Diretor de serviço partilha no WhatsApp informação de médica que denunciou negligência

20 comments
  1. O título não faz jus à gravidade da situação. Quebra até o sigilo médico para arranjar mais munição… Estamos entregues aos bichos.

  2. Teve um esgotamento e então?

    Não é isso que está em causa, apenas se os factos apurados correspondem à realidade.

  3. Não é de admirar que ela os vai processar.

    Honestamente o que deveria ser feito era dar mais força a quem tem razão nesta história, para que mais bons profissionais possam ser protegidos e os merdas sejam descobertos.

  4. Se inicialmente pus a hipótese de a Médica ser algo desequilibrada, sem duvidar nada da possibilidade dos denunciados casos serem verdadeiros.

    Hoje está á vista que ela terá razão e os colegas estão todos cagados.

  5. Só acho uma coisa mal nestas notícias, o nome do director de servico devia vir SEMPRE no título.

    Este gajo precisa de ser queimado e afastado de qualquer posicao em que possa exercer poder sobre alguém. Se a OM acha que isto é o carácter que querem para os seus médicos estamos mesmo muito mal.

    O GMC (OM britanica) suspendeu um médico 6 meses por andar de metro sem bilhete, porque acharam que isto é revelador de mau carácter, em Portugal permite-se isto.

    EDIT: Pedro Henriques, ex-orientador, acusado de negligencia e Gildásio Martins dos Santos, acusado de encobrir os erros e difamar Diana de Carvalho Pereira.

  6. Portanto, quebrou regras deontológicas e a lei, para, POR ESCRITO E DE FORMA IDENTIFICÁVEL, tentar expor uma colega com informações sensíveis, que ela própria já tinha divulgado ao público.

    Crl 😂

  7. Qual era a ideia desse diretor de serviço? Mas quê, os médicos não podem ter os seus problemas de saúde e irem ao médico também?

  8. Já foi partilhado aqui um link que *supostamente* mostra a notícia, mas (pelo menos para mim) não parece estar completa. No entanto, fica aqui o texto que vem na edição **física** do JN:

    > O diretor do Serviço de Cirurgia 1 do Hospital de Faro partilhou, num grupo privado de WhatsApp, informação pessoal e clínica da médica interna que o acusa de encobrir onze casos de alegada negligência e más práticas. Os dados terão sido fornecidos por Pedro Henriques, ex-orientador de formação de Diana de Carvalho Pereira, de 27 anos, também visado nas denúncias, às quais acedeuatravés dos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS).

    > As informações constam de uma publicação, feita ontem pelo diretor do serviço, Martins dos Santos, e à qual o JN teve acesso. Trata-se do relatório de uma consulta aberta a que Diana foi no dia 6. Além de explicar os sintomas de dor que a levaram a procurar o colega, a médica interna revelou, nos antecedentes, o burnout que sofreu na faculdade e que a própria tornou público.
    “Tomei conhecimento que foram partilhados dados pessoais e clínicos meus no grupo geral de cirurgia de Faro onde estão todos os especialistas internos do serviço. Dados esses partilhados no grupo, sem autorização de acesso ou partilha, pelo diretor de serviço”, explicou, ao JN.

    > Para tentar perceber de que forma acederam às informações, a médica consultou o SPMS. “Percebi que quem visualizou dados sem autorização e os transferiu ilegalmente foi o dr. Pedro Henriques”, acrescentou, mostrando ao JN comprovativos de quatro acessos: dois a 4 de abril (três dias depois de ter apresentado queixa), um no dia 20 e outro a 21.
    “Nesses dados clínicos constam os meus antecedentes pessoais, cirurgias e medicação, bem como a minha identificação e morada”, lamenta, falando em
    “assédio laboral e tentativa de perseguição”, “Mesmo estando com o internato suspenso, continuam a difamar-me a fazer este tipo de partilha ilegal”. Diana garante que irá apresentar queixa às autoridades e à Comissão Nacional de Proteção de Dados e que enviou todas as provas aobas-tonário da Ordem dos Médicos.

    > O JN sabe que a Ordem irá remeter as informações ao Conselho Disciplinar, à Secção Regional do Sul e à comissão independente criada para investigar o caso.
    Contactado pelo JN, Martins dos Santos não desmentiu ser o autor da partilha.
    “Recebi esses dados em carta anónima”, justificou. Já o cirurgião Pedro Henriques recusou comentar.

    Não têm de quê!

  9. Este país é governado por velhada com maus vícios que pensa que pode abusar e explorar toda a gente, fazer tudo o que bem lhes apetece sem consequências. Felizmente há malta jovem como está médica que conhece os seus direitos e que se consegue impor contra esta gente.

Leave a Reply