Professora catedrática do Porto acusada de assédio por 20 investigadores e estudantes

27 comments
  1. Bem vindo ao mundo académico. Já perdi a conta das vezes que vi alunos de doutoramento a saírem dos gabinetes dos orientadores com lágrimas nos olhos.

  2. Agora é que a sociedade está a bater de frente contra o que é há muito tempo a realidade do feudo e servitude académica, dos orientadores e orientandos.

    Já estava na hora.

  3. Não sei bem como classificar do que a senhora é acusada mas não é correcto e bem pode ser posta a andar. Não é preciso esse nível de maldade no meio académico

  4. Quando perceberem que metade dos professores catedráticos só lá andam para mamar bolsas e dar “prestigio” pelo CV que tem, mas que odeiam aturar alunos e pouco ou nada contribuem para a qualidade do ensino das instituições que representam, é o dia em que vão entender que haver cargos onde os professores (quase) não podem ser despedidos é uma péssima ideia.

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    Eu nunca estudei nestas universidades, mas a fama de professores como a Maria Ana do curso de Biologia, são coisas para lá da compreensão, ou das professoras que se fazem de amiguinhas e que não hesitam em espetar-te uma faca como a Rosália do ICBAS

  5. Sou só eu que vejo na notícia um certo ar de igualdade entre homens e mulheres. Estou um bocado farto do discurso de que a culpa dos abusos de autoridade/corrupção/compadrio/protecionismo de classe etc é do homem e que se fossem mulheres isso não acontecia e o mundo seria melhor. Sem darem conta que é um discurso absurdamente sexista.

    Ver mulheres em posição de poder a abusar mostra que o problema é cultural e organizacional e não é pré-determinado pelo que uma pessoa tem no meio das pernas.

  6. Do que li da notícia ela denegria mais mulheres do que homens e era homofóbica mas não encontrei assédio sexual , de qualquer maneira terá de existir punição

  7. Texto completo:

    Uma professora catedrática da Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto foi alvo de uma queixa na Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) apresentada por 20 investigadores e alunos de doutoramento há cerca de um ano.

    O caso é contado pelo jornal Expresso, que teve acesso à denúncia. Na queixa, a professora é acusada de “assédio moral, sexual e discriminação”. Em concreto, os estudantes e investigadores falam no uso “constante” de insultos e linguagem escatológica. Como exemplos, dizem que a professora comentava a roupa das doutorandas e apelidava-as de “osgas” e “prostitutas colombianas” e que se dirigia aos homens que julgava serem homossexuais como “cinderela” e “florzinha”. Falam também em comportamentos “violentos” como “projeção de objetos” e “levantar a mão”.

    Três investigadores ouvidos pelo Expresso dão mais pormenores. “As humilhações eram permanentes. Passava horas aos gritos, a chamar-nos burras, vacas, avantesmas e muitos outros nomes. Só parava quando chorávamos”, diz uma. Havia também comentários sexuais, como pedir às mulheres que descrevessem o “chumaço” que se notava nas calças dos colegas, e pedidos de envio de fotografias da roupa interior.

    A ACT terá remetido a queixa de março de 2022 para a Inspeção-Geral de Educação e Ciência em janeiro deste ano. Terá também multado a Faculdade por esta não dispor de um código de conduta para combate ao assédio, algo que é obrigatório desde 2017. A Inspeção-Geral não tomou qualquer iniciativa por considerar que a Faculdade tem competência para levar a cabo o seu próprio inquérito sobre o tema.

  8. Entre este tipo de cenários, pessoas a terem artigos roubados, bases de dados usurpadas pelos professores “investigadores”, abusos de poder, incompetentes, etc haverá alguém que conseguiu fazer o ensino superior sem lidar com pelo menos um destes problemas?

    Ao lado disto, o outro dizer que a saúde mental dos alunos não é importante até parece fofo.

  9. Portanto, chamava às alunas de prostitutas, mas depois pedia fotos da roupa interior das mesmas?

    Quer-me parecer que se a senhora saísse do armário seria menos frustrada.

  10. >Na queixa, a professora é acusada de “assédio moral, sexual e discriminação”. Em concreto, os estudantes e investigadores falam no uso “constante” de insultos e linguagem escatológica. Como exemplos, dizem que a professora comentava a roupa das doutorandas e apelidava-as de “osgas” e “**prostitutas colombianas**” e que se dirigia aos homens que julgava serem homossexuais como “**cinderela**” e “**florzinha**”. Falam também em comportamentos “violentos” como “projeção de objetos” e “levantar a mão”.
    Três investigadores ouvidos pelo Expresso dão mais pormenores. “As humilhações eram permanentes. Passava horas aos gritos, a chamar-nos **burras**, **vacas**, **avantesmas** e muitos outros nomes. Só parava quando chorávamos”, diz uma. Havia também comentários sexuais, como pedir às mulheres que descrevessem o “**chumaço**” que se notava nas calças dos colegas, e pedidos de envio de fotografias da roupa interior.

    Uma verdadeira pérola a “catedrática”

  11. Vocês leram os comentários no Observador? Uma gaja diz:

    “Só estórias para encher papel. Porventura a dona doutora catedrática só descrevia o que via pelos corredores e cantos dessa faculdade.
    O mundo está muito mudado e cheio de “não me toques”.”

    Realmente, as vítimas aqui é que são flores de estufa. Há com cada um…

  12. Não percebo como é que professores têm coragem de se comportar dessa forma quando têm muito mais a perder do que a ganhar. Por um lado é de elogiar a sua coragem.

    Na minha antiga escola secundária, por muito menos, alguém pegou fogo ao carro de um docente.

  13. Prof. Paula Branquinho da FFUP de novo nas bocas do mundo…
    Realmente ela gostava tanto de se gabar que era a prof que tinha mais artigos publicados, agora pode também dizer que é a mais “famosa”…

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