Exploração de lítio no Barroso recebe “luz verde” da Agência Portuguesa do Ambiente

20 comments
  1. Barroso fica a 400 km de Lisboa: extrair riqueza sem consequências portanto. Apenas com uma Região Norte forte as pessoas do Norte ficarão protegidas. Como os Açores proibiu ainda esta semana a exploração em águas da ilha.

  2. No fim de semana passei por esta zona e pensei: “Fogo, isto é mesmo bonito!” É uma pena que projetos martelados (aposto) estraguem zonas como esta…

  3. Não sei como isto pode ser passar quando toda a comunidade da zona está contra isto e os lucros ainda vão, ao que me parece, para uma empresa estrangeira. Incompreensível. Se a comunidade toda está contra, simplesmente devia ser impossível andar com o projeto para a frente, afinal são as pessoas que lá vivem ue vão lidar com as consequências.

    Pergunto-me quanta fiscalização vai existir para garantir que eles cumprem as condições exigidas. Palhaçada.

  4. Acho engraçado que há 47 anos atrás as pessoas literalmente saíram ás ruas com tochas e forquilhas para impedir a construção de uma central que nos podia ter dado independência energética, mas quando os de fora querem vir explorar o nosso solo aí sim já é bar aberto.

  5. Tarde demais a India confirmou ontem uma das maiores reservas de lítio o mundo.

    Agora que a grande maioria das fabricas que vão usar lítio já estão construídas ou em construção dizer que aceitamos a exploração é um tanto faz aos investidores.

    Houve uma altura que a procura por lítio era tanta que se podia negociar bons contractos com as empresas de exploração mas essa altura já passou e mais uma vez Portugal desperdiçou a oportunidade.

  6. No fim de tudo é uma vergonha ver a aposta na extraçao do unico recurso natural que se sabe existir num país com tanta industria e com uma forte economia que tanta riqueza gera.

  7. Vai ser explorada por um privado estrangeiro que fica com o lucro todo e depois é a população local que se fode quando a zona estiver toda poluída e não tiverem água potável, a partir deste ponto somos nós todos a ter que pagar pelas externalidades deixadas pelo privado.

    Belo capitalismo este, em que o privado encarrega-se por zero risco.

  8. Este pessoal que está aqui a queixar-se é o mesmo que se queixa que Portugal é um país atrasado pa caralho e que os salários são baixos e que a economia é uma merda e que o problema é só os impostos?

  9. Dentro de 5 anos vai saber-se que um ou mais governantes receberam pagamentos que não conseguem explicar e que podem ou não estar ligados ao “agilizar” do processo de licenciamento. Uma comissão parlamentar de inquérito irá debruçar-se sobre o tema (sem conclusões) e o tema será encaminhado para o ministério público. Serão constituídos arguidos dois ou três subalternos e o processo será arquivado após anos de recursos.

    Entretanto a empresa abandonou a exploração (por já não ser rentável) e os danos ambientais e sociais ficaram por pagar. A despoluição será prometida por diversos governos, mas não sairá do papel.

  10. Galamba….e amigos… inquérito…distração…

    agência portuguesa do ambiente deve ser no mínimo burra e cega!

    Há tanto caso de mina aberta por este mundo fora, é só fazer uma pesquisa no Google.
    Logo se confirma que por mais limpo que seja a exploração, mata toda a vegetação à volta, e contamina água e terras, inutilizando a possibilidade de viver nas redondezas.

    Nem vale a pena dizer para lutarmos pelo nosso país…

  11. Acho curioso que aquela mina exista há décadas e só agora se gere indignação pela sua exploração ser direcionada para outro fim para além da indústria cerâmica, sobretudo mobilidade eléctrica que é o que motiva aqui as discussões.

    E também parece estranho falar-se que o pessoal da terra não ganha nada, enquanto que se formos ver a preços atuais do lítio pelo aumento da produção desta mina, a empresa ficaria a pagar cerca de 6 a 7 milhões de euros anualmente ao Município de Boticas, que comparando com o orçamento municipal já tem uma grande representatividade. Agora se o dinheiro não for bem aplicado por parte da autarquia já é outra assunto.

    Será que se este projeto avançar daqui a uns anos continuamos todos aqui a falar da indignação da população pela abertura da mina ou da sua indignação pelo fecho da mina?

  12. Venda ao debarato dos recursos naturais a serem explorados por empresas estrangeiras e em detrimento do ambiente e da qualidade de vida.

    Parabéns. Estamos cada vez mais próximos do modelo de desenvolvimento da Nigéria.

  13. Sou da região. Desde o início deste processo que digo que toda e qualquer luta seria inglória e que estaria perdida à partida. Estudos ambientais para tapar os olhos, agências do ambiente com intervenções de fachada. Uma região que é património agrícola mundial nunca deveria sequer ser opção para um tipo de intervenção destas e no entanto aqui estamos. Argumentos como “conservação da natureza, mundo rural, belezas naturais, património verde” fazem rir quem sentado na capital do país mal sabe o que é tocar uma erva, uma árvore, um animal. Este país doi fisicamente…

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