‘É a eterna questão dos gestores de recursos humanos e um desafio constante para as organizações: um trabalhador quando decide sair deixa a empresa ou o seu líder? A resposta não é linear, mas parecem não restar dúvidas da importância que a figura do líder tem na retenção e motivação das suas equipas, numa altura em que atrair talento é um problema crescente para as empresas. Em Portugal, 81% dos profissionais admitem ter ponderado sair da empresa devido à sua chefia direta. Os dados constam de um estudo da autoria de Sara Midões, coordenadora executiva e docente do Curso de Liderança Positiva e Empática, do Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa (ISCSP), a que o Expresso teve acesso.
Os números indicam a tendência. Cerca de 88% dos profissionais reconhecem que a sua satisfação laboral é impactada pela sua liderança direta e 81% referem o impacto (positivo ou negativo) que a chefia tem no seu bem-estar. Mais, 81% dos trabalhadores inquiridos por Sara Midões, no âmbito do estudo “Qual a qualidade das nossas lideranças?”, dizem já ter ponderado abandonar um emprego devido ao posicionamento do chefe e, desses, 56% acabaram mesmo por sair.’
É o que acontece quando uma boa parte dos chefes são “chefes” por causa de lambe-botismo e lambe-cuzismo e não por mérito profissional…
Que soluções existem? Nenhumas porque mesmo os patrões, muitos deles gostam de ser engraxados
Grande parte dos chefes são incompetentes… Com tanta formaçãozeca da treta que se dá nas empresas, já era tempo de dar formações a sério aos chefes em como gerir pessoas, não?
é normal, pessoalmente começa-me a cansar ser chefiado pela única pessoa da equipa que não tem formação superior
Eu quase deixei o meu emprego no ano passado porque tivemos mudança de chefia e o novo chefe era muito prepotente, para não falar que para ele éramos apenas números. Nunca me senti tratado com tanta ingratidão. Os resultados da equipa pioraram e a satisfação geral diminuiu significativamente. Felizmente abandonou o barco e veio uma nova chefe que endireitou a coisa. Desde então, não voltei a equacionar sair. A equipa está mais satisfeita, os resultados melhoraram.
Confirmo.
Adorava a empresa e as pessoas com quem trabalhava diretamente, não consegui aguentar mais estar debaixo da minha chefia.
Entrei agora numa empresa, onde 80% são mulheres, e é impressionante a maneira como lambem as botas às supervisoras, entretanto nós, os “novatos” que lá estamos á pouco mais de 1 mês, somos constantemente repreendidos por coisas que era suposto sabermos mas que ninguém nos ensina, e estou a falar de um trabalho com uma responsabilidade enorme. O facto de serem mulheres, são todas amigas pela frente mas por trás o nível de hipocrisia é extremo. A quantidade de vezes que entro na sala em que nos é comum para guardar o material ou comer, e param de falar entre elas é só ridiculo. Depois chamam-me á parte para me dizer que devo demonstrar mais interesse perante as supervisoras porque as pessoas “aqui dentro têm a língua comprida”. No entanto, lamber o cu às chefias é prato do dia a dia. Não ganham mais por isso, não querem ficar com o trabalho de supervisão ( entretanto se for oferecido), não gostam da supervisora X ou Y, mas quando a tal X ou Y aparece, são todas santas. Quando a sup. Vai embora, já são todas chefes. Em apenas um mês, já me questionei se realmente vale a pena aturar este tipo de coisas por um ordenado mínimo em part time. É apenas um pequeno desabafo que acredito que seja comum em muitas outras empresas.
Preferia partir as duas pernas a desistir por causa de um chefe e apanhei gente que não vale um corno. Lutei com diretor durante uns bons 6 anos que não teve outro remédio que não fosse pagar-me o que eu merecia.
Quem diria que meter pessoas em posição de liderança cujo o seu único currículo é o pais conhecerem o patrão, darem se bem com o patrão e mil e outras cunhas resultaria numa má gestão. Qualquer trabalhador que já tenha passando por pelo menos 3 empresas consegue identificar essas situações e as produtividade perdida, atrevo me mesmo a dizer em alguns casos são perdas de mais de 50% há custa de incompetencia mesmo.
O grande problema em Portugal é que os chefes começa pelo nome. O trabalho do chefe é mandar, o trabalho do gestor é solucionar os problemas os trabalhadores. Os gestores trabalham para os seus funcionários, retirando entraves, protegendo os trabalhadores das pressões superiores, solucionando questões de recursos, formação, equipamentos,…
Uma vez tinha um trabalho há uns anos era tranquilo bom ambiente tudo muito porreiro, mudou a chefia, de uma equipa de 10, 4 pediram a demissão em 6 meses e os restantes andavam loucos a procura de outra coisa.
Em Portugal os chefes são merda por todo o lado tirando uma ou outra excepção
O maior problema sempre foi as chefias intermédias, gente sem capacidade mas que se acham os Einstein da área quando sabem menos que os empregados. Clássico.
Eu tive de mudar por causa do micromanagement.
Literalmente era até ao osso, como por exemplo, alterar algumas palavras na documentação técnica, só pq na cabeça dele ficava melhor. Ou implicar com a posição ou cor de botões ou labels no software… Enfim.
Por isso ao fim de 4 anos não aguentei mais e já fui tarde. Vim para um sítio onde temos liberdade e tempo para fazer as coisas. E isso é LITERALMENTE metade do salário, acreditem em mim.
Num emprego que tive há uns anos em Lisboa, um colega de trabalho ameaçou-me a dizer que eu andava a falar mal dele (coisa que nunca fiz, não procuro dar-me mal com ninguém) e que me ia partir os braços à porta da empresa.
Reportei a situação às autoridades e ao patrão. A solução dele foi: *”Ah vamos conversar os 3 e resolver isso.”*
Escusado dizer que nunca mais meti os pés naquela empresa. Ele ainda ficou surpreendido por não me apresentar ao trabalho no dia seguinte. Considerou que despedir o dito funcionário seria “algo demasiado extremo”. Porque quem é que nunca ameaçou a integridade física de um colega de trabalho, né?
Entretanto, o mesmo funcionário ainda hoje trabalha lá…
O problema de Portugal em relação as chefias é o facto de acharem que essa posição é sinónimo de terem de ser tratados como Sôtô engenheiro e que sabem mais que os demais e muitas vezes nem o 6 ano possuiem…
Quando as chefias acham que nós temos que ser o nosso trabalho e, por isso, acham que temos que deixar de ter vida em função do mesmo, e consequentemente, tratam os trabalhadores como se fossem donos das vidas deles…
Já mudei duas vezes de local de trabalho por causa dos “chefes”. Prefiro líderes. Eu não consigo respeitar quem me desrespeita. Impossível. Prefiro “bater com a porta”, do que causar dano à minha sanidade mental. Não tem preço e é minha. A única que tenho, tal como a minha saúde física. Das duas vezes que bati com as portas, outras tantas se abriram… e melhores. Julgo que deveremos todos ter como preocupação “normal”, identificar os factores que nos causam DANO à saúde. Física e mental. Sabemos que o sal e o açúcar em excesso fazem mal. Sabemos que devemos colocar o cinto de segurança antes de por o carro a trabalhar, para prevenir o dano físico, em caso de acidente. E saberemos identificar os factores que nos causam DANO à nossa SAUDE MENTAL?!? Saberemos que existem ambientes e pessoas que nos causam perturbação mental? Porque existem. Existem locais de trabalho disfuncionais. Existem chefes muito perturbadores. E colegas. Companheiros. Conhecidos. Até mesmo mães e pais. Estas pessoas, com perturbações de carácter, que mentem, enganam, controlam, manipulam, estão por todo o lado. No governo. No emprego. Em
Casa. Julgo que o conhecimento é a melhor arma. Sempre. Sabermos que estas situações existem, sabermos identificar quando a nossa saúde mental está a ser afectada. E porquê. Ou por quem. E procurar ajuda, clínica ou jurídica, ou ambas e reagir da melhor forma. O assédio moral no local de trabalho é crime. Informe-se. Faça valer os seus direitos e proteja e zele pela sua Saúde Mental!
19 comments
‘É a eterna questão dos gestores de recursos humanos e um desafio constante para as organizações: um trabalhador quando decide sair deixa a empresa ou o seu líder? A resposta não é linear, mas parecem não restar dúvidas da importância que a figura do líder tem na retenção e motivação das suas equipas, numa altura em que atrair talento é um problema crescente para as empresas. Em Portugal, 81% dos profissionais admitem ter ponderado sair da empresa devido à sua chefia direta. Os dados constam de um estudo da autoria de Sara Midões, coordenadora executiva e docente do Curso de Liderança Positiva e Empática, do Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa (ISCSP), a que o Expresso teve acesso.
Os números indicam a tendência. Cerca de 88% dos profissionais reconhecem que a sua satisfação laboral é impactada pela sua liderança direta e 81% referem o impacto (positivo ou negativo) que a chefia tem no seu bem-estar. Mais, 81% dos trabalhadores inquiridos por Sara Midões, no âmbito do estudo “Qual a qualidade das nossas lideranças?”, dizem já ter ponderado abandonar um emprego devido ao posicionamento do chefe e, desses, 56% acabaram mesmo por sair.’
É o que acontece quando uma boa parte dos chefes são “chefes” por causa de lambe-botismo e lambe-cuzismo e não por mérito profissional…
Que soluções existem? Nenhumas porque mesmo os patrões, muitos deles gostam de ser engraxados
Grande parte dos chefes são incompetentes… Com tanta formaçãozeca da treta que se dá nas empresas, já era tempo de dar formações a sério aos chefes em como gerir pessoas, não?
https://en.wikipedia.org/wiki/Peter_principle
é normal, pessoalmente começa-me a cansar ser chefiado pela única pessoa da equipa que não tem formação superior
Eu quase deixei o meu emprego no ano passado porque tivemos mudança de chefia e o novo chefe era muito prepotente, para não falar que para ele éramos apenas números. Nunca me senti tratado com tanta ingratidão. Os resultados da equipa pioraram e a satisfação geral diminuiu significativamente. Felizmente abandonou o barco e veio uma nova chefe que endireitou a coisa. Desde então, não voltei a equacionar sair. A equipa está mais satisfeita, os resultados melhoraram.
Confirmo.
Adorava a empresa e as pessoas com quem trabalhava diretamente, não consegui aguentar mais estar debaixo da minha chefia.
Entrei agora numa empresa, onde 80% são mulheres, e é impressionante a maneira como lambem as botas às supervisoras, entretanto nós, os “novatos” que lá estamos á pouco mais de 1 mês, somos constantemente repreendidos por coisas que era suposto sabermos mas que ninguém nos ensina, e estou a falar de um trabalho com uma responsabilidade enorme. O facto de serem mulheres, são todas amigas pela frente mas por trás o nível de hipocrisia é extremo. A quantidade de vezes que entro na sala em que nos é comum para guardar o material ou comer, e param de falar entre elas é só ridiculo. Depois chamam-me á parte para me dizer que devo demonstrar mais interesse perante as supervisoras porque as pessoas “aqui dentro têm a língua comprida”. No entanto, lamber o cu às chefias é prato do dia a dia. Não ganham mais por isso, não querem ficar com o trabalho de supervisão ( entretanto se for oferecido), não gostam da supervisora X ou Y, mas quando a tal X ou Y aparece, são todas santas. Quando a sup. Vai embora, já são todas chefes. Em apenas um mês, já me questionei se realmente vale a pena aturar este tipo de coisas por um ordenado mínimo em part time. É apenas um pequeno desabafo que acredito que seja comum em muitas outras empresas.
Preferia partir as duas pernas a desistir por causa de um chefe e apanhei gente que não vale um corno. Lutei com diretor durante uns bons 6 anos que não teve outro remédio que não fosse pagar-me o que eu merecia.
Quem diria que meter pessoas em posição de liderança cujo o seu único currículo é o pais conhecerem o patrão, darem se bem com o patrão e mil e outras cunhas resultaria numa má gestão. Qualquer trabalhador que já tenha passando por pelo menos 3 empresas consegue identificar essas situações e as produtividade perdida, atrevo me mesmo a dizer em alguns casos são perdas de mais de 50% há custa de incompetencia mesmo.
O grande problema em Portugal é que os chefes começa pelo nome. O trabalho do chefe é mandar, o trabalho do gestor é solucionar os problemas os trabalhadores. Os gestores trabalham para os seus funcionários, retirando entraves, protegendo os trabalhadores das pressões superiores, solucionando questões de recursos, formação, equipamentos,…
Uma vez tinha um trabalho há uns anos era tranquilo bom ambiente tudo muito porreiro, mudou a chefia, de uma equipa de 10, 4 pediram a demissão em 6 meses e os restantes andavam loucos a procura de outra coisa.
Em Portugal os chefes são merda por todo o lado tirando uma ou outra excepção
O maior problema sempre foi as chefias intermédias, gente sem capacidade mas que se acham os Einstein da área quando sabem menos que os empregados. Clássico.
Eu tive de mudar por causa do micromanagement.
Literalmente era até ao osso, como por exemplo, alterar algumas palavras na documentação técnica, só pq na cabeça dele ficava melhor. Ou implicar com a posição ou cor de botões ou labels no software… Enfim.
Por isso ao fim de 4 anos não aguentei mais e já fui tarde. Vim para um sítio onde temos liberdade e tempo para fazer as coisas. E isso é LITERALMENTE metade do salário, acreditem em mim.
Num emprego que tive há uns anos em Lisboa, um colega de trabalho ameaçou-me a dizer que eu andava a falar mal dele (coisa que nunca fiz, não procuro dar-me mal com ninguém) e que me ia partir os braços à porta da empresa.
Reportei a situação às autoridades e ao patrão. A solução dele foi: *”Ah vamos conversar os 3 e resolver isso.”*
Escusado dizer que nunca mais meti os pés naquela empresa. Ele ainda ficou surpreendido por não me apresentar ao trabalho no dia seguinte. Considerou que despedir o dito funcionário seria “algo demasiado extremo”. Porque quem é que nunca ameaçou a integridade física de um colega de trabalho, né?
Entretanto, o mesmo funcionário ainda hoje trabalha lá…
O problema de Portugal em relação as chefias é o facto de acharem que essa posição é sinónimo de terem de ser tratados como Sôtô engenheiro e que sabem mais que os demais e muitas vezes nem o 6 ano possuiem…
Quando as chefias acham que nós temos que ser o nosso trabalho e, por isso, acham que temos que deixar de ter vida em função do mesmo, e consequentemente, tratam os trabalhadores como se fossem donos das vidas deles…
Já mudei duas vezes de local de trabalho por causa dos “chefes”. Prefiro líderes. Eu não consigo respeitar quem me desrespeita. Impossível. Prefiro “bater com a porta”, do que causar dano à minha sanidade mental. Não tem preço e é minha. A única que tenho, tal como a minha saúde física. Das duas vezes que bati com as portas, outras tantas se abriram… e melhores. Julgo que deveremos todos ter como preocupação “normal”, identificar os factores que nos causam DANO à saúde. Física e mental. Sabemos que o sal e o açúcar em excesso fazem mal. Sabemos que devemos colocar o cinto de segurança antes de por o carro a trabalhar, para prevenir o dano físico, em caso de acidente. E saberemos identificar os factores que nos causam DANO à nossa SAUDE MENTAL?!? Saberemos que existem ambientes e pessoas que nos causam perturbação mental? Porque existem. Existem locais de trabalho disfuncionais. Existem chefes muito perturbadores. E colegas. Companheiros. Conhecidos. Até mesmo mães e pais. Estas pessoas, com perturbações de carácter, que mentem, enganam, controlam, manipulam, estão por todo o lado. No governo. No emprego. Em
Casa. Julgo que o conhecimento é a melhor arma. Sempre. Sabermos que estas situações existem, sabermos identificar quando a nossa saúde mental está a ser afectada. E porquê. Ou por quem. E procurar ajuda, clínica ou jurídica, ou ambas e reagir da melhor forma. O assédio moral no local de trabalho é crime. Informe-se. Faça valer os seus direitos e proteja e zele pela sua Saúde Mental!