[https://www.youtube.com/watch?v=8apDA8SfAfk](https://www.youtube.com/watch?v=8apDA8SfAfk)

Consumir local seria ecologicamente mais sustentável. Diminuiria o aquecimento global e poluiria menos.

Mas pode fazer-se alguma coisa para diminuir a importação de peixe e outros alimentos?

4 comments
  1. A grande percentagem do peixe consumido em Portugal é de lotas nacionais ou aquacultura portuguesa.

    Ajudava se as gerações mais novas não comessem só peixe processado.

  2. *”Consumir local seria ecologicamente mais sustentável.”*

    Claro, mas Portugal consome imenso local. Portugal tem mar…
    De facto também importamos bastante e temos uma balança comercial desfavorável mas isso acontece porque realmente consumimos imenso pescado/marisco, temos dos maiores consumos per capita do mundo, salvo erro há apenas mais dois países no mundo que consomem mais e são ilhas.

    Mas as importações representam apenas uma pequena parte, larga maioria é pescado nacional.

    Também temos a particularidade dum dos nossos peixes nacionais ser o bacalhau (a par da sardinha) e o bacalhau tem mesmo que ser importado. Mas fora bacalhau pescamos e consumimos imenso localmente. E o que importamos e exportamos a maioria é com Espanha e França, não tem uma pegada ecológica assim tão grande. Claro que nas grandes peixarias vês todo o tipo de peixe e marisco de paragens mais exóticas e longínquas, mas não representam a maioria do consumo.

    Se te preocupas com sustentabilidade olha mais para o que fazem frotas chinesas por exemplo no Pacífico ao largo da América do Sul, etc. Ou não consumas daquelas amejoas do Vietnam que o Quim fala na musica. As portuguesas são bem melhores o problema é que também são bem mais caras…

    PS : Não sabia que o Quim também fazia musica de intervenção, ainda por cima depois de ter celebrizado o Bacalhau (que é importado) da Maria (esse pode não ser ) hahahaha

  3. Pode. Pode e deve. Mas as politicas nacionais e europeias são quase totalmente contraproducentes nesse sentido. Nós (Europa/Ocidente) passámos diretamente de um final do século XX em que se usavam as capacidades industriais de produção sem qualquer consideração pela capacidade da natureza de se regenerar, para um inicio do século XXI em que tratamos as capacidades industriais como intrinsecamente más e fantasiamos sobre impacto zero, como se isso fosse possível. O resultado é que deixamos imensa comida no mar, que depois compensamos com importações (porque se não fomos nós a fazer o impacto, conta como zero).

    O que Portugal podia fazer: Pescar mais das quotas que tem. Deixamos todos os anos ~100.000 toneladas de carapau por pescar. Num país que pesca ~200.000 toneladas de peixe total por ano, é muito. Podíamos promover o consumo de espécies que nem quota têm como a Cavala. Podíamos renovar a frota, para que o que pescamos seja feito com mais condições, gastando menos petróleo e gerando menos emissões. Podíamos banir a merda do cancro rosa, aka salmão, [que é produzido em aquiculturas nojentas em sopas de antibióticos](https://youtu.be/RYYf8cLUV5E), na Noruega, Chile e Escócia, depois transportado por centenas ou milhares de quilómetros. Ou a panga e peixe-gato, [produzidos em literais rios de merda no Vietname e Camboja](https://www.youtube.com/watch?v=N6N2SX51d7w). Consumir mais dos molúsculos que produzimos bem (mexilhão, ostra) e menos dos que importamos da China.

    O que é que não dá para fazer: substituir todas as importações. Portugal tem muita água (ZEE) mas a plataforma continental em sentido geográfico, físico, é muito pequena. Logo, não temos as quantidades de peixe que têm no Mar do Norte ou semelhantes. Não é por acaso que há mais de 500 anos começámos a ir pescar no Canadá e na Noruega. É mesmo porque lá há mais peixe e mais fácil pescar. Also, substituir o bacalhau. Portugal pesca, num ano bom, umas 8.000 toneladas de bacalhau (peso do peixe à saída de água). Consumimos umas 60.000 toneladas de bacalhau já salgado e seco. Ou paramos de comer o fiel amigo ou tem mesmo de ser importado.

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