Parlamento confirma decreto da eutanásia e obriga Marcelo a promulgá-lo

19 comments
  1. Boa, finalmente começamos a comportar-nos como um povo que vive no século XXI, pelo menos em matérias de liberdade, de escolha e de direitos humanos.

  2. Nós é que nao entedemos. É para que a Segurança Social e os Hospitais nao continuem todos rebentados.

  3. Desejava acreditar que era o fim deste teatro, mas não acredito. Infelizmente ainda vai andar por aí.

    Para o Marcelo, é como um nosso deputado disse uma vez, “Eu sei que dói, eu sei que dói. Ponha manteiga”

  4. Uma das razões pelo qual o decreto tinha sido vetado era porque o regime não estava bem definido de quando é que se pode recorrer e ajudar na ‘prática’ da morte assistida.

    Passando o texto como está boa sorte em convencer algum médico a fazer o que seja e arriscar-se a levar um processo em cima por uma míriade de razões verdadeiras ou inventadas por famílias.

    A eutanásia fica assim num limbo em que embora legal não vai haver quem o faça.

  5. Mais um passo na direção certa. Ainda que por agora não saia do papel. Quando for a minha vez espero que já possa a possa pedir sem ninguém me chatear a cabeça

  6. Imagina ser o Marcelo, ultra católico, coqueluche da direita e ter um mandato de 10 anos em que todos os governos são de esquerda e onde, sob a sua presidência, se aprovam leis que vão contra os seus princípios mais básicos.

    O melão do Marcelo.

  7. Provavelmente vou levar imensos downvotes com isto mas cá vai.

    Espero que o Marcelo ou o tribunal constitucional vetem novamente o decreto. E não, não sou propriamente contra a Eutanásia, mas acho que temos as prioridades completamente trocadas, e pouca informação da realidade do apoio que estes doentes atualmente têm.

    Por exemplo, será que a opinião pública sabe que na região Norte, onde os cuidados de saúde até são globalmente considerados “melhores”, existem um total de 20(!) vagas para doentes paliativos na rede nacional? Que há hospitais centrais para os quais não se pode referenciar diretamente um doente para uma consulta de Cuidados Paliativos? Que ainda existe um estigma enorme por parte dos profissionais e das pessoas a serem referenciadas para este tipo de cuidados, e que na grande maioria das vezes, os doentes são referenciados muito tardiamente?

    Não sou a favor do sofrimento na doença, nem que o valor da vida se sobrepõe a qualquer sofrimento. Mas se vivemos num país onde nem sequer conseguimos os cuidados básicos para quem sofre de doenças incuráveis e potencialmente fatais, se estas pessoas frequentemente não têm o apoio necessário no seu sofrimento físico e/ou psicológico, faz assim tanto sentido estarmos a falar e quase a “forçar” a morte assistida como solução? Não devíamos antes estar a aprovar a construção de mais unidades de Cuidados Paliativos, a referenciação mais fácil e mais abrangente deste tipo de consultas, a promoção de unidades de apoio domiciliário, a formação de profissionais, a literacia dos doentes? E depois de termos uma base de apoio sólido, aí sim falar de Eutanásia?

    Ou deve a morte ser a solução antes da medicina tentar todos os recursos? Em doentes que nunca falaram com um psicólogo? Que nunca tiveram um médico com tempo suficiente na consulta para perceber qual a origem do seu sofrimento? Ou mesmo outros profissionais não da área da saúde?

    Ainda há pouco tempo conheci um homem com uma doença respiratória gravíssima mas cuja falta de ar, segundo o mesmo, ficava melhor quando tinha companhia humana com paciência suficiente para aguardar as “pausas” que ele precisava para falar… Conversar era algo que o deixava verdadeiramente feliz, apesar das dificuldades. Mas estava muitas vezes sozinho no hospital, e isso deixava-o deprimido e com pensamentos negativos, por vezes suicidas. Em que é que devemos apostar nesta pessoa, em companhia humana, conforto, dedicação, apoio médico e psicológico para ajudar nos sintomas? Ou numa injeção para terminar com tudo de uma vez e deixar de sofrer com a falta de ar e com a solidão? Se não conseguimos dar o primeiro, faz sentido estarmos já a discutir o segundo?

  8. Não tenho posição sobre o tema, não sou a favor nem contra.

    Mas se era vontade do PS avançar com este assunto, porque não colocou isso no programa eleitoral das eleições legislativas? Ou porque recusa a realização de um referendo?

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