Emigra-se tanto em Portugal como em países da ex-União Soviética e ex-Jugoslávia

34 comments
  1. OK, e?

    Qual é o objetivo de se olhar para os dados desta forma? Tens imensas variáveis que distinguem um caso dos outros. Mas se é para simplificar comparações posso dizer já o que aprendi a partir deste mapa: em 1989 caiu o Muro de Lisboa e Portugal tornou-se independente de um Estado soviético que o controlava desde o fim da Segunda Guerra Mundial e logo a seguir tivemos uma guerra civil na qual cometemos um genocídio contra uma população minoritária.

  2. Dados [aqui](https://ourworldindata.org/explorers/migration?tab=chart&facet=none&Metric=Number+of+emigrants&Period=Total&Sub-metric=Per+capita+%2F+Share+of+population&country=USA~DEU~FRA~GBR~IND~PRT~SWE~UKR~LTU~BIH~ESP).

    Talvez mais interessante é Portugal tem perto da mesma percentagem que tinha em 1990, passou de 18,92% em 1990, para 16,59% em 2005 (o mais baixo) e está nos 20,41% em 2020.

    Países como a Lituânia, Estónia, Ucrânia (em 2020 ou seja, pré-guerra), Arménia, Moldávia tiveram variações absolutas e relativas crescentes muito maiores.

    O que quero dizer com isto é, parte da nossa percentagem vem muito de trás, de sermos um país com forte imigração.

    O gráfico está muito giro, mas não conta história nenhuma, nem dá para tirar qualquer conclusão ou relação só pelo gráfico.

  3. Está na altura de eliminar a palavra EMIGRANTE do nosso léxico. Vivemos na UE onde há liberdade de circulação de pessoas e bens, sendo que é direito de todo o cidadão viver e trabalhar onde bem entender dentro do espaço europeu. Esta ideia do “emigrante coitadinho, vamos rezar a Nossa Senhora de Fátima por ele” tem de acabar – faz parte do século passado.

  4. A cor está errada.

    Aquela cor é para >20%, se Portugal está no 20%, deveria ter a cor do intervalo anterior [15%-20%].

  5. E tem de piorar antes de haver melhorias. Enquanto existirem pessoas dispostas a trabalhar por ordenados baixos em cidades com custos de vida ao nível de outras cidades europeias com o triplo do ordenado médio, nada vai mudar. É triste e injusto, mas é assim. As empresas vão sempre preferir importar mão-de-obra barata a pagar salários dignos e o único poder que temos é bater a porta com força e fazer o manguito a todos estes Governos corruptos, ineficientes e interesseiros.

    Eles que peçam aos “expats” ricos para servir à mesa, trabalhar nos hospitais, dar aulas e limpar as ruas. Ou às empresas de investimento em imobiliário. Eu fico de fora a ver e a comer 🍿.

  6. A zona do euro privilegia os países do centro do capitalismo, o euro inclusive tem um “valor” diferente entre esses países. Tudo para sugar os cérebros e pagadores de imposto, eu moro na Alemanha e vejo isto, se não fosse pela “possibilidade econômica” quem iria imigrar para um lugar tão sem graça como a Alemanha em detrimento de Portugal.

  7. Um projeto de país falhado. Evidente quando se olha para a emigração, que em 90% dos casos é feita por obrigação de procurar uma vida digna. Estamos mal em todos os índices, não se aproveita nada porque quem nos governa só se preocupa em nivelar por baixo.

  8. Mas porque é que os cidadãos dos países da ex união soviética emigram tanto se tinham o melhor sistema político alguma vez visto?

    /s

  9. Na onda dos gráficos e dos mapas, tem havido alguns e alguns posts sobre preço da habitação nas cidades do litoral.

    Um dos lados da narrativa é que a malta é comodista e devia trocar Lisboa (se foi onde cresceram e têm a sua rede de apoio) ou Porto pelo subdesenvolvido litoral e/ou aceitar trabalhar lá pelo salário mínimo.

    Isto também é uma consequência sociológica e demográfica: se for para ter que estar a 3-5 horas da família por 700 euros, também posso estar a 10 horas da família pelo dobro. Quem quer defender o mercado livre para justificar a sua prepotência de que a malta tem que ir embora, que perceba que pode não ser para a Guarda, Viseu ou Bragança; quanto a Portugal, boa sorte com isso, se houvesse políticas de habitação mais equitáveis, talvez mais portugueses escolhessem ficar mais perto.

    (emigrei no tempo do Medina, hoje não me conseguia sustentar com o salário que tinha, na Área Metropolitana de Lisboa, onde cresci e tenho família e a minha rede de apoio.)

  10. Imigra-se tanto num país cuja submissão às multinacionais e potências estrangeiras dificulta a vida da população como em países onde a introdução repentina do capitalismo tornou o nível de vida previamente existente insuportável, não me causa espanto.

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