Esquerda quer centrar inquérito nos danos da gestão privada da TAP

10 comments
  1. expliquem mas é aos contribuintes como é que nacionalizar e enterrar 3.2 mil milhões naquele buraco foi uma boa ideia

  2. Porque não ir mais longe? Havia um gestor brasileiro muito competente na TAP durante o tempo do Sócrates..

    Mais! Ir ver se o Humberto Delgado estava bom da cabeça quando fundou a companhia em 1945

    Olhem que isto.. Renacionalizar o que já estava podre é o problema.

  3. como podem o PCP e o BE responsabilizar pelo desastre da nacionalização (apoiada pelo PCP e BE) a gestão privada de uma empresa que nos seus 78 anos de vida sempre foi empresa pública com gestão pública e apenas teve gestão privada (com apenas 50% do capital) durante oito meses de Junho de 2015 a Fevereiro de 2016?

    E o burro sou eu?

  4. Este foi sempre o problema. A TAP é a maior arma de arremesso entre a esquerda e a direita. Entretanto, um país com quase de 10% do PIB em cima do país vai desbaratando a sua companhia aérea. Uma alucinação colectiva onde todos ralham e ninguém tem razão.

    Destas trapalhadas todas tiram-se muito conclusões:

    1 – A venda ao consórcio Atlantic Gateway foi um flop. A TAP não foi recapitalizada. Foi feito um “empréstimo” a 30 anos pelo valor da compra. Sabemos agora que foi a Airbus a dar o dinheiro para a compra da TAP de forma a poder não cumprir um acordo que tinha com a companhia. O governo à data foi informado disse que não, mas vendeu na mesma.

    2 – Os contratos de leasing dos novos aviões. A TAP está em tribunal, veremos como acaba. Eu diria que onde há fumo há fogo, António Pires de Lima foi ao parlamento dizer que é tudo mentira… tenho dúvidas.

    3 – A falta de capital da TAP é crónica. Aqui, entra também a UE. Que, por norma não autoriza qualquer tipo de investimento dos estados em companhias privadas, ou seja, até à privatização toda a gestão financeira da TAP foi, salvo erro, feita com dívida. O novo accionista privado continuo o problema. Tal como se sabe hoje, nem dinheiro tinha para comprar a TAP quanto mais para a recapitalizar.

    4 – A “recompra” foi um negócio ruinoso. O estado passou um cheque em branco a um grupo empresarial que, como sabemos agora, nem sequer tinha liquidez para comprar a companhia.

    5 – Ter à frente da empresa alguém que sabia de aviação comercial e com contactos nos EUA e no Brasil foi fundamental. Nem tudo foi mau na venda ao Neeleman, a TAP expandiu-se para as rotas transatlânticas. Não só estas rotas são muito mais interessantes do ponto de vista financeiro, mas também trouxe um apreciável volume de turismo – com um perfil mais “gastador” do que os passageiros das low cost.

    6 – É impossível gerir uma empresa privada, que concorre num mercado internacional com as regras do estado. A questão Alexandra Reis e ilegalidade da sua indemnização, deveriam chocar qualquer um. E não, não é o valor. É o facto de poder ser despedida de um momento para o outro e não poder receber por tal. A TAP – ainda bem! – não está abrangida pelo CCP, mas se estivesse era o fim da companhia. Mais, o imobilismo e falta de capacidade de execução está em muito ligada ao CCP.

    7 – Do episódio dos carros fica também uma lição. Na altura “todos” pedimos para o governo intervir na gestão corrente da empresa. A opinião pública pediu e o governo – sempre preocupado com a imagem e aliados políticos – assim fez. Deu ordem para que se tomasse uma má decisão de gestão. Não podemos agora ficar surpreendidos quando ficamos a saber que o governo interferia na gestão do dia a dia. Fomos “nós” que pedimos!

    8 – Os trabalhadores da TAP. A TAP é uma das empresas que melhores condições oferece aos seus trabalhadores. Dias de férias, salários e apoios extra (como é o caso da creche, que deixou de existir entretanto – mas que fazia todo o sentido). O que se assistiu nos últimos dois anos foi a um reestruturação. Onde a empresa deixou de dar tantos dias de férias e reduziu salários. Os resultados estão aí.

    9 – O estado tem infelizmente que sair de qualquer tipo de empresa. Não há qualquer tipo de responsabilidade por parte dos movimentos sindicais quando o estado está envolvido. Há sempre alguém para pagar a conta e a dar cobertura aos prejuízos e ao emprego daqueles que reivindicam. Eu olho para as greves dos tripulantes da TAP e vejo duas empresas aéreas, constantemente a recrutar em Portugal: Easyjet e Ryanair. Se a TAP é assim tão má, mudem!

    10 – Mudar o nome da TAP. É incrível que 3.2MM depois, continue a ser a companhia aérea de Lisboa.

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