É isto que se anda a ensinar nas faculdades portuguesas?

33 comments
  1. Gosto da parte onde admite que paga aos trabalhadores em último.

    Aqueles que realmente trabalham e criam a riqueza, para esta criatura, ficam em último.

  2. Para economista, o gajo parece-me um bocado estúpido… onde será que ele comprou o PhD?

    Apesar de concordar que quem arrisca deve ser bem compensado, não há ordem de compensação ou as coisas não funcionam. Todos adicionam valor e como tal todos recebem ao mesmo tempo. A proporção pode ser diferente e nem sempre será devido à produtividade mas sim ao impacto de substituir a pessoa. Muitos gestores podem ser substituídos ou até removidos sem grande impacto. Por vezes substituir alguém num posto técnico é extremamente mais caro.

    Quanto aos accionistas… não são grande espingarda se querem tirar dinheiro da empresa. Eu prefiro ver empresas que enfiam o lucro de volta no crescimento da empresa do que deitar o dinheiro ao lixo em forma de impostos e dádivas aos accionistas. Qualquer pessoa com dois olhos na testa percebe isto, mas se calhar não fazia parte do PhD dele e como tal ele não sabe.

    Claro que o lucro não pode ser diabolizado porque todos somos movidos por ele, mas há que ser inteligente em maximizá-lo e ele não me parece ser capaz disso.

  3. O reflexo do patronato português, na volta ainda mandam os empregados para a manifestação no lugar deles.

  4. Como se os empresários fizessem alguma coisa sem trabalhadores…

    É uma relação de cooperação. E pode haver reivindicações válidas de cada lado.

    Dizer que só uma parte é responsável pelo sucesso é só parvo.

    Quantas sugestões de melhoria devem ter sido dadas pelos trabalhadores e um gestor decidiu aceitar porque percebeu que aumentaria a produtividade. Para estes empresários só fica o aumento da produtividade da empresa, não o valor do trabalhador.

  5. Economia é uma ciência social que se vai moldando mediante a ideologia vigente nos círculos académicos e empresariais, o comentário deste jovem liberal e dinâmico trata-se de um simples reflexo disso.

  6. Comentários de um gajo que nunca trabalhou um dia na vida.

    Obviamente que um país precisa de um
    Tecido empresarial forte mas não a conta de uma total exploração da sua força de trabalho.

    Há gajos muito imbecis

  7. Ok, eu pensava que o capitalismo e o mercado livre eram baseados na ideia de que cada um pode tentar obter o máximo de rendimento e o melhor para si?

    Ou seja, um empresário deve tentar obter o máximo de lucro possível, tudo bem, mas seguindo essa ideia, um trabalhador também deve tentar obter o melhor salário e as melhores condições possíveis, se o empresário deve procurar sempre oportunidades de aumentar as vendas e reduzir os custos o trabalhador deve procurar sempre mais salário e regalias, e algures entre os vários interesses o mercado há de atingir um equilíbrio.

    Essa ideia de que o rendimento deve ir passando por cada “casta” até chegar aos trabalhadores que devem esperar calados parece-me mais uma espécie de feudalismo, em que cada individuo tem um lugar na ordem social e tem de se conformar com isso. Ou pelo menos parece-me anti-capitalista e anti-mercado livre.

    Outra ideia bizarra dele, a separação entre empresários, gestores, e trabalhadores, um gestor não deveria ser também um trabalhador? Ou ele está a dizer que um gestor não trabalha na sua posição? Para ele o empresário e o gestor são uma espécie de nobreza criada por um “direito divino”?

    E curioso também como o empresário é “quem arrisca”, os acionistas não têm algo investido na empresa também? Os trabalhadores não arriscam ficar sem emprego e rendimentos se a empresa fechar?

  8. O tipo dá aulas de economia e nem sabe a definição correta de produtividade. É isto a “meritocracia”, filhotes. E já agora, a produtividade – na aceção geral do termo que Dom Fuas usa aqui, não na aceção do termo em economia – tem disparado nas últimas décadas. Os salários e poder de compra? Estagnados. Para além de burro, é mentiroso.

  9. “Bons salários devem-se aos empresários que aspiram por empresas fortes, robustas, capitalizadas e que dão lucro”

    Sim, porque o resto das pessoas que lá andam não fazem nada, estão lá só para receber o ordenada graças à benevolência dos nossos angélicos empresários.

    É sempre a mesma conversa quando os trabalhadores querem aumentos, a empresa tem lucros recorde, mas as coisas estão dificeis de mais para dar um aumento, ou o aumentod e produtividade não chegou para aumentar os trabalhadores. Os empresários muitas vezes independentemente do que se passa parecem sempre ganhar bónus e prémios avultados ano após ano, e ainda vêm arrotar postas de pescada.

  10. Os poucos Ruis Nabeiros que temos vão-nos deixando…

    …e nós vamos ficando com estes 🤷🏻‍♂️.

    Aonde é que isto correu mal?

  11. O que eu acho curioso é que estes liberais que odeiam o malvado Estado Opressor são sempre os primeiros a [chorarem](https://www.tsf.pt/portugal/sociedade/quem-tem-um-sorriso-e-duas-maozinhas-para-levar-pratos-ja-serve-14983396.html) para o Estado lhes fornecer mão de obra barata para explorar.

    Se são apologistas fervorosos do mercado livre meritocrático era de esperar que respondessem à falta de trabalhadores com um aumento de salários e condições de trabalho…

    Curioso não é?

    Socialismo para mim, Capitalismo para vocês…

  12. Há muito chupa pilas no LinkedIn que quer agradar/chamar a atenção a figuras com X ideologia laboral.

    O medo de ser controverso apodera-se da individualidade.

    *Edit: Aquele (PhD) – “As pessoas chamam-me PhD”*

  13. Distribuição dos lucros segundo Jalles III, consumando as palavras de De Botton, XI de seu nome:

    Quando uma empresa facturar milhões de lucros, deverás distribuir os mesmos pelo patronato que tanto arriscou ao herdar a fortuna e os negócios do Pai. Depois de satisfeitas as necessidades do patronato, que tanto precisa por causa de tamanho risco, deverás honrar esses anónimos acionistas que bastante se sujeitaram a perder por investir, de plena consciência, na compra de umas percentagens de um valor imaterial. Vistas assim cumpridas tais obrigações, distribuirás os restantes dividendos pelos gestores que pelo amor ao filho do Pai geriram com tamanho louvor a empresa, impedindo a falha da mesma, possibilitando assim o sucesso do Pai, do filho e dos acionistas, indispensáveis nesta matéria. Cumpridas as celebrações, ao sétimo dia, espalharás as sobras pelos labutadores, que apesar de demónios e aproveitadores, quis o filho do Pai que não fossem esquecidos e mostrar que a todas as almas, sobretudo as perdidas devem ser dadas oportunidades de redenção. Mesmo que sejam caídas na ingratidão.

    Palavra do CEO:

    Estágios não remunerados.

  14. “É desta forma que Filipe de Botton apresenta o pai no site da empresa cuja liderança recebeu das mãos do pai quando este cumpriu 76 anos e decidiu que era tempo de passar o testemunho.” Eu quero é que o filipe de botton vá para o caralho.

  15. >(…) a reinvidicar melhores salários em contrapartída de nada! (…) será que não sabem que estes devem e têm de estar alinhados/aliados/ligados à produtividade?

    Hehehhe a productividade aumentou bastante apenas nos últimos 10 anos e os sálarios nem um décimo desse aumento igualou. Em contrapartida, os capitalistas/CEOs/chefes, etc. trabalham cada vez menos e ganham cada vez mais.

  16. Ou é parvo ou age de má fé. Qualquer uma das opções são graves para alguém que aparentemente ensina economia.

    Os salários em capitalismo não estão alinhados com a produtividade e é precisamente esse um dos problemas que precisa de ser resolvido. Há 0 pressão em capitalismo para aumentar salários à medida que a produtividade aumenta. A pressão para reduzir salários, no entanto, está lá sempre porque o lucro é o factor decisivo.

    Em capitalismo os salários são conforme aquilo que se consegue pagar por alguém/quão substituível alguém é. É um mercado.

    Ao longo dos anos os salários e a produtividade têm ficado cada vez mais desalinhados (em capitalismo isto é optimização).

    Pá podem ser capitalistas à vontade mas sejam honestos ou entendam de uma vez por todas aquilo em que dizem acreditar.

  17. Nos últimos anos tive o prazer de conhecer muita gente de sucesso na vertente de negócios a nível internacional. De forma alguma consigo identificar os mesmos com este típico jovem anexado a títulos e universidades, para não dizer à sua própria gravata da foto do LinkedIn, que acabam por se revelar, ou melhor, reduzir cada vez que escrevem um post daquele tipo. Muitos jovens tugas aprendem desde cedo que o que importa é sorriso falso, espezinhar, tentar cargos públicos ou virar cassetes nas faculdades, e no final é mesmo isso que acabam por adoptar como sucesso. Pelo contrário, um dos meus melhores amigos esteve envolvido em parcerias importantíssimas de marcas/aplicações que usamos todos os dias, e se há coisa que nunca o vi fazer foi escrever posts politizados nas redes, ou depreciar outros empresários (ou qualquer força de trabalho), ou usar palavras como tolos ou falar de produtividade. É antes uma pessoa que se tenta distanciar de política, que valoriza os outros (sobretudo os relacionamentos), que se “mexe” bem independentemente do contexto de capital em que se encontra sem partir para a critica desenquadrada, que prioriza honestidade com os clientes sem sorrisos amarelos, que tem um enorme know-how porque dedica mais tempo a fazer acontecer do que fazer posts sobre produtividade; gosta do que faz. É incrível ver como separa trabalho da vida pessoal. O jovem tuga dificilmente consegue integrar um projeto de renome se for com as caganças que lhe ensinam faculdade a dentro e pós-uni, ou que já vêem erroneamente de família. Arrisco-me a dizer que muitos estariam em melhores cargos se na primeira entrevista tivessem vestido uma roupa casual e soubessem rir com honestidade. Qualquer tipo que venha de direito, engenheiro com ou sem MBA, honesto e motivado passa a perna a quem vem pré-moldado das economias, marketing e gestão.

  18. Este gajo nunca abriu um daqueles artigos sobre a produtividade em Portugal aumentar e os salários não.

    Mais um que se amanhã não tiver cá nem damos conta.

  19. Há empresas com níveis de produtividade elevados, lucros comprovados e que continuam a ter problemas com os seus trabalhadores devido a falta de condições e salários que não se adequam ao volume de trabalho. Como se isso não bastasse, a maior parte está infectada com lideranças miseráveis.

    Há um problema sério é na liderança. Nós falhámos redondamente na criação de lideranças capazes e enquanto isso não mudar os trabalhadores podem ser extremamente produtivos e o tecido empresarial nadar em dinheiro que absolutamente nada vai mudar.

  20. Segundo a lógica destes FDP eu passei a ser 5 vezes melhor trabalhador no dia que saí de Portugal.

    Os trabalhadores portugueses têm reputação de ser bons trabalhadores e produtivos em todo lado exceto em Portugal, e isto tem duas explicações, ou há alguma coisa de errado na água em Portugal que faz as pessoas não trabalhar bem, ou os patrões portugueses são uma merda e impedem os trabalhadores de atingir o seu potencial. Pessoalmente estou ligeiramente mais inclinado para a segunda possibilidade.

Leave a Reply