PCP propõe ensino superior gratuito para todos os cidadãos

31 comments
  1. Faz todo o sentido abrir as portas para quem quer estudar, só é pena que depois vai muito parar ao estrangeiro.

  2. Num país onde quase não há diferença entre o salário de um licenciado e de alguém com 9º ano, subsidiar de hoje para amanhã o ensino superior a 100% para toda a população é uma ideia só ao alcance do PCP.

    Se achas que isto faz sentido és capaz de ser mais instável que o Abdul Bashir.

  3. bora subsidiar quem pode pagar propinas enquanto quem precisa de apoios fica meses com a vida num limbo à espera da ação social e acaba por desistir da faculdade

  4. Claro, ótima ideia para quem está a pensar emigrar depois do curso. O português médio paga o curso ao Sô Tor e ele vai embora para o primeiro mundo, dado que isto aqui é um atraso descomunal.

    Deixem essas propostas para o dia que tiverem ideias para colocar a economia a funcionar de modo a que seja possível e viável financiar o ensino superior nesse patamar.

  5. Resumindo: O Partido Comunista Português (PCP) propõe uma nova lei de financiamento para o ensino superior público em Portugal, que garanta a gratuidade a todos, independentemente da sua capacidade financeira. A proposta inclui a criação de um novo princípio na lei de financiamento do ensino superior, “o princípio da gratuitidade”, e sugere que o Orçamento do Estado assegure a totalidade das despesas das instituições de ensino superior, incluindo despesas com pessoal, infraestruturas e materiais. O PCP também sugere a criação de uma rede de residências universitárias, com acesso gratuito para estudantes com bolsa e preços estabelecidos para os restantes sob proposta de um Conselho Nacional de Ação Social. O partido também propõe apoios indiretos para refeições, residências universitárias, serviços de saúde e transportes, a serem financiados pelo Orçamento do Estado, garantidos a estudantes de licenciatura, mestrado, pós-graduação, doutoramento, cursos técnicos superiores ou de ‘e-learning’ e ‘b-learning’. O PCP acrescenta ainda um projeto de lei para um modelo de gestão democrática das instituições públicas de ensino superior.

    Como cartaz é gira a proposta. Peçam dinheiro emprestado nos mercados internacionais para pagar isso tudo.

  6. Uma medida destas é muito importante para as famílias de classe média/média-baixa que conseguem por os filhos nas faculdades mas com muitos sacrifício e não têm direito a apoios, mas pronto, veio do PCP é automaticamente mau.

    Mesmo uma meia medida como propinas gratuitas para áreas com poucos profissionais podiam ser úteis para incentivar os jovens a escolher certas áreas.

  7. Mas no 4º ano não ensinam que não há almoços grátis, para que a universidade grátis?

    Alguém tem que pagar através do impostos, né

  8. Isto é uma medida imensamente populista. Como já referi noutro comentário:

    O ensino superior não é para quem quer ou tem capacidades (dinheiro). É para quem consegue.

    Se não tem capacidades económicas, o Estado deve providenciar bolsa mediante a condição do aproveitamento Académico. Não tendo, adeus. Parece-me até bastante razoável e aceitável.

    Não faz sentido que eu, tendo posses, tenha ensino superior à pala, quando posso bem acatar com 60€ por mês para poder usufruir de um bocadinho de melhores condições de ensino ou para que o meu outro colega, que não tem posses, o consiga fazer.

  9. Qual o sentido desta proposta se a mão de obra com curso superior está a emigrar por falta de oportunidades e condições e os que lá ficam recebem o mesmo que os que têm apenas o secundário? Meter a carroça à frente dos bois.

  10. Então mas o PCP esteve seis anos a fazer de muleta ao governo PS e agora é que se lembrou que existem propinas.

    Andam a ver se a malta se esquece do que dizem da guerra na Ucrânia. Não esquecemos.

    Muita vergonha alheia por este partido

  11. Já devia ter sido feito há muito tempo… E grande lol estes comentários todos de pessoal contra isto, é por causa de ter sido este partido a propor? Desde quando é que o investimento na educação é uma coisa má?

  12. Relembro que o facto de os países da Europa do leste nos terem vindo gradualmente a ultrapassar, como muitos de vós gostam de falar aqui com algum cinismo, se deveu em grande parte ao facto de a antiga União Soviética apostar imenso na educação superior dos seus cidadãos. Entretanto, por cá, o nosso Estado Novo prezava manter a população na ignorância, e olha onde estamos hoje. Lembram-se no início do milénio a quantidade de médicos, engenheiros, advogados ucranianos que apareceram em Portugal?

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    Ponham por um bocadinho as palas anti-PCP de parte e tentem olhar para a medida pelo seu próprio mérito. A resposta à frequente pergunta cínica “Quem vai pagar isto” é todos nós. Se queremos no futuro uma força laboral qualificada, temos de investir no presente. Sim, alguns desses jovens formados vão emigrar, isso sempre aconteceu. Mas o nível médio de educação em Portugal continua baixíssimo, e os nossos futuros empresários precisam urgentemente de formação. Só jovens qualificados podem exigir um futuro melhor.

  13. Se em vez de propinas gratuitas eles melhorassem o alojamento para alunos deslocados fariam melhor serviço, o problema não está em dar 680€ por ano, mas sim pagar um ordenado mínimo num quarto por mês

  14. ITT: pessoas que acham que ter bolsa de ação social para a universidade demora 5 minutos e que toda a gente que precisa consegue obter. A verdade é que muito gente com capacidade para estudar acaba por ter de trabalhar para pagar a propina, reduzindo o rendimento escolar. E muitas vezes nem conseguem o apoio porque os critérios são demasiado estritos ou porque não conseguem um papel qualquer.
    Não estamos a falar de passar de cursos a 100% para 0%. As propinas já são cerca de 10% do valor do curso. Entre subsidiar a 90% e subsidiar a 100% quando esses 10% são causa suficiente para muita gente com capacidade não conseguir fazer o curso, parece-me evidente que a propina tem que acabar.

  15. ou seja tornar o ensino superior em ensino obrigatório. Depois o problema vai ser os deslocados que não vão ter possibilidade de estudar longe. Vão oferecer casas? boa sorte.

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    tantos problemas e lembraram-se disso.

  16. Existe uma forma de tornar isto possível, mas não há coragem para a sua implementação.
    A meu ver, o ensino deve ser altamente valorizado, e como tal, muito bem pago. Deve-se apostar cada vez mais em ensino de qualidade e que sirva os interesses do mercado. A única forma de o fazer é monetizando o ensino.
    A minha ideia, seria ter ensino gratuito até a conclusão do mesmo, sendo pago após a conclusão do mesmo.
    Ou seja, qualquer um tem acesso ao ensino, mas ficaria sujeito a um imposto sobre o ordenado que iria totalmente para a última instituição de ensino, fosse esta pública ou privada, superior, profissional ou qualquer outra. Isto, iria originar uma maior concorrência entre as instituições, e a aposta em ensino de qualidade assim como em cursos que realmente tem empregabilidade.

    A percentagem do imposto seria calculada dependendo do número de anos de estudo, e seria aplicado a todos. Um desempregado deixava de ser útil porque não pagava esse imposto, e as profissões com melhores salários seriam mais valorizadas.

    Abrir o ensino gratuito sem qualquer planeamento e sem querer monetizar o mesmo é um ataque ao ensino de qualidade.

  17. A ideia soa bem em teoria, mas em prática é só o estado(ler: portugueses) a pagar e o pessoal a fugir para o estrangeiro

  18. PCP a querer subsidiar o ensino superior às famílias ricas. Já falta pouco para ver o Chega promover a imigração.

  19. nem todos devem ter acesso ao ensino superior… precisamos de cursos técnicos: pintores, canalizadores, etc. … mas a malta gosta de comer gelados com a testa…

  20. O ensino superior é gratuito mas para aceder ao mesmo iriam precisar de fazer exame de 12º ano obrigatório a Português, Matemática, Educação Física, História, Cidadania, e Filosofia (sim, estes todos!!), pois a quantidade de jovens na faculdade não chega para suprir as necessidades do mercado de trabalho (mesmo com imigração) e o fabuloso ensino superior apenas é “de borla” enquanto houver receitas de impostos suficientes. Somos um país frugal e não um paraíso socialista nórdico /s

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