Visão | Susana Peralta: “É preciso tributar as heranças e doações”

47 comments
  1. Quando a Susana Peralta falar de criação de riqueza em vez de distribuição de riqueza é que devia ser notícia.

  2. Lmao porque a carga fiscal atual já não é a maior de sempre. É preciso tributar mais. /s

    Foda-se. O tuga muito gosta de ser chuchado até ficar seco.

  3. A França faz isso. O que acontece? O pessoal tem de vender a casa que herda dos pais porque não tem dinheiro para pagar o imposto de herança e o que sobra não dá para comprar casa própria. Fazem estas leis a pensar nas grandes fortunas mas depois quem se fode é o mexilhão.

  4. Até concordo, mas só se for exclusivaments aplicado aos mega multimlionários. Ás pessoas comuns, não.

  5. O que é preciso é criar mais riqueza, não continuar a tributar mais e mais o pouco que há em Portugal.

  6. Se tributassem doações a partidos é que era porreiro… podia ser até como o IRS, quanto mais percentagem de votos o partido tivesse, mais pagava de imposto sobre doações.

    A realidade é que taxar heranças é para foder o Zé Pagode porque os verdadeiramente ricos deixam a herança como um fundo para sustentar a prole e como tal nunca seria abrangido por mais um imposto.

  7. Apesar das gralhas (de outra ordem que não gramatical) que o artigo contém (o que por si só já é criticável para uma docente universitária…), as doações e as heranças já são tributadas.

    Por outro lado, já tivemos um imposto sobre sucessões e doações, o qual foi “esquartejado” e algumas partes foram remetidas para outros impostos.

    Por outro lado ainda, a referência a doações e sucessões (conjuntamente) é necessária porque as doações podem ser o principal mecanismo de evitação da tributação no âmbito das sucessões por morte. Logo, é necessário que haja harmonização entre estes dois regimes, quer no âmbito “extra”-fiscal, quer no âmbito fiscal.

    Por fim, muitas das críticas que se fazem quanto à tributação em contexto hereditário são facilmente resolvidas, designadamente por via de isenções (que já existem atualmente e que poderão existir em novos regimes).

    Agora, dizer que as heranças não constituem uma inegável vantagem dos que mais têm sobre os que menos têm, é literalmente comer gelados com a testa. Então uma pessoa que arrenda 3 ou 4 prédios pagos, para arrendar, ou alguém que recebe alguns milhões, não tem vantagem sobre aquele vai começar do zero? Note-se que não sou a favor de se apropriar das heranças (como num estado socialista), mas qual seria o problema de se tributar 10% de alguém que recebe 2 ou 3 milhões do pai?

  8. Eu tenho outra ideia e que tem potencial de ser uma enorme fonte de receita para o estado.

    Aqui vai: tributar cada ideia de merda que políticos ou pseudo-intelectuais têm!

  9. Carga fiscal a bater mais um recorde. Tolinhos marxistas: vamos destruir o elevador social inter-geracional! Serás dependente dos subsídios e serás feliz!

  10. Susana quê?

    Espera, já sei é a senhora impostos…

    Para esta senhora tudo é taxavel, tudo devia levar com impostos.
    É uma académica especializada em teorias sobre impostos…não sabe falar sobre mais nada.

    Esta sim podia emigrar ou regrassar à Bélgica.

  11. A possibilidade de dar uma vida melhor aos filhos parece-me um dos aspectos básicos da vida humana, não deve ser limitada pelo estado.

  12. Paga se impostos quando se compra uma casa. Paga se impostos por ter uma casa. Vai se pagar impostos por se herdar uma casa também? Já não basta pagar mais valias quando se vende uma casa herdada?

    Antes disso tributem mas é casas de fundos de investimentos que estejam desocupadas por períodos prolongados de tempo.

    E imóveis de partidos políticos. E já agora, tributem também as igrejas.

    Em vez de irem buscar mais impostos a quem já os paga, vão buscar aqueles que concerteza podem pagar e atualmente não pagam…

  13. Isto é o que acontece quando vives numa bolha académica e não percebes que o pessoal com dinheiro irá de alguma forma evitar a tributação, com um loophole qualquer e mais uma vez, quem se fode são os remediados e não o pessoal super rico.

    Teoricamente, consegues fazer um gráfico muito bonito e explicar o que aconteceria, depois entras no mundo real e deparas-te com legislação e habilidosos que fazem da vida deles ser criativos com contabilidade.

    Citando o Nassim Taleb, “Being an economist is the least ethical profession, closer to charlatanism than any science.”. Digo isto sendo licenciado em Economia.

  14. Um homem trabalha, paga IRS sobre o dinheiro do seu trabalho. Usa esse dinheiro para comprar uma casa, paga o IMT na compra, IMI todos os anos, paga juros ao banco durante décadas. Sobre isso tudo ainda paga imposto de selo sobre os outros impostos e comissões bancárias.

    Reforma-se, continua a pagar IRS em cima da reforma que recebe e quando finalmente morre, e vai conhecer os bichos debaixo da terra, os herdeiros ainda têm que pagar mais impostos para usufruir dos frutos do trabalho do sei pai.

    Parece-me muito bem, não se esqueçam de tributar também o recheio da casa não vá o velho ter deixado algum relógio em ouro..

    Depois que ninguém se admire dos casos de velhotes com contas solidárias em que o dinheiro desaparece magicamente, de herdeiros desavindos e de pessoas que terão que vender a casa onde vivem para pagar tais impostos sobre a morte.

  15. Curiosamente, ignora olimpicamente, que essa transferência geracional de riqueza é que tem permitido albardar o burrico económico português.

  16. Permanecer na grande maioria dos países da UE e, ainda pior, em portugal, é um tiro no pé para qualquer pessoa que queira evoluir na vida.

  17. Isto é aquele tipo de merdas que ia afetar mto mais o cidadão comum do que aquelas riquinhos de merda.

    Em teoria, percebo o q ela quer dizer. Na prática ia só lixar aqueles que já são enrabados por este governo a torto e a direito, com a maior carga fiscal de sempre.

  18. Heranças são talvez das pouquíssimas formas realistas de progressão social neste país…

    Neste país uma pessoa pode-se matar a trabalhar uma vida inteira e não ter qualquer progressão social, mas com esforço pode conseguir chegar ao final da vida e deixar uma casa e uns cobres para a sua descendência, e dar “um ponto de partida” diferente do que teve aos filhos e aos netos.

    Aliás, isso em Portugal é mesmo gritante, porque quase todos nós descendemos de pessoas pobres e camponesas que viveram no Portugal rural do tempo do salazar, e que a muito custo acumularam fortuna ao longo da vida que puderam deixar aos filhos, permiti-los estudar, etc…

  19. Fico muito surpreendido em ver tanto liberal meritocrata contra esta medida. É só para o que interessa.

    Então onde está a ideologia quando trata de na competição natural e desejável (segundo essa logica) pelo mérito e sucesso, haver um conjunto de pessoas que parte para a “corrida” já com uma volta de avanço? Não seria muito mais justo e real meritocracia, taxar (com as devidas ponderações) as transferencias de riqueza nao geradas pelo próprio?

  20. É preciso é tributar menos para que a economia que interessa cresça e não a economia da corrupção e dos amigos e compadres.
    Cambada de políticos de merda que só querem roubar.

  21. Mais uma iluminada de esquerda.
    Os romanos fizeram isto e não resultou, passados 2000 anos continuamos com ideias de merda.

    Votem nesta gentalha, viva o PS, só lixo.

  22. Não há ordenados para uma família considerar ter filhos. Não há hospitais para assegurar a saúde das grávidas e pediatrias para os filhos. Não há casas para criar uma família com filhos. Não há escolas e infantários para meter os filhos. Não há habitação acessível para a educação superior dos filhos.

    E agora, ainda querer diminuir o que os pais deixam do remanescente do seu trabalho e esforço para que os seus filhos e netos tenham uma vida melhor. Já sem contar com casas que estão nas famílias há gerações.

    Os muito ricos continuarão ricos e com bens. O Zé da classe média já não pode ir de férias porque ficou sem a casa de férias que estava na família há 70 anos.

  23. Para grandes fortunas faz sentido. Para grandes fortunas, também, não ias ver nem um cêntimo minha senhora.

    Quem ia pagar era novamente o desgracado que poupou umas coisas e deixou aos filhos.

    É arquivar na pasta das boas ideias de esquerda que na prática não resultam / vão dar merda.

    Dito isto, a acumulação de riqueza em poucas pessoas está cada vez pior e deve ser corrigida a bem de todos. Antigamente era com os populares a cortarem umas cabeças dos nobres. Hoje em dia não sei como será

  24. Ah sim a acumulação de privilégios por direito de nascença, esse pilar do liberalismo. Aqui há alguns séculos houve um movimento qualquer que se revoltou contra essa manifestação máxima da meritocracia e defendia a igualdade de oportunidades e que todos deviam nascer iguais, malditos comunas que deviam ser!

    Autoproclamados liberais tentam não defender a reimplementação e manutenção dos resquícios do feudalismo challenge

  25. Esta gaja andou com o meu pai na escola lol. Ela é uma cagona de uma família rica mas deve ter passado mal com a distribuição das heranças entre as irmãs xD

  26. Não foi esta que há uns anitos disse que era preciso aumentar os impostos?

    Diz-me que és de esquerda, sem me dizeres que és de esquerda.

  27. Arrepia-me a parte “(…) melhorar o valor social e limitar o impacto que a lotaria do nascimento tem na vida das pessoas.”.
    O património não é uma lotaria do descendente mas um dos resultados de uma vida de trabalho de quem muito trabalhou, poupou e se sacrificou para dar uma vida melhor aos filhos.
    Mas o socialismo é assim mesmo, um sanguessuga enquanto os outros tiverem algum sangue pois sanguessugas não geram riqueza, chupam até não haver mais. Mentem, prometem e enganam. E quando o sangue acabar, alguma troika virá para salvar a face petrefacta do socialismo.
    Digo eu.

  28. Tendo a votar IL, mas concordo com isto! Herdar dinheiro da família coloca-te numa vantagem não merecida. Tenho um amigo que gosta muito de mandar postas de como ele “arriscou tudo para montar a sua empresa”, mas esquece-se de referir que sendo os pais milionários ele sabe que pode tomar esse risco que terá sempre à espera dele um monte de dinheiro e um apartamento de luxo na Foz. O que a Susana está a sugerir não é proibir heranças, mas simplesmente taxá-las. Esse dinheiro deveria, por exemplo, alimentar um fundo de empreendedorismo que pudesse ser usado para outros cidadãos menos afortunados tentarem eles também montar a sua empresa de sucesso.

    No fundo, deveriamos seguir um modelo como o da Suíça: impostos ao rendimento dependente progressivos, mas muito baixos (para permitir que todos possam subir na vida), mas por outro lado tem um imposto às fortunas (para que uma vez que tenhas subido na vida possas retribuir mais à sociedade o que ela te proporcionou). E o patamar a partir do qual pagas imposto é bastante baixo, começa logo em 1M de CHF. Tendo em conta os salários que se praticam, qualquer pessoa com um curso superior, a trabalhar numa área com procura, chegando aos 50 e tal anos tem mais ou menos isso amontoado.

Leave a Reply