A maior parte fica por preencher em Lisboa, o que é também indicador da falta de qualidade de vida na região.
Com médicos fala-se em “escravos”, na hotelaria fala-se que os portugueses não querem trabalhar e por isso têm de vir imigrantes…
C1 crl…
A comunicação Social é simplesmente nojenta…
A corda finalmente partiu… Estava a ver que não
Imigração é a solução… Não é o que patrões, gestores, políticos, diriam se fosse noutro setor que não o da saúde? Trabalhar longas horas por pouco dinheiro é perfeitamente aceitável se trabalhares na indústria, restauração ou hotelaria.
Parece que afinal é útil mais um curso de medicina na Católica…
vou só deixar aqui um exemplo básico para o céticos desta questão:
– é extremamente normal haverem hospitais que colocam médicos internos como estes fresquinhos ainda só com um ano de experiência geral (ano comum, onde “experimentam” todas as especialidades) a fazer turnos noturnos de urgência sozinhos ou numa equipa extremamente descompensada.
​
é ilegal porque supostamente têm que haver um especialista mas por vezes dão a volta à situação, o classico: mete um interno mais velho a trabalhar como especialista.
é mau para o médico que se sente desamparado pois ainda se está a habituar mas tem a mesma responsabilidade moral e ética de outro médico qualquer.
e por fim é mau para os utentes que podem ser mal avaliados ou ter consequências graves, não pela má vontade dos profissionais disponíveis mas pela falta de recursos que obriga a riscos desnecessários.
Gostava de poder ler o artigo mas não tenho assinatura do observador 🙁
Estamos a passar por uma fase em que claramente é a mão-de-obra quem está na mó de cima e ainda bem. Pode ser que a cultura laboral de merda que impera neste país mude.
Parece que nessa sub a palavra escravo é tão banal que significa apenas receber pouco salário. Receber pouco não é ser escravo. Ser escravo é ser propriedade de outra pessoa sem direito algum sobre a própria vida e o próprio corpo na condição mais desumanizante que há. Não banalizem esse vocábulo. Escravos de verdade existem mundo afora.
Juventude pouco resiliente esta
E vão ficar cada vez mais vagas por preencher. O SNS paga mal, mas pior é o resto: fazes mais 20 ou 30h/semana que não são pagas, o ambiente de trabalho nos hospitais de Lisboa anda pelas horas da morte, bulying e assédio laboral constante por parte das hierarquias superiores que também elas andam mortinhas por sair do SNS, depois tens os utentes a insultarem-te porque estão há 10 horas à espera no SU. Sacrificar a saúde mental e a vida familiar por 1150/1200 euros, mais vale emigrar ou mudar de profissão na minha opinião.
Sou a única que fica horrorizada de haver médicos/enfermeiros a fazer turnos de 12, 18, 24 horas??
É uma carga horária brutal para qualquer comum mortal e já se sabe que a falta descanso potencia o erro, em profissões cujos erros podem resultar em morte ou dano grave a outrem, acho mesmo horrível e perigoso…
14 comments
Enfim, geração sem resiliência 😒
A maior parte fica por preencher em Lisboa, o que é também indicador da falta de qualidade de vida na região.
Com médicos fala-se em “escravos”, na hotelaria fala-se que os portugueses não querem trabalhar e por isso têm de vir imigrantes…
C1 crl…
A comunicação Social é simplesmente nojenta…
A corda finalmente partiu… Estava a ver que não
Imigração é a solução… Não é o que patrões, gestores, políticos, diriam se fosse noutro setor que não o da saúde? Trabalhar longas horas por pouco dinheiro é perfeitamente aceitável se trabalhares na indústria, restauração ou hotelaria.
Parece que afinal é útil mais um curso de medicina na Católica…
vou só deixar aqui um exemplo básico para o céticos desta questão:
– é extremamente normal haverem hospitais que colocam médicos internos como estes fresquinhos ainda só com um ano de experiência geral (ano comum, onde “experimentam” todas as especialidades) a fazer turnos noturnos de urgência sozinhos ou numa equipa extremamente descompensada.
​
é ilegal porque supostamente têm que haver um especialista mas por vezes dão a volta à situação, o classico: mete um interno mais velho a trabalhar como especialista.
é mau para o médico que se sente desamparado pois ainda se está a habituar mas tem a mesma responsabilidade moral e ética de outro médico qualquer.
e por fim é mau para os utentes que podem ser mal avaliados ou ter consequências graves, não pela má vontade dos profissionais disponíveis mas pela falta de recursos que obriga a riscos desnecessários.
Gostava de poder ler o artigo mas não tenho assinatura do observador 🙁
Estamos a passar por uma fase em que claramente é a mão-de-obra quem está na mó de cima e ainda bem. Pode ser que a cultura laboral de merda que impera neste país mude.
Parece que nessa sub a palavra escravo é tão banal que significa apenas receber pouco salário. Receber pouco não é ser escravo. Ser escravo é ser propriedade de outra pessoa sem direito algum sobre a própria vida e o próprio corpo na condição mais desumanizante que há. Não banalizem esse vocábulo. Escravos de verdade existem mundo afora.
Juventude pouco resiliente esta
E vão ficar cada vez mais vagas por preencher. O SNS paga mal, mas pior é o resto: fazes mais 20 ou 30h/semana que não são pagas, o ambiente de trabalho nos hospitais de Lisboa anda pelas horas da morte, bulying e assédio laboral constante por parte das hierarquias superiores que também elas andam mortinhas por sair do SNS, depois tens os utentes a insultarem-te porque estão há 10 horas à espera no SU. Sacrificar a saúde mental e a vida familiar por 1150/1200 euros, mais vale emigrar ou mudar de profissão na minha opinião.
Sou a única que fica horrorizada de haver médicos/enfermeiros a fazer turnos de 12, 18, 24 horas??
É uma carga horária brutal para qualquer comum mortal e já se sabe que a falta descanso potencia o erro, em profissões cujos erros podem resultar em morte ou dano grave a outrem, acho mesmo horrível e perigoso…
Reverso da medalha. Ta a ficar bonito