Autismo: Moda ou Realidade?

10 comments
  1. Não é moda, mas ter autismo, 60 personalidades, sexualidade indefinida, um sistema galáctico e uma boa desculpa para te fazeres passar por menor, é moda infelizmente.

    /r/fakedisordercringe/

    Edit: Sexualidade indefinida abrange as pessoas que querem ser tratadas por mil e uma inventada, se és transsexual, não andas por norma por aí a dizer que és um sistema com 60 personalidades.

  2. Não é moda. Mas também acho a definição da DSM uma parvoíce.

    Vá venham la com “mAs sAbEs mAis QuE um MéDicO????” – talvez não, mas vejam as bases cientificas ( ou falta delas ) do DSM para terem uma ideia. E isto é o guia que serve de base para diagnósticos.

    Autismo, em graus maus baixos ( I e talvez um bocadinho do II ), não devia ser de forma nenhuma “perturbação do desenvolvimento, caracterizada por um défice global em três áreas: interação social, comunicação e comportamento.”.

    Não há défice de interação social, se a pessoa está perfeitamente contente com o grau de interacção que tem, ou se apenas interage quando estão reunidas as condições para isso.

    Não há défice de comunicação. Existe sim uma diferença, sendo a comunicação de um autista mais “crua” e directa. Neurotípicos interagem muito com base em “pistas sociais” e meias frases. Há estudos em que puseram 3 grupos a conversar: 1 – Só pessoas com Autismo, 2- Só Alísticos ( pessoas sem autismo ) e 3 – Mistura de ambos. Foi avaliada a eficiência de comunicação dos tres grupos, sendo que o grupo 3 foi o pior, de seguida o grupo 2 e finalmente o grupo 1 sendo o mais eficaz. Autistas comunicam melhor entre si, mas de alguma forma são considerados como tendo um défice de comunicação? Só existe se essa comunicação for entre grupos ( grupo 3 ), e porque o “não-autismo” é considerado a “normalidade”. Talvez possam existir mais normalidades, já que os números de pessoas com autismo diagnosticado têm vindo a aumentar. Não quer dizer que seja mais prevalente hoje que há 20 anos, quer dizer que existe mais consciencialiazação. ( Ex, aumento de pessoas canhotas após isso ser considerado normal e deixarem de obrigar os putos a escrever com a direita na escola. Esse aumento atingiu um certo patamar e estabilizou na percentagem real. ).

    ​

    Não há défice de comportamento. Mais uma vez, reforço que falo nos graus mais baixos. O famoso DSM decidiu definir o que é comportamento “normal” e o que não é, mas pegam nesse mesmo livrinho e vão a outro país qualquer, onde a cultura é diferente da ocidental, e, segundo o que lá está escrito, toda a gente é anormal. Enfim. Se o meu comportamento não me impede de fazer uma vida normal em sociedade, o que tem de anormal?

    Só para meter a cereja em cima disto tudo, muito rapidamente. Pessoas com autismo conseguem ter uma performance amplamente superior a pessoas sem autismo quando colocadas nas posições certas e têm o suporte que precisam ( que muitas vezes nem é assim tanto – ambiente calmo, luzes não muito fortes, e pouco mais ). Mas dizem que têm autismo numa entrevista e as pessoas torcem nariz e o cv vai pro lixo a seguir.

  3. Está na moda é os putos e mentes básicas dizerem que têm síndrome de Asperger, só para se sentirem diferentes e únicos, no entanto, não têm síndrome nenhum, têm é falta de autoestima e são uns alienados.

    Devia era de existir a moda de ingressarem nas forças armadas, para verem o que é bom.

    De qualquer das formas, estas modinhas são um insulto para quem realmente sofre de alguma doença relacionada… Esta geração está mais fodida que o cu da Cristina Ferreira.

  4. Há muita gente a fingir que tem coisas que não tem? Há pois e é uma merda bem esquisita para se fazer por likes e tal. Faz das neurodivergencias moda? Não acho.
    O que se se calhar acontece é que é mais normalizado que antes e portanto há mais facilidade em detetar sinais e diagnosticar (e em ver pessoas falarem abertamente sobre isso) que detetar sinais e suprimir e esconder.

  5. Não acredito que seja moda, simplesmente é mais diagnosticado e começa a haver menos estigma (quantos de nós já não ouviram alguém dizer “eu/o meu filho/neto não é autista, é só estranho”?). Nalguns países quando se disgnostica uma criança também se analisa a possibilidade de pelo menos um dos pais ter autismo porque pelos vistos há uma relação genética, por isso acabas com duas ou mais pessoas diagnosticadas quase de uma vez.

Leave a Reply