Ordem dos Médicos pede revogação imediata da orientação sobre partos

8 comments
  1. Durante muitos anos as parteiras é que traziam a canalha ao mundo. Se pensarmos bem, eram especialistas no assunto.

    Do mesmo modo, talvez um parto simples possa ser feito por enfermeiros (já lá vai o tempo em que bombeiros faziam partos em ambulâncias)

    Qual é a meu ver o problema. Caso algo corra muito mal ou a orientação do ministério seja uma merda ninguém vai assumir a responsabilidade.

    Ao mesmo tempo, isto já é semelhante ao que se passa na educação. Onde a solução para a falta de professores foi permitir que qualquer licensiado possa dar aulas.

    Enfim, espero para ver o que vai dar de positivo daqui

  2. Portugal, até antes da pandemia e do colapso das maternidades pela fuga de obstetras do SNS, estava no topo do mundo em menor mortalidade materno-fetal.

    O atual sistema tornou Portugal num exemplo a ser emulado, e agora vamos copiar modelos de países que estão bem piores que nós nesta métrica, em vez de corrigir a causa do problema.

  3. Um bocadinho de bom senso não fazia mal a ninguém.

    No públicos isto já e um realidade. Na MAC a maioria dos partos é efectivamente feito por um enfermeiro especialista devidamente acompanhado e em consulta com um médico especialista, caso as coisas se compliquem o médico assume o comando.

    Com boa comunicação e guidelines muito específicos isto permite uma agilizacao do processo até porque muitas vezes o médico que acompanhou a gravidez não está disponível.

    Ninguém está a querer que os enfermeiros substituam os médicos, apenas que efectuem um procedimento que estão mais que preparados para o fazer e!em condições muito específicas.

    O grande problema aqui e que esta medida não é uma medida tomada de forma orgânica e natural mas para tapar o buraco da falta de tanto enfermeiros como de médicos especialistas e mais uma vez tentar cobrir a incapacidade do governo de fazer reformas eficazes.

    O meu sogro é obstetra e a minha mulher enfermeira de partos e isto já foi discutido ca em casa muitas vezes e ambos estão de acordo.

  4. A maioria dos médicos em portugal não tem o interesse dos pacientes em primeiro lugar, mesmo os que são boas pessoas com boas intenções, a educação que recebem e o sistema não possibilita isso de todo. Estão comprometidos (do inglês compromised não sei traduzir) e nada a fazer a nao ser não lhes dar ouvidos e seguir só recomendações internacionais científicas, que não são perfeitas mas ligeiramente melhores.

  5. Revoguem também a colheita de sangue para análises, a punção de acessos periféricos, a entubação nasogastrica e a algaliação. Deixem os senhores doutores transpirar um bocadinho, para variar.

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