Eu já pedi e o filho da puta não me respondeu. Lá para Junho vou ao Porto pedir isto em pessoa. Cabrões de merda.
Isto tem zero influência quer na vida das pessoas, quer na Igreja. Portanto deixem lá de ser mesquinhos – se não acreditam, não pratiquem. Simples assim.
Tantas perguntas:
– Estão a anular exatamente o quê?
– Há alguma base de dados tipo RNPB – Registo Nacional de Pessoas Batizadas?
– Quem pede para anular o batismo, significa que perdeu toda a sua fé na Igreja. Se perdeu toda a sua fé na Igreja, porque é que ainda é relevante para essas pessoas que o nome delas esteja escrito num daqueles livros guardado nuns arrumos quaisquer? Aquilo não é um Death Note, especialmente…para… exato: quem perdeu a sua fé na Igreja.
– Ou estão a pedir para anular ali, para se irem batizar noutra paróquia com um padre que em princípio não apalpe criancinhas?
– Quem pediu a anulação, a seguir foi escrever aos jornais a anunciar? Como é que os jornalistas chegaram a esta novela? Pelos padres não foi de certeza.
O ato de um senhor vestido de robe deitar água na cabeça de uma criança como se fosse um truque de ilusionismo, já foi feito. Só se estão a pedir para apagar os poucos registos inúteis que existam.
Estes pedidos parece alguém a fartar-se de um jogo multiplayer qualquer porque é estúpido e não faz sentido e depois fazer questão que ninguém use o mesmo personagem, com a mesma cor de cabelo, em jogos futuros. Já não estás no jogo. O que te interessa?!
Mas por ter sido batizado tenho alguma obrigação com a igreja? Alguém acha que vale apena o trabalho?
Eu não anulo o meu baptismo pelo sim pelo não e também porque não me afecta em nada
Do que interessa o batismo se não forem crismados e não confirmarem a fé?
Pensava que só se tornavam oficialmente “católicos” depois do crisma. Mas se estiver errado por favor corrijam me
Já se acabava era com a religião.
Não traz valor nenhum para a humanidade.
Sobre os abusos na igreja católica há muita informação que cria confusão e não esclarece.
Resumo do que julgo saber, pelo que li.
A comissão independente foi pedida pela conferência episcopal, o bispo D. José Ornelas contactou o pedopsiquiatra Pedro Strecht, que já tinha experiência do anterior caso Casa Pia e que aí se tinha batido pela credibilidade das testemunhas (que os tribunais acabaram por não dar assim tanta credibilidade, pois estas acusaram muitas pessoas que nunca foram sequer processadas).
Pedro Strecht terá convidado os restantes membros da comissão.
A conferência episcopal pagou 200 mil euros aos membros da comissão e deu-lhes livre acesso a todos os arquivos das dioceses.
Foram feitos repetidos apelos públicos a denúncias. Estas registavam picos cada vez que os apelos passavam na televisão.
A grande maioria das denúncias chegou através de uma página da net. Foram aceites 512 denúncias, das quais apenas 51, salvo o erro são 51, não são anónimas. A grande maioria dos casos são muito antigos, com várias décadas. Há muitas denúncias de supostos casos com 40, 50, 60 e até 70 anos.
As denúncias referem 407 nomes. Foi inicialmente dito que existiam mais de 100 abusadores ativos, mas depois foi comunicada uma lista às dioceses, e realmente inicialmente a lista era apenas e só uma lista de nomes, sem mais nenhuma informação, com 98 nomes, que incluía 36 mortos (um prodígio, estar ativo depois de morto) , nomes que não existem em lado nenhum, casos já investigados e julgados, etc. Ativos mesmo são 15. Um leigo e 14 padres.
Não percebo que critério usaram para criar esta lista de 98 nomes, a partir dos 407 originais, pois a grande maioria não são realmente ativos. Um dos membros justificou-se dizendo que mesmo casos resultantes de abusadores já mortos podiam ser indemnizados, mas como mais de 90% das denúncias são anónimas esta justificação não faz sentido porque não é possível indemnizar um anónimo.
Foram enviadas todas as informações ao ministério público que depois de avaliadas essas informações considerou só existirem bases para investigar seis casos. De todas as denúncias estão apenas a ser investigadas por quem tem competência, técnica e legal, para o fazer, o ministério público, seis casos.
De qualquer modo as dioceses suspenderam os outros nove casos denunciados que o ministério público disse não existirem bases para fazer uma investigação e disseram que os irão investigar. Não sei como o irão conseguir fazer, pois se o ministério público que tem pessoas formadas e experientes para fazer estas estas investigações diz que não o consegue fazer não me parece que as dioceses o consigam fazer. Mas como está criado um clima de histeria coletiva é melhor realmente suspender preventivamente quem foi alvo da menor suspeita, mesmo que na maior parte dos casos se venha a verificar completamente injustificada.
Concluindo, de concreto temos seis casos, que estão agora a ser investigados. Ainda falta saber quantos destes seis casos serão levados a julgamento, e dos levados a julgamentos quantos serão condenados.
Devo dizer que atendendo a todo o esforço que foi feito, à mediatização dos apelos à denúncia, foram encontrados poucos casos com suficiente sustentação. Há quase 3 mil padres em Portugal e no fim de toda esta campanha encontrar apenas seis casos (há mais dois em investigação que foram denunciados diretamente às dioceses), no período abrangido (há muitos casos com muitas décadas) viveram mais de 10 mil padres, pelo que a incidência é até bastante menor do que a incidência de abusadores de menores que existe entre a população em geral.
Os apelos à denuncia podem ter levado a que pessoas com problemas mentais, com tendência para comportamentos de imitação tenham feito muitas falsas denuncias.
4 bispos encobriram casos ou negligenciaram denúncias (temos 21 dioceses)
Vou ser pai, e os meus sogros já planearam o batismo da criança. Infelizmente, isto está tao enraizado…
Já vi aqui várias mensagens de malta que acha que não vale a pena anular batismos e afim. Na prática vale a pena, porque a igreja usa esses números inflácionados para justificar a sua importância na sociedade. Se cada houver cada vez menos, mesmo que eles aldrabem os números, vão perder a relevância e poder que possuem na sociedade.
Querem castigar quem com a anulação do batismo? Já pagaram por ele, já fizeram o ritual de batismo.
Se pensarem bem, a anulação só prejudica o crente que vai perder tempo precioso a anular o processo e a sua alma por cometer o pecado imperdoável de blasfemar contra o Espírito Santo pois estão a negar os ensinamentos da igreja.
Mas isto já são outros quinhentos e é opção pessoal.
uma amiga minha fez ou tentou fazer isso no mês passado, levou com uma resposta condescendente do padre por email
Conheço quem tenha conseguido ter sido declarado como aposta.
Motivo: não quero sequer constar nas estatísticas como católico.
Fiz há uns anos. Recomendo.
Já chega de nos usarem para as suas estatísticas completamente viciadas.
deduzo que quem fez isto vai ser coerente e também não vai casar pela igreja e, quando morrer, vai ser enterrado/cremado sem qualquer tipo de cerimónia.
16 comments
Aproveito para deixar outra notícia semelhante de 2019:
https://www.dn.pt/vida-e-futuro/apostasia-anular-o-batismo-para-sair-oficialmente-da-igreja-catolica-10405785.html
E uma carta modelo de apostasia caso interesse a alguém:
https://drive.google.com/file/d/0B9y6MMB-VF55M3g0NnVsVDFrYjA/view?resourcekey=0-5xuNu1Gqkm_klqzLll4ezA
Eu já pedi e o filho da puta não me respondeu. Lá para Junho vou ao Porto pedir isto em pessoa. Cabrões de merda.
Isto tem zero influência quer na vida das pessoas, quer na Igreja. Portanto deixem lá de ser mesquinhos – se não acreditam, não pratiquem. Simples assim.
Tantas perguntas:
– Estão a anular exatamente o quê?
– Há alguma base de dados tipo RNPB – Registo Nacional de Pessoas Batizadas?
– Quem pede para anular o batismo, significa que perdeu toda a sua fé na Igreja. Se perdeu toda a sua fé na Igreja, porque é que ainda é relevante para essas pessoas que o nome delas esteja escrito num daqueles livros guardado nuns arrumos quaisquer? Aquilo não é um Death Note, especialmente…para… exato: quem perdeu a sua fé na Igreja.
– Ou estão a pedir para anular ali, para se irem batizar noutra paróquia com um padre que em princípio não apalpe criancinhas?
– Quem pediu a anulação, a seguir foi escrever aos jornais a anunciar? Como é que os jornalistas chegaram a esta novela? Pelos padres não foi de certeza.
O ato de um senhor vestido de robe deitar água na cabeça de uma criança como se fosse um truque de ilusionismo, já foi feito. Só se estão a pedir para apagar os poucos registos inúteis que existam.
Estes pedidos parece alguém a fartar-se de um jogo multiplayer qualquer porque é estúpido e não faz sentido e depois fazer questão que ninguém use o mesmo personagem, com a mesma cor de cabelo, em jogos futuros. Já não estás no jogo. O que te interessa?!
Mas por ter sido batizado tenho alguma obrigação com a igreja? Alguém acha que vale apena o trabalho?
Eu não anulo o meu baptismo pelo sim pelo não e também porque não me afecta em nada
Do que interessa o batismo se não forem crismados e não confirmarem a fé?
Pensava que só se tornavam oficialmente “católicos” depois do crisma. Mas se estiver errado por favor corrijam me
Já se acabava era com a religião.
Não traz valor nenhum para a humanidade.
Sobre os abusos na igreja católica há muita informação que cria confusão e não esclarece.
Resumo do que julgo saber, pelo que li.
A comissão independente foi pedida pela conferência episcopal, o bispo D. José Ornelas contactou o pedopsiquiatra Pedro Strecht, que já tinha experiência do anterior caso Casa Pia e que aí se tinha batido pela credibilidade das testemunhas (que os tribunais acabaram por não dar assim tanta credibilidade, pois estas acusaram muitas pessoas que nunca foram sequer processadas).
Pedro Strecht terá convidado os restantes membros da comissão.
A conferência episcopal pagou 200 mil euros aos membros da comissão e deu-lhes livre acesso a todos os arquivos das dioceses.
Foram feitos repetidos apelos públicos a denúncias. Estas registavam picos cada vez que os apelos passavam na televisão.
A grande maioria das denúncias chegou através de uma página da net. Foram aceites 512 denúncias, das quais apenas 51, salvo o erro são 51, não são anónimas. A grande maioria dos casos são muito antigos, com várias décadas. Há muitas denúncias de supostos casos com 40, 50, 60 e até 70 anos.
As denúncias referem 407 nomes. Foi inicialmente dito que existiam mais de 100 abusadores ativos, mas depois foi comunicada uma lista às dioceses, e realmente inicialmente a lista era apenas e só uma lista de nomes, sem mais nenhuma informação, com 98 nomes, que incluía 36 mortos (um prodígio, estar ativo depois de morto) , nomes que não existem em lado nenhum, casos já investigados e julgados, etc. Ativos mesmo são 15. Um leigo e 14 padres.
Não percebo que critério usaram para criar esta lista de 98 nomes, a partir dos 407 originais, pois a grande maioria não são realmente ativos. Um dos membros justificou-se dizendo que mesmo casos resultantes de abusadores já mortos podiam ser indemnizados, mas como mais de 90% das denúncias são anónimas esta justificação não faz sentido porque não é possível indemnizar um anónimo.
Foram enviadas todas as informações ao ministério público que depois de avaliadas essas informações considerou só existirem bases para investigar seis casos. De todas as denúncias estão apenas a ser investigadas por quem tem competência, técnica e legal, para o fazer, o ministério público, seis casos.
De qualquer modo as dioceses suspenderam os outros nove casos denunciados que o ministério público disse não existirem bases para fazer uma investigação e disseram que os irão investigar. Não sei como o irão conseguir fazer, pois se o ministério público que tem pessoas formadas e experientes para fazer estas estas investigações diz que não o consegue fazer não me parece que as dioceses o consigam fazer. Mas como está criado um clima de histeria coletiva é melhor realmente suspender preventivamente quem foi alvo da menor suspeita, mesmo que na maior parte dos casos se venha a verificar completamente injustificada.
Concluindo, de concreto temos seis casos, que estão agora a ser investigados. Ainda falta saber quantos destes seis casos serão levados a julgamento, e dos levados a julgamentos quantos serão condenados.
Recomendo a leitura deste artigo:
[Abusos em Portugal – O que já sabemos, o que falta saber](https://actualidadereligiosa.blogspot.com/2023/02/abusos-em-portugal-o-que-ja-sabemos-o.html)
Devo dizer que atendendo a todo o esforço que foi feito, à mediatização dos apelos à denúncia, foram encontrados poucos casos com suficiente sustentação. Há quase 3 mil padres em Portugal e no fim de toda esta campanha encontrar apenas seis casos (há mais dois em investigação que foram denunciados diretamente às dioceses), no período abrangido (há muitos casos com muitas décadas) viveram mais de 10 mil padres, pelo que a incidência é até bastante menor do que a incidência de abusadores de menores que existe entre a população em geral.
Os apelos à denuncia podem ter levado a que pessoas com problemas mentais, com tendência para comportamentos de imitação tenham feito muitas falsas denuncias.
4 bispos encobriram casos ou negligenciaram denúncias (temos 21 dioceses)
Vou ser pai, e os meus sogros já planearam o batismo da criança. Infelizmente, isto está tao enraizado…
Já vi aqui várias mensagens de malta que acha que não vale a pena anular batismos e afim. Na prática vale a pena, porque a igreja usa esses números inflácionados para justificar a sua importância na sociedade. Se cada houver cada vez menos, mesmo que eles aldrabem os números, vão perder a relevância e poder que possuem na sociedade.
Querem castigar quem com a anulação do batismo? Já pagaram por ele, já fizeram o ritual de batismo.
Se pensarem bem, a anulação só prejudica o crente que vai perder tempo precioso a anular o processo e a sua alma por cometer o pecado imperdoável de blasfemar contra o Espírito Santo pois estão a negar os ensinamentos da igreja.
Mas isto já são outros quinhentos e é opção pessoal.
uma amiga minha fez ou tentou fazer isso no mês passado, levou com uma resposta condescendente do padre por email
Conheço quem tenha conseguido ter sido declarado como aposta.
Motivo: não quero sequer constar nas estatísticas como católico.
Fiz há uns anos. Recomendo.
Já chega de nos usarem para as suas estatísticas completamente viciadas.
deduzo que quem fez isto vai ser coerente e também não vai casar pela igreja e, quando morrer, vai ser enterrado/cremado sem qualquer tipo de cerimónia.