
O problema da habitação em Portugal: debate hoje no parlamento entre IL, Livre e BE
O problema da habitação em Portugal: debate hoje no parlamento entre IL, Livre e BE
by u/insidemilarepascave in portugal

O problema da habitação em Portugal: debate hoje no parlamento entre IL, Livre e BE
O problema da habitação em Portugal: debate hoje no parlamento entre IL, Livre e BE
by u/insidemilarepascave in portugal
28 comments
É um conjunto de factores
Na vossa opinião, quem faz a melhor análise da situação: os liberais ou a esquerda?
Bom discussão, bom video, obrigado pela partilha.
É curioso que hoje ou ontem (?) havia um post por aqui no reddit de uma pessoa que não sabia em que partido votar. Acho que este tipo de conteudo pode muito bem elucidar os pontos de vista de vários partidos sobre o tema da habitação. Era giro alargar isto aos restantes temas.
Faltou ai a prespectiva do Chega sobre este tema.
Expulsar a brasileirada toda e ocupar as casas dessa gentalha.
Agora a sério.
Acho que a prespectiva do Livre é a mais equilibrada. Construir casas sim, mas garantir que são casas para o comum cidadão português.
Todas as construções que tenho visto nos últimos anos não são para a classe média portuguesa.
É um problema demasiado complexo, mas, na minha opinião, Livre e BE quiseram invalidar os argumentos da IL sem razão.
A IL não quer que as casas sejam só construídas para os milionários, como o Rui Tavares quer fazer parecer. O Livre quer casas públicas, tudo bem, mas não é por não se fazer apologia a casas públicas que faz com que se queira construir só para ricos.
O discurso do BE parece-me ainda pior. Há, a meu ver, uma clara falta de casas no mercado sim. E não sei qual é o problema em se querer facilitar os processos do construção. Haver casas vazias para especulação não invalida que haja na mesma falta de casas. Gosto da parte em que diz que a liberalização da construção abre portas à corrupção… Andar a pagar a vereadores e afins para se ter os projetos a andar como se faz hoje em dia é que é bom.
Novamente, é um problema complexo, mas não consigo apoiar as ideias de esquerda que parecem querer manter os processos burocráticos atuais e apostar em habitação pública.
Só gostava que me dissessem o que implica ser “habitação pública”. Vão os inquilinos pagar 50€ de renda por mês e se nem pagarem continuo eu a pagar impostos para os manter em casa de graça? Em caso de incumprimentos serão despejados? Em caso de estragos serão obrigados a pagar cada cêntimo dos estragos? São só questões para matar a curiosidade.
O Rui Tavares toca na tecla da habitação construida só para ricos^tm mas onde viviam esses “ricos”? vão acumular casas e deixar casas vazias? Isso é completamente estupido e ineficiente. 1 casa construída, mesmo que seja um segmento de luxo, tende a desocupa outra, as pessoas que tem situação de acumulação de casas não o vão fazer na mesma cidade, se compram outra, ou é investimento para arrendamento ou para irem viver e vender as anterior. Isto são factos e estudos já feitos há décadas sobre o assunto. Independentemente do setor que constróis para, o preço das rendas e habitação em geral baixa com maior oferta. O argumento do Rui Tavares só alimenta a xenofobia dos estrangeiros que querem gamar as casas do povo. No caso do Chega é os imigrantes pobres, do Livre e BE é os imigrantes ricos.
Atualmente a falta de habitação é tão grande que os ricos, vivem em casas que a antiga classe média vivia e a classe média nas casas que antiga classe baixa vivia. Temos de construir mais ponto.
Seja ela Publica, Privada ou Social. Todas são bem-vindas. O único problema da habitação pública é a sua gestão, despejamentos e coleção. Quando é o estado, a taxa de incumprimento aumenta bastante e a maneira de agir na sua gestão tem de mudar. Se não acabam casas a cair que o estado não quer renovar porque nem ganha qualquer rendimento ali. Na minha opinião, onde o Estado deve agir rapidamente é no setor jovem. Residencias de Estudantes/jovens, para começarem a sua vida. Dar a gestão às universidades. Rendas por um quarto a partir dos 200€
Não quero ferir suscetibilidades. Disclamer, sou tendencialmente mais de esquerda, mas tento sempre perceber todos os lados da questão e não tenho clubismos políticos. Expliquem-me, então, os liberais presentes, de que forma a construção de novas casas beneficia as pessoas que não conseguem pagar as rendas atualmente praticadas?
Eu fico sempre com a impressão que o liberalismo económico pressupõe, simplificando muito, o eventual trickle down da criação de riqueza.
Mas com a atual inflação e nível de preços praticados no mercado imobiliário, acham mesmo que quem construir casas novas as vai meter a vender/arrendar a um preço mais baixo que as que já estão no mercado, muitas sem condições mínimas?
Concordo que, neste clip, o Livre e o BE não apresentam soluções concretas (um traço típico da esquerda portuguesa) mas parece-me que são melhores a caracterizar a raiz do problema:
A construção de novas casas com apoio do Estado só vai beneficiar quem não tem problemas de dinheiro e habitação e as compra só para arrendar aos mesmos preços ridículos que já existem e perpetuar este ciclo.
O problema da habitação é o tuga conseguir competir contra os marroquinos e zucas que cá andam onde são 3/4 para cada um de nós para a mesma renda.
Portanto, a IL quer mais construção, o Livre concorda *mas* com a construção a ir para o cidadão comum.
Já o BE regurgita o mesmo discurso de sempre. Zangado, pouco construtivo, gasto… Dizer que não é preciso construção é realmente qualquer coisa.
Era tão mas tão bom que o Livre ocupasse o espaço do BE.
Habitação não devia ser considerado um asset.
Enquanto for assim, não vai mudar nada.
Podem construir sem parar. E quando não houver mais terra para construir, vão dizer, é preciso criar mais terra. As arvores não crescem para sempre.
O final do jogo do monopolio é sempre igual, um com tudo e os outros com nada.
Esse senhor é perigoso, o Carlos Guimarães Pinto é um defensor acérrimo de ideias que levarão à destruição do estado social.
Uma coisa é baixar impostos, outra é colocar o país à venda a preço de saldo. Tomem atenção!
E qual tal misturar construção nova com reabilitação? Há imensos prédios que poderiam ser reaproveitados.
A proposta da IL pode parecer atractiva mas tendo a concordar com o BE nos pontos apontados contra a construção desenfreada. Primeiro não me parece que abrir novos terrenos de construção faça diminuir o preço de muitos dos terrenos actuais que têm o valor que têm devido à sua localização. Também tenho a concordar que muito facilmente vai gerar esquemas de corrupção em que entidades vão subornar para abrir para construção terrenos que os beneficiem e não o público comum. E depois olhando para as nossas cidades actuais, acho que é óbvio que a construção aparentemente aleatória dos anos 90 em que o andar de cima de cada prédio ia para o presidente da câmara não é sustentável.
Basicamente a IL lançou uns números para o ar e disse que a solução é construir, construir e construir, alisar tudo e construir ainda mais. Depois o Livre e BE simplesmente criticaram a IL só por criticar sem apresentar soluções concretas.
Qual é a diferença disto para um “Trio d´Ataque” ou programas do género?
O BE de esquerda é que parece querer regressar ao passado. Especialmente aqueles primeiro anos pós-25 de Abril.
Assim por alto, tenho um colega a trabalhar em construção aqui no UK que me disse que há uma lei que quando se constrói casas ou apartamentos, uma percentagem tem de ser para habitação social, ou o empreendedor, tem de no mínimo compensar e tb construir habitação social em outro local.
Não sei se em pt há alguma coisa assim.
A Mariana parece que está sempre chateada com alguma coisa. Será que também é assim na especialidade?
Opinião pouco popular, mas também sou da opinião que casas, por acaso, não faltam. Devia haver maiores incentivos ao arrendamento a longo-prazo e em contrapartida maiores restrições à compra de casas por estrangeiros e à merda do airbnb. Por acaso lamento as mutilações que se fizeram no país durante as últimas décadas com construção completamente desregulada e descontrolada.
CGP com a sua já lendária simplicidade e desonestidade intelectual em como aborda problemas complexos. Nada de novo.
O BE é tão fraco que chega a ser cómico
Preço dos terrenos o caralho.
E o preço das licenças camarárias?
E o a demora na ligação do ramal?
E o aumento ridículo das matérias primas?
E a escassez de mão de obra de construção?
Agora sou eu que tenho que baixar o preço do meu terreno?
Po caralho
Edit: Wow, a Mortágua foi com quem eu concordei mais? Incrível
IL lança a ideia, Livre debate a ideia.
BE com a Mortágua só dispara e só ataca sem sem propor nada. Não é preciso construir mais, sendo assim as 7 mil casas de oferta publica que eram para ter existido e não existiram afinal até foi bom.
Fala-se como não houvesse mudanças na sociedade, primeiro falar do nº de casas em Portugal vale pouco tendo em conta que muitas delas andam perdidas pelo interior e são maioritariamente 2º casas. Depois vivemos numa altura onde é muito mais comum existirem pessoas a viverem sozinhos , e não em família que leva que a sejam preciso mais casas.
A Mortagua, trabalha em Lisboa, nem é preciso muito e venha a Odivelas e veja a quantidade de casa que anda no mercado e a quantidade de nova oferta que é dada. E mais importante veja a idade das casas construídas. Temos um mercado habitacional que por este caminho mais 10 anos e maior parte da população irá viver em casas com mais de 30/40 anos com materiais de 30/40 anos. Não admira portanto os n apoios para a eficiência energética que o governo tem dado.
Normalmente tendo a concordar mais com a IL mas neste caso o Livre tem toda a razão. Parece que a IL não vive a realidade portuguesa.
O que tenho a dizer sobre isto a lisboetas é que comecei recentemente a investir em REITs e ganha se guito fixe com a vossa miséria.
Lembrem se disto quando andarem a vender a ideia de ser normal o grosso dos impostos cobrados fora da capital serem investidos na capital.
E depois façam se homenzinhos e vão viver para outros lados, porque faz zero sentido 2.5 milhões de um país com 10 milhões de pessoas viverem numa só região.
Ou se actua do lado da procura ou da oferta.
Dito isto, é mais fácil limitar a procura temporariamente, acabando com vistos PALOP, nómadas digitais e D7, do que construir 50 mil casas em dois anos.
Como estão as coisas, os preços continuarão a subir. Não conseguimos construir a um ritmo que acompanhe a procura.
Tabelem os preços das casas, reduzam o IVA das construtoras.
E ficamos todos contentes.
É assim tão difícil?
Fechem as portas.. e acabem com as correntes de ar..
IL e Livre: discutir habitação.
BE: brrrrr mercado falhou, liberais maus! Brrrr