Governo admite fim do incentivo à compra de carros eléctricos em 2024

17 comments
  1. Nunca devia ter existido, financiar carros >50k. Contra estes subsídios dependentes já os cheganos não se indignam.

    Devia ser em troca de abate de carros poluentes e com necessidade financeira demonstrada.

  2. Parece me bem

    Nunca percebi a ideia de dar subsídios para bens importados de alto valor , que em nada contribuem para mudar o paradigma de mobilidade do país , e que claramente não sao para e primeira necessidade e que são adquiridos principalmente por classe média / alta e em que o subsídio só benefícia quem o obtém e não o resto das pessoas

    Além disso este tipo de benéficios fazem sentido quando e algo novo para criar uma base de utilizadores.neste momento quem quer comprar VE já o faz com ou sem subsídio pelo que o mesmo deixa de fazer sentido

    Até podem usar o dinheiro na mesma área dos veículos elétricos mas então compensa mais usar em coisas como aumento de postos elétricos que efetivamente servem toda a gente com VE e tem um uso/benefício no tempo para várias pessoas em vez de apenas uma (que parece ser o que vão fazer )

  3. Sou da opinião que o incentivo ao abate é mais lógico.

    Não só renovávamos o parque automóvel, o que tinha de consequência baixa de poluição (ainda mais com um parque automóvel nacional com 13 ano ou até mais agora), como se abrangia isso para a população toda.

    Incentivo à EV, por bom que seja, na realidade o que vai fazer é incentivar a quem tem dinheiro bem acima da média, a ter um mimo fiscal. Os EV são na generalidade caros. Quem quer comprar um Dacia de 10.000€ fica a chuchar no dedo, já quem quer comprar um carro de 40-50.000€ tem um benefício fiscal.

    Ou pelo menos, incentivo ao abate + incentivo aos EV até 40.000€.

  4. Nunca deveria ter havido apoios a carros elétricos em primeiro lugar. Não são uma solução alternativa aos combustíveis fósseis, nem nunca serão. Para além da questão da poluição no fabrico e da impossibilidade de reciclagem das baterias, há também o principal problema que é a autonomia e tempo de vida do veículo. Um veículo que só faz sentido para andar em cidade nunca será alternativa.

    A aposta do sector automóvel deveria ser em primeiro lugar na eficiência e na redução da poluição dos actuais motores de combustão, e depois na procura de combustíveis menos poluentes. Por exemplo, o etanol que é utilizado no Brasil é muito menos poluente. Existem também outras alternativas como o hidrogênio, biodiesel ou os novos combustíveis sintéticos criados sem recurso ao petróleo.

  5. O grande problema em Portugal foi o de sempre, os monopólios. A falta de adopção de veículos eléctricos deve-se a uma má e cara rede de carregamentos eléctricos. Portugal foi dos primeiros a ter uma rede de carregamentos eléctricos, mas ao forçar todos os operadores fazerem parte do Mobi-e, não permitiu que houvesse concorrência. A própria Tesla teve que instalar os seus postos de carregamento em propriedades privadas como hotéis, para poder carregadores em Portugal.

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