Partos de baixo risco deixam de precisar de médicos e serão assegurados por enfermeiros

26 comments
  1. > Esta alteração foi definida pela Direcção-Geral de Saúde (DGS), com base nas conclusões da comissão de acompanhamento **à falta de clínicos especialistas**.

  2. Bela maneira de lidar com a falta de médicos.

    Quem qualifica como de baixo risco? Diria que não se sabe à priori o que vai acontecer num parto? E se o bebé ficar numa posição de sofrimento vão ter que esperar que o médico esteja disponível?

    Sim, porque nem uma ecografia fazem para saber se o bebé não esta numa posição onde possa ~~sufocar~~ *comprometer o fluxo sanguíneo das carótidas* com o próprio cordão umbilical.

    E se for preciso cortar porque o canal vaginal não vai dar? Têm que esperar pelo médico? Porque ficam até à última da hora para fazer o parto o que dá pouco tempo de margem até o bebé ficar em sofrimento.

    Vamos voltar ao antigamente e ter em casa? Desta forma também não precisamos de enfermeiros, que serão os próximos a faltar nas várias maternidades do país.

    Ou vamos continuar a fechar até só existirem em Lisboa? E mesmo em Lisboa tem de se agendar o parto de acordo com o horário de trabalho do hospital.

    Regredir em todos os aspectos.

    Pergunto-me onde estão a ser aplicados os meus impostos.

    Edit: alteração à expressão “sufocar” para melhor descrever o risco do “sufocamento” que não é sufocamento mas privação de oxigénio no cérebro.

  3. Este tipo de situações já acontece noutros países europeus: Países Baixos, Inglaterra… Os partos são feitos pelos enfermeiros parteiros. Só chamam o médico em casos graves.

    Não percebo a consternação.

  4. Mais uma da estratégia de génio deste governo.

    Mau desempenho escolar? Baixa os requisitos.

    Não temos professores? Baixa os requisitos.

    Não temos médicos? Baixa os requisitos.

    Quem é o “socialista” que apoia este circo?

    Só não baixam impostos claro.

  5. Curiosamente já me tinha sido dito por enfermeiros que hoje em dia no público era assim, que apenas se houvesse alguma complicação ou dúvidas por parte dos enfermeiros é que se chamava um médico, de resto era tudo feito por enfermeiros.

  6. Na prática já é o que acontece. As enfermeiras parteiras fazem muitos partos, com médicos apenas de apoio.

  7. Mas isto já não era o que acontecia na prática? Da experiência que tenho, era!

    O trabalho de parto era acompanhado pelas enfermeiras/parteiras (poucos homens havia, para não dizer nenhuns) e o médico só vinha caso a coisa não avançasse ou estivesse a correr mal.

  8. Quem percebe disto sabe que, em casos normais, as enfermeiras parteiras dão 10 a 0 aos médicos.
    Triste é não pagarem aos enfermeiros em conformidade.

  9. Isto é como aquele chefe que acha que os funcionários são todos incompetentes, mas quando não há alternativa já o acha muito capaz.

  10. Para mim a questão não é a presença de um obstetra num parto normal de baixo risco mas sim a presença de um pediatra. Sou estudante de medicina e já vi alguns partos normais, baixo risco, ecografia normal, em que o bebé sai e não reage ou respira. E os 5 minutos que demoraria a chamar o pediatra são suficientes para o bebé ficar com sequelas. São situações raras mas acontecem. Também ja conheci enfermeiras extremamente competentes que são capazes de lidar com estas situações mas não são treinadas nem pagas para tal.

    No entanto, se não há médicos suficientes, não vejo grande alternativa a esta nova medida.

  11. Acho bem e perfeitamente normal.

    Isto é o que acontece na em muitos países desenvolvidos. Por exemplo na Irlanda, Canadá, Reino Unido, Países baixos, Alemanha, etc., a enfermeira parteira é quem faz o parto na maioria das situações. Existem também birthing centers para partos de baixo risco como alternativa aos hospitais.

  12. Nunca precisaram. E é o modelo defendido pela OMS.

    Mas esse documento tem tanta asneira. Coisas contrárias á evidência científica e contra o que a OMS defende…. (ex a parturiente só poder comer coisas claras, apoiarem uso de episiotomia, etc)

  13. Pois o parto é um processo natural e ocorre sem necessidade de intervenção em condições normais,por isso assistimos o parto e não fazemos a parto.

    Em caso de uma gestação sem distocia pode ser assistido por enfermeiro obstétrico desde que em um ambiente hospitalar seguindo o que já e é regra pelo mundo.

  14. Que grande conclusão da comissão! Isto é o dia a dia, a realidade dos enfermeiros obstretas, que por sinal são mal pagos para a responsabilidade e trabalho que desempenham. Coitadas das gravidas e bebés se tivessem que depender dos médicos por vezes em situações de urgência. Os enfermeiros obstetras deviam ter mais reconhecimento

  15. Isto é atualidade quando fui pai só estava lá uma enfermeira e eu . O médico ia passando só para o check up

  16. Enfermeiros especialistas, parteiros (enfermagem de saúde materna e obstétrica) são qualificados para a realização de partos de baixo risco sem qualquer tipo de assistência médica. Isto já é a prática há vários anos, não sei o porquê de isto vir à baila agora?

  17. Tá mal! Temos que exigir um especialista para cada dor que tenhamos e responsabilizar o estado por qualquer morte que aconteça seja durante o nascimento ou depois dos 90 anos. E temos que exigir que esses especialistas sejam muito bem pagos para nunca falharem, mas com o dinheiro dos outros.

  18. Salário digno que corresponda à responsabilidade e capacidades desses profissionais é que está quieto

  19. Isto já é o que acontecia. Mas agora a responsabilidade do parto vai passar para a enfermeira especialista? Vai receber nada por isso?

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