Deviam era ficar sem o beneficio fiscal de IRS. Prejudicavam os municipios e/ou os seus habitantes.
E quando as casas devolutas são as do município? 🤔
Grande Costa!
Anuncia uma medida parva, é criticado por isso e dizem que jamais conseguirá aplicá-la.
O que é que ele faz? Recua? Nem pensar! Passa a batata quente para os municípios e eles que se lixem.
Tem tudo para correr bem.
baseado
Para quem estiver distraído isto é CLARAMENTE um movimento para NÃO FAZER NADA sobre o problema gravíssimo da habitação.
A melhor medida para combater o açambarcamento de imóveis para estar parados para especular é taxar esses imóveis para absorver os ganhos especulativos incentivar a colocação desses imóveis no mercado.
A penalização que os municípios não aplicam mas deviam é de 3x o IMI segundo o artigo ou seja fazendo as contas muito menos de 2% do valor do imóvel parado para especular. Ora um imóvel parado valorizou cerca 18% em 2022 !!!
Ou seja o que o artigo diz é que os municípios que não quiserem ou não tenham capacidade de avançar com o disparate do arrendamento coercivo, não podem aplicar a medida mais simples da penalização do IMI que ja era residual para ter impacto e que os municípios não adoptam.
Em suma. O objetivo é não combater a especulação, pelo contrário. Desviar as atenções do caso TAP, e culpar os municípios pela crise na habitação.
Nota: os números foram de cabeça e não tenho tempo para confirmar pelo que me posso não estar a ser preciso, mas não altera certamente o sentido da frase.
A “penalização” é “Podem prescindir dessa ferramenta, mas, se o fizerem, ficarão impedidos de aplicar taxas agravadas de IMI.”
Ou seja munícipios com taxa mínima de IMI fica tudo na mesma. Municípios com taxa mínima de IMI, entre muitos muitos muitos outros Lisboa, Amadora, Oeiras, Sintra. Leiria, Coimbra, Bragança, Funchal, Castelo Branco, Viseu, Albufeira, Loulé, Alcácer do Sal, e muitos muitos mais.
a CM de Lisboa já disse que não ia aplicar, e, sem papas na língua que não tem capacidade de gerir os imóveis que detém ela mesma.
Estou a tentar imaginar com um munícipio pequeno irá tentar aplicar isto. Tentar identificar quais, quais são as habitações de férias, se donos estão emigrados ou em lares. E depois o dono – “a instalação eléctrica não está capaz e está em risco de incêndio” ou “há infiltrações”…
Lendo com atenção, os municipios só serão penalizados se identificarem os imoveis devolutos mas depois remeterem o processo para o IHRU … o que quer dizer que se não fizerem nada estão descansados.
Entretanto no estado está tudo bem… há mais de **100 milhoes de rendas em atraso** por pagar ao Estado, depois é ver o estado em que está o património do Estado.
12 comments
Artigo [sem paywall](https://ibb.co/7Gz4srD)
Deviam era ficar sem o beneficio fiscal de IRS. Prejudicavam os municipios e/ou os seus habitantes.
E quando as casas devolutas são as do município? 🤔
Grande Costa!
Anuncia uma medida parva, é criticado por isso e dizem que jamais conseguirá aplicá-la.
O que é que ele faz? Recua? Nem pensar! Passa a batata quente para os municípios e eles que se lixem.
Tem tudo para correr bem.
baseado
Para quem estiver distraído isto é CLARAMENTE um movimento para NÃO FAZER NADA sobre o problema gravíssimo da habitação.
A melhor medida para combater o açambarcamento de imóveis para estar parados para especular é taxar esses imóveis para absorver os ganhos especulativos incentivar a colocação desses imóveis no mercado.
A penalização que os municípios não aplicam mas deviam é de 3x o IMI segundo o artigo ou seja fazendo as contas muito menos de 2% do valor do imóvel parado para especular. Ora um imóvel parado valorizou cerca 18% em 2022 !!!
Ou seja o que o artigo diz é que os municípios que não quiserem ou não tenham capacidade de avançar com o disparate do arrendamento coercivo, não podem aplicar a medida mais simples da penalização do IMI que ja era residual para ter impacto e que os municípios não adoptam.
Em suma. O objetivo é não combater a especulação, pelo contrário. Desviar as atenções do caso TAP, e culpar os municípios pela crise na habitação.
Nota: os números foram de cabeça e não tenho tempo para confirmar pelo que me posso não estar a ser preciso, mas não altera certamente o sentido da frase.
A “penalização” é “Podem prescindir dessa ferramenta, mas, se o fizerem, ficarão impedidos de aplicar taxas agravadas de IMI.”
Ou seja munícipios com taxa mínima de IMI fica tudo na mesma. Municípios com taxa mínima de IMI, entre muitos muitos muitos outros Lisboa, Amadora, Oeiras, Sintra. Leiria, Coimbra, Bragança, Funchal, Castelo Branco, Viseu, Albufeira, Loulé, Alcácer do Sal, e muitos muitos mais.
a CM de Lisboa já disse que não ia aplicar, e, sem papas na língua que não tem capacidade de gerir os imóveis que detém ela mesma.
Estou a tentar imaginar com um munícipio pequeno irá tentar aplicar isto. Tentar identificar quais, quais são as habitações de férias, se donos estão emigrados ou em lares. E depois o dono – “a instalação eléctrica não está capaz e está em risco de incêndio” ou “há infiltrações”…
Lendo com atenção, os municipios só serão penalizados se identificarem os imoveis devolutos mas depois remeterem o processo para o IHRU … o que quer dizer que se não fizerem nada estão descansados.
Entretanto no estado está tudo bem… há mais de **100 milhoes de rendas em atraso** por pagar ao Estado, depois é ver o estado em que está o património do Estado.
[https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/habitacao-do-estado-ha-100-milhoes-em-rendas-por-pagar-ao-instituto-da-habitacao-e-aos-municipios](https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/habitacao-do-estado-ha-100-milhoes-em-rendas-por-pagar-ao-instituto-da-habitacao-e-aos-municipios)
na pratica como é que um município sabe que uma casa está devoluta? vai bater a porta?
Toca a multar as câmaras, vai ser lindo a manutenção das infraestruturas. Muito bem PêSê