ou numa equipa extremamente descompensada.

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    é ilegal porque supostamente têm que haver um especialista mas por vezes dão a volta à situação, o classico: mete um interno mais velho a trabalhar como especialista.

    é mau para o médico que se sente desamparado pois ainda se está a habituar mas tem a mesma responsabilidade moral e ética de outro médico qualquer.

    e por fim é mau para os utentes que podem ser mal avaliados ou ter consequências graves, não pela má vontade dos profissionais disponíveis mas pela falta de recursos que obriga a riscos desnecessários.

  4. Estamos a passar por uma fase em que claramente é a mão-de-obra quem está na mó de cima e ainda bem. Pode ser que a cultura laboral de merda que impera neste país mude.

  5. Parece que nessa sub a palavra escravo é tão banal que significa apenas receber pouco salário. Receber pouco não é ser escravo. Ser escravo é ser propriedade de outra pessoa sem direito algum sobre a própria vida e o próprio corpo na condição mais desumanizante que há. Não banalizem esse vocábulo. Escravos de verdade existem mundo afora.

  6. E vão ficar cada vez mais vagas por preencher. O SNS paga mal, mas pior é o resto: fazes mais 20 ou 30h/semana que não são pagas, o ambiente de trabalho nos hospitais de Lisboa anda pelas horas da morte, bulying e assédio laboral constante por parte das hierarquias superiores que também elas andam mortinhas por sair do SNS, depois tens os utentes a insultarem-te porque estão há 10 horas à espera no SU. Sacrificar a saúde mental e a vida familiar por 1150/1200 euros, mais vale emigrar ou mudar de profissão na minha opinião.

  7. Sou a única que fica horrorizada de haver médicos/enfermeiros a fazer turnos de 12, 18, 24 horas??

    É uma carga horária brutal para qualquer comum mortal e já se sabe que a falta descanso potencia o erro, em profissões cujos erros podem resultar em morte ou dano grave a outrem, acho mesmo horrível e perigoso…

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