Economia paralela representa 50 mil milhões de euros, o suficiente para pagar mais de 5 anos de salários na função pública

29 comments
  1. Do artigo:

    “Em 2015 o peso da economia não registada no PIB rondava os 44 mil milhões de euros, valor que subiu em oito anos para 50 mil milhões de euros, valor que deve ter em consideração o peso da inflação.”

    Sobe e o Governo nada faz apesar de o saber, pelo contrário vai reduzindo a capacidade de fiscalizar e investigar, porque sabe que grande parte envolve corrupção e poder político.

    É quase um quarto do PIB perdido, agora somem a evasão/“otimização fiscal” e imaginem a brutalidade total.

    Mas lembrem-se, é o trabalhador o culpado 🙃

  2. Até me surpreende que não seja mais. Ao contrário do estado, os ladrões pelo menos só te roubam uma vez.

  3. Se o Estado fosse buscar esse suposto dinheiro apenas faria com que os funcionários públicos ganhassem um pouco mais e Lisboa tivesse mais uma ou duas estações de metro… Para a maioria dos portugueses era indiferente.

  4. Esta comparação é completamente ridícula… Se a economia paralela representa 50 mil milhões com certeza que não iriam reverter todos para os cofres do Estado… algo em IVA, algo em IRC ou IRS, algo em Segurança Social mas muito longe da sua totalidade!

  5. Este é mais um, embora na minha humilde opinião dos mais relevantes, cancro nacional que existe há décadas e o Exmo. Sr. Estado continua a assobiar para o lado. Os números não mentem! E uma verba destas serviria para resolver muitos problemas que afligem o nosso país.

    Tendo em conta que também é algo muito enraizado culturalmente, nomeadamente cafés, feiras, mecânicos, cabeleireiros, etc, que vai desde o pequeno e simples empresário unipessoal aos mais formados e astutos administradores de certas empresas, para dar realmente a volta a isto seria necessário mão-de-ferro.

    Enfim, esperemos que comecem a olhar para este problema de forma mais séria porque este dinheirinho faz muita falta.

  6. Será que sou o único que olha para este artigo e desconfia desse “Observatório de Economia e Gestão de Fraude (OBEGEF)”, pelo o que li é mais uma daquelas “instituições” que servem mais como auto-promoção do que estudos sérios, é só ir ao site deles… é pura academia em todos os seus aspectos positivos e negativos, onde é que está esse estudo da economia paralela de 2022?

    E da ultima vez que vi estudos sobre economias paralelas são muito vagos e difíceis de definir e existem formas diferentes de tentar inferir os dados, e existiu alguma evolução, então os mesmos dados de 2015 foram calculados da mesma forma que os de 2022? São as mesmas fontes de dados e os mesmas fórmulas? Então estamos muito desactualizados, se existiram mudanças então não são comparáveis, não é…

    Depois se para uma economia já por si já é complicado definir coisas como PIB, inflação, etc que são construidos com dados mais especificos mesmo que por vezes incompletos porque numa encomia é impossivel ter dados completos, quanto mais uma parte da economia que não é declarada… pode ser 50 mil milhões pode ser 5 mil milhões pode ser 1 bilião… tudo isto para mim é treta, claro que temos um problema grave governativo e ainda temos problemas graves de criminalidade, fraude e compadrio, mas dizer que este ano é 50 mil milhões e com esse dinheiro podemos pagar um bilião de empregados, construir 1 milhão de casas e pagar todos os bóbus da TAP… é mijar contra o vento…

  7. Não é que eu defenda propriamente estas coisas, mas como moralmente vamos condenar o Zé da Drogaria e o Almeida da Mercearia a declarar tudo quando os seus concorrentes Pingo Doce e Continente, por exemplo, vão pagar as suas taxas para a Holanda?

  8. Eu se pudesse também o fazia, uma gajo desconta e paga impostos para caralho e olha como temos os órgãos públicos, um autentico caos.

  9. ISTO!

    Isto é que é a causa de poucos pagarem muitos impostos!

    E de muitos receberem muitas ajudas indevidamente!

  10. As receitas do estado, desde 2016, subiram de 80 mil milhões para 96 mil milhões (em 2021).

    Resultado disso na qualidade dos serviços públicos: ZERO

    Deixem-se de tretas, se este dinheiro entrasse nos cofres do estado, era só mais dinheiro para esbanjar em corrupção e em TAP/bancos

  11. E eu que já tinha feito um gráfico sobre isso e os media, depois de tantos anos, resolveram abordar este assunto. 😊

  12. Não defendo a economia paralela, mas não e o pobre Zé Povinho que mal consegue viver que tem de mudar. São as regras, as oportunidades e mais importante a sua fiscalização. Uma lei não é na verdade lei se não houver fiscalização.

  13. Por vezes dá vontade. Quando vejo os impostos que pago por estar nos 8 ou 7% mais ricos de Portugal mas não consigo comprar casa ou juntar dinheiro. 🤡🤡

  14. Se esse dinheiro fosse todo declaro as finanças a única coisa que mudava era que o estado ia gastar ainda mais dinheiro, nao tenham duvidas disso.
    O nosso estado é um sorvedouro de dinheiro de impostos, nunca chega quer sempre mais e mais.

  15. Incrível que sempre que aparece algum dinheiro ou alguma forma do país receber dinheiro é sempre para dar há funcionários públicos.
    Não admira que fuja tudo aos impostos

  16. Suspeito que esse valor vai aumentar ainda mais com as mais recentes intenções do governo com o programa da habitação. AL (que já existia antes de ser legalizado sobre essa forma) e arrendamento “normal” vão ainda mais parar à economia paralela.

    No caso do arrendamento, imaginem a malta que já fugia dos contratos registados nas finanças, agora nem sequer poderiam subir as rendas para o seu gosto, vai ser tudo a mudar para a ilegalidade, infelizmente.

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