Inspecção obrigatória a motas avança a 1 de Janeiro de 2024

31 comments
  1. Na minha rua, o café da frente é uma zona de convívio para um grupo de motoqueiros.

    Nada contra, eu próprio ando de mota e adoro, mas é super evidente que aqueles sistemas de escape não cumprem a lei no que toca ao limite de decibéis.

    Entendo que o barulho do escape é algo útil para alertar condutores de carros da presença do motociclo, mas há limites. Já fui acordado a meio da noite várias vezes quando algum retardado se lembra de puxar pelo conta-rotações às 3 da manhã.

    Inspeção obrigatória já vem tarde, é ótimo ver que finalmente acontece.

  2. Já vem tarde. Tenho um palhaço na minha zona que todos os fins de semana anda a acelerar da meia-noite às duas da manhã pelas ruelas da vila. Só estou à espera do dia em que sai uma notícia a dizer que se espetou debaixo de um camião e ficou lá (já não era o primeiro). É pena que depois vão trocar as peças alteradas só para a inspeção e a palhaçada volta ao mesmo. Devia haver mais fiscalização diária por parte da polícia, alguns condutores são um perigo para eles próprios e para os outros.

  3. Continua a não abranger motas de 125 para baixo, é ridículo.

    Concordo que a malta abusa com os escapes mas todos esses já levam multa sempre que a polícia os para, agora era também útil ser para todos os veículos de duas rodas para apanhar as armadilhas que algumas motas de baixo cilindrada são.

  4. Então agora já que foram mexer na lei, podiam acabar com o imposto absurdo. A minha mota de 200kg paga mais imposto que montes de lata de 2 toneladas porque a lei dos anos 60 achava que ter uma mota com 1000cc é considerado veículo de luxo.

  5. Começo por dizer que ando muito de mota e dizerem que escapes barulhentos salvam vidas são tudo tretas. O que salva vidas são os olhos, a capacidade de antecipação e o punho direito.

  6. Penso que o pessoal aqui todo contente hiperfocado nos escapes barulhentos ta enganado se pensa que isto vai resolver esse problema. essas ponteiras normalmente é so tirar um parafuso ou dois e troca-se ou seja, perde-se 10 minutos a trocar por um original antes de ir a inspecção de 2 em 2 anos.

    No meu ver esta medida só vai levar a modificações positivas para o motociclista (algumas até extras da marca como punhos aquecidos) fazerem a mota chumbar sem qualquer necessidade.

  7. agora so falta saber o que vai ser inspecionado, com que critérios, onde vao ser os centros de inspeção, quanto vais custar (como taxar o povo sem parecer), onde está a formação das pessoas que fazem tal inspeção de quanto em quanto tempo vai ter de ser feita inspeção, e a melhor delas todas porque é que as 125 sao as motas mais marteladas todas fudidas que ai andam e que devem constituir +75% do mercado nao sao alvos de inspeção.

    criar leis é facil, falta é terem rigor e coerencia.

    EDIT: Fantastico e motas novas so fazem inspeção ao fim de 5 anos de circulação, aquelas leis pa fuder o povo e quem tem os bolsos cheios tar-se a cagar é lindo.

  8. Espero é que os centros de inspeção tenham os seguros em dia… Já estou a imaginar os “inspetores” montados em motas de 180+ cv e a não as conseguirem meter nos cilindros de travagem…

    Tem tudo para correr bem.

  9. Nunca vi verificarem os escapes nas IPO dos carros, porque iria ser diferente para as motas? A única coisa boa que vejo é que as motas passam a ter os km cadastrados, acabam as aldrabices de “usada apenas aos domingos”

  10. Por mim, tudo bem.

    A minha única preocupação é a inspeção em si.

    Eu não faço a inspeção em cima da mota.

    Estou para ver os danos nas rodas dos “clamps”.

    Quanto ao ruído, quem acha que vai mudar alguma coisa não percebe as “tecnicalidades” da certificação e controlo.

  11. Tem a sua lógica, sinceramente, se uma pessoa que tem carro e tem de seguir as regras para poder andar na via pública, as motas não podem ser excepção.

    O número de motards na concentração de Faro vai reduzir bastante para o ano.

  12. Ia dizer que quem já teve o azar de se deparar com passeios de motorizadas clássicas, também conhecidos por latas velhas e penicos na cabeça, percebe a importância da inspecção obrigatória.

    Um vez que vai excluir cilindradas de 125 para baixo, percebo que o objectivo é unicamente fazer dinheiro e zero preocupação real com poluição e segurança.

  13. Bem, só para reponder aos comentários de que todos os anos anunciam a mesma coisa (e compreensívelmente), lamento informar mas no passado dia 5 de Maio saiu o Decreto-Lei n.º 29/2023 que ‘Procede à transposição da Diretiva Delegada (UE) 2021/1717 e adequa o regime de inspeções técnicas de veículos a motor e seus reboques à Diretiva 2014/45/UE, atuali- zando determinadas designações de categorias de veículos.’

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  14. Ando de mota, mais de 200mil km no bucho e acho bem.

    Travões, luzes, reflectores, piscas, decibéis, gases, pneus, espelhos.

    Corrente ajustada ou não e em condições com orings decentes, corta corrente do descanso central a funciona. Se o kill switch funciona.

    Tudo inspecionado pff.

    Bom senso nas top cases, side cases, luzes auxiliares, crash bars, vidros, bancos, protecções de radiador.

  15. Não sei como vão fazer com Harley’s. São quase todas alteradas de uma maneira ou outra, faz parte de ter uma. Nem falo dos escapes, que é a maior característica da mota mas tudo o resto. Enfim, Portugal sendo Portugal.

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