Só IL e Chega a favor da declaração da Rússia como Estado “patrocinador de terrorismo”

22 comments
  1. Se existe uma iniciativa que mostra que esta gente no parlamento só vota contra Chega só por ser Chega, mesmo que sendo uma iniciativa que faz todo o sentido, é esta.

    Dizem que votaram contra porque não querem fechar as portas pra negociação, mas ao mesmo tempo votaram a favor quando a proposta foi feita em Bruxelas (afinal não podiam ficar mal vistos lá fora), essa gente é só fazer publicidade e desculpas, a porta de negociação ja foi fechada a muito tempo, a malta só aceita da Russia a retirada da Ucrânia.

  2. Nem acredito que vou escrever isto, mas todos os dias leio algo sobre o CHEGA que me faz odiar menos o CHEGA ._.

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    what a sad day to be portuguese

  3. Não fechar portas ao diálogo! Não acredito que li este argumento.
    Quem andou a fechar portas, portões, janelas e postigos, fez agora um ano em fevereiro, foi a federação russa.
    Quem anda a evitar o diálogo é o presidente russo. O que fez e o que anda a fazer nem devia ter sido feito 1/3. A condenação pela república portuguesa em declarar a Rússia actualmente como um estado terrorista está mais que adequada.
    Por acaso a iniciativa é do Chega mas poderia ter sido outro partido a propor.
    A ideia que passa é que está malta toda deve ter algumas negociatas russas nos portfólios, por isso a repulsa em aceitar a iniciativa do Chega.

  4. Esta declaração não passa de uma encenação (até porque à partida já sabiam que não passaria). Toda a gente sabe que Putin tem sido o líder espiritual, e mesmo o financiador, de movimentos e partidos da mesma laia do CH um pouco por todo o mundo.

  5. Para tudo o que é política internacional, Portugal apenas segue os aliados e não tem quase relevância política nenhuma. Esta é a posição óbvia/popular que qualquer partido com dois dedos de testa deva tomar que não tenha origens leninistas, nem Trotsky.

    Enquanto o IL e o CH podem tomar esta posição sem consequência alguma, o PSD ou o PS fazerem-no seria o suficiente para levar um raspanete lá de fora. Nestes casos de política internacional é melhor esperar pelo que os aliados farão.

  6. A minha pergunta é o que é “um estado patrocinador de terrorismo” aos olhos da lei portuguesa? É que dependendo da resposta isso pode trazer alguns problemas ou muitos problemas quando se começar a ver quem cai na definição. Inclusive para o Mestre André que provavelmente tem uns rubles na conta que lhe chegaram por intermédio da Le Pen e do Salvini.

  7. Acham que se o Chega levar ao parlamento aumentar o salario dos políticos que os restantes partidos vão chumbar outra vez só porque foi o Chega? So queria saber onde se traça a linha

  8. Diplomaticamente, se consideras um Estado como terrorista, não poderás negociar ou apoiar negociações com esse Estado para o término do conflito. Afinal, não se negoceiam com terroristas.

    Este conflito não vai acabar de outra forma senão por via diplomática, e é vital para a diplomacia que ambas as partes estejam na mesa para negociar. Este tipo de declarações são somente simbólicas e não contribuem de todo para o término do conflito, pelo contrário.

    *“Concordamos que devem ser declaradas as organizações terroristas, mas isso deve ser feito no âmbito da União Europeia (UE)”, alertou, contudo, Rodrigo Saraiva, líder da bancada liberal.”*

    Frases como estas são completamente ridículas. Não sei qual é o objetivo desta narrativa mas ainda bem que esta declaração não passou e ainda bem que a UE permanece na mesa negocial. O conflito não acaba com a alienação do Estado Russo, pelo contrário. Sei que as pessoas gostam de ver este tipo de conflitos resolvidos da forma mais moralmente possível, mas moralidade e politica não combinam muito bem.

    A Rússia começou o conflito e é culpada por isso, agora resta-nos a nós, como membros do espaço europeu e em solidariedade com a Ucrânia, tentar chegar a uma resolução para que o conflito acabe. A resolução pode ser injusta, mas o que importa na resolução de conflitos é primeiramente a cessação de conflitualidade, a justiça- se alguma vez for feita- vem depois das hostilidades acabarem. E em diplomacia, como deviam saber, ambas as partes têm de fazer cedências, nem que isso implique voltar ao *status quo* anterior ao conflito.

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    P.S.: A votação do Parlamento Europeu tem pouca ou nenhuma relevância prática. O Conselho é o órgão mais alto da UE e enquanto esse não declarar a Rússia como um Estado patrocinador de terrorismo, a posição oficial da UE não atribui à Rússia esse “estatuto”.

  9. Nem o embaixador expulsamos, nem retiramos a embaixada portuguesa de Moscovo. Sempre à espera que os outros façam. Continuamos a exportar para a Rússia todos os dias, isso é o que importa para a malta, o resto é conversa de café.

  10. Claramente para uma votação à dois lados o correto e o errado.

    Quem vota no correto já sabemos, no outro lado é sempre a rodar, porque uns usam lemas do Salazar e outros camisolas do che Guevara.

  11. Este tipo de decisão tem de ser feita em consenso com os outros países Aliados. Não há outros motivos.

  12. André Ventura defendeu que com a invasão da Ucrânia, a Rússia deixou de ser um “Estado de direito internacional” e passou a ser um “Estado terrorista”, que “viola sistematicamente” os direitos humanos, as regras da Convenção de Genebra e do direito internacional. É verdade e Putin deveria ser julgado pelo TPI. O problema é que os Estados Unidos e o Reino unido fizeram quase o mesmo no Iraque em 2003. E Bush e Tony Blair não foram julgados por crimes de guerra, apesar de terem provocado centenas de milhares de mortos diretamente indiretamente.

  13. O que é um estado patrocinador de terrorismo? Eu apoio esta decisão caso os Estados Unidos sejam considerados como estado terrorista também. São tão maus como a Rússia.

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