Excesso de peso e obesidade custam 1,2 mil milhões de euros por ano em Portugal

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  1. “Aproximadamente dois terços da população adulta portuguesa (67,6%) apresentam excesso de peso ou obesidade, sendo que a prevalência de obesidade é de 28,7%.”

    “Em 2018, ocorreram 46.269 óbitos por doenças relacionadas com obesidade, o que representa 43% dos óbitos totais ocorridos em Portugal continental naquele ano”, refere o documento.”

    “Segundo a investigadora, estes números demonstram uma “verdadeira pandemia não transmissível e sublinham a urgência” de envolver ativamente a população na prevenção do excesso de peso e da obesidade e de assegurar um diagnóstico precoce e um tratamento adequado das pessoas que vivem com a doença.”

  2. Podemos usar uma espécie de passe digital para validar o acesso à fast-food ou comprar batatas fritas no supermercado?

  3. Adoro as falsas equivalências ao COVID que alguns coisinhos estão a fazer. Até parece que um gajo vai às compras e respira e de repente… arrrghh apanhei gordice!!

    Não sejam coisinhos.

  4. É uma discussão interessante.

    A saúde é pública, automaticamente cabe ao Estado minimizar a despesa com a saúde. Pelo que é benéfico ter os cidadãos o mais saudáveis possível, logo com peso e massa gorda dentro do ideal.

    A questão é como. Cria-se uma taxa para penalizar comportamentos de riscos e financiar o SNS como no caso do tabaco? Aperta-se na regulamentação como já foi o caso do sal no pão, ou no leite achocolatado? Proíbe-se completamente como foi o caso de doces na escola?

    Também há sempre o reverso da medalha que é incentivar comportamentos saudáveis. Ginásios mais acessíveis. Maior educação. Impostos mais baixos para certos produtos, etc

  5. Entretanto a educação física na fase critica para estabelecimento de hábitos de atividade física (na primária) quase não existe. Mais, nunca houve tanta falta de jogo livre em casa e na escola como agora. A situação com excesso de peso e obesidade vai piorar drasticamente quando as crianças de hoje crescerem.

  6. É engraçado ler tanta gente sem noção daquilo que fala.

    A obesidade em si é muito mais complexa do que a alimentação. Sim, em parte é, porque provém dos alimentos na sua maioria, mas é muito mais psicólogo do que as pessoas pensam ou admitem.

    A diferença é que é algo que se nota visualmente em cada um, bastando olhar para alguém e ver logo se é obeso ou não, etc…
    E as depressões? E os comportamentos obsessivos compulsivos? Esses, que muitas vezes fazem parte, não são algo que se note só visualmente, e no entanto fazem parte fulcral do problema…

  7. Opinião Impopular: “body positivity” nos moldes em que é usada atualmente é uma praga e apenas serve para descartar a responsabilidade individual de cada individuo perante o seu próprio corpo e bem estar. “Body positivity” deveria ser sobre pessoas/corpos com deficiências físicas (por exemplo: a perda de uma mão, perna ou desfiguração) e não para “aliviar” as consequências provenientes de falta de disciplina com a alimentação e exercício físico.

    Change my mind.

  8. Para mim uma boa medida era as escolas, principalmente nos primeiros anos, serem acompanhadas com uma frequência anual(no mínimo) por nutricionistas. As crianças que não encaixassem nos padrões de uma alimentação saudável e/ou que apresentassem excesso de peso, teriam os seus pais chamados à escola para serem alertados das consequências que aquela condição poderia ter em toda a vida e instruções de como mudar aquele estado de coisas. Teria de ser tudo feito com uma abordagem altamente educativa, porque o que não faltam são mais que ainda se sentiriam ofendidos por dizer que o seu rebento “gordinho” é obeso. Planos como cheque dentista mas aplicado à nutrição também poderão ser uma boa ideia.

  9. Lógica e moralidade pós-pandemia:

    Bom, nesse caso, e sendo que por causa dessas pessoas o SNS sofre e muitos não arranjam tratamento nem vagas, o correcto é banir todos os alimentos que façam mal e usar a GNR para fiscalizar o frigorifico de cada.

    Já estou a imaginar o Sargento a entrar-me pela casa adentro, a palitar os dentes: “En tão bô tardi…o qué que se come hoje? Hummm…saladinha…muito bem…”

  10. Depois admiram-se que a TAP esteja falida. Com essas pessoas a bordo lá se vai a média do consumo. É como o nível do mar, as pessoas entram todas na água e a lei de Arquimedes faz o resto /s

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